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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Palestra sobre desenvolvimento local abre atividades da Ação Global 2012


Especialista Marcelo Linguitte, da Terra Mater Empreendimentos Sustentáveis, ministra palestra que acontece na quarta-feira (25), às 14h30
De que forma ações de cidadania e responsabilidade social, como a Ação Global, contribuem para o desenvolvimento territorial local? Este é o tema da palestra do especialista em sustentabilidade Marcelo Linguitte, que ministra a palestra que abre as atividades da Ação Global 2012. A palestra será na quarta-feira (25), às 14h30, na Faculdade Metropolitana de Curitiba, que integra o Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná.

O encontro abre as atividades da Ação Global 2012, evento que se constitui em um mutirão da cidadania, realizado todo ano pelo Sesi e a Rede Globo. A edição deste ano acontece dia 05 de maio, em todo o país. No Paraná, a Ação Global será em São José dos Pinhais e Paranaguá. A previsão é receber mais de mais de 30 mil pessoas nas duas cidades.

A principal marca da Ação Global é reunir parceiros, como indústrias, instituições privadas, entidades sociais, universidades, fundações e organizações não governamentais para prestação de atendimentos à população nas áreas de serviços de cidadania, responsabilidade social, educação, saúde e lazer.

Momento de reflexão – Nos últimos anos, o mutirão de serviços ao público vem sendo precedido por encontros, promovidos pelo Sesi Paraná, para reflexão e diálogo sobre questões que relacionam empresas e cidadania. Nos anos anteriores discutiu-se o papel do investimento social privado na inclusão social e no desenvolvimento social local e a importância da sustentabilidade.

O debate com Marcelo Linguitte, que é diretor da Terra Mater Empreendimentos Sustentáveis, falará sobre inovação e ações socioambientais nas organizações, visando o desenvolvimento territorial local. Linguitte também atuou por oito anos no Instituto Ethos e é considerado uma das principais referências latino-americanas em sustentabilidade.

Os interessados em participar da palestra devem confirmar presença pelo telefone (41) 3271-9229 ou pelo e-mail giovana.ribas@sesipr.org.br


SERVIÇO

AÇÃO GLOBAL 2012
Palestra Ação Global como indutora do desenvolvimento territorial local
Data: 25 de abril (quarta-feira)
Horário: das 14h30 às 16 horas
Local: Praça Famec - Av. Rui Barbosa, 5881 - Afonso Pena - São José dos Pinhais /PR

Iniciativa de inclusão e desenvolvimento socioeconômico transforma a vida de pessoas por meio do empreendedorismo

A cultura da inovação, sustentabilidade e “mão na massa” é o diferencial de associação que promove desenvolvimento com o apoio de microempreendedores em todo o Brasil

“Unir forças e viabilizar acessos para que pessoas e comunidades de baixa renda possam ser empreendedoras, promovendo a inclusão e os desenvolvimentos econômico e social.” É com essa missão que está em cena, desde 2005, a Aliança Empreendedora, uma associação sem fins lucrativos que trabalha com projetos de geração de renda e empreendedorismo com o viés da sustentabilidade aplicado às iniciativas.

Com sede na capital paranaense, a Aliança realiza projetos com empresas, governos e ONGs em todo o Brasil, valendo-se de iniciativas e equipes no Paraná, em São Paulo, em Pernambuco e na Bahia. Também conta com uma rede de organizações sociais capacitadas nas metodologias desenvolvidas por ela própria em mais 11 estados. São mais de 40 projetos e serviços para empresas e governos de diversos municípios orientados para o acesso ao conhecimento, ao crédito e à comercialização, resultando no apoio direto a cerca de seis mil microempreendedores de diferentes setores.

Rodrigo de Mello Brito Silva, diretor de Parcerias e Oportunidades de Impacto da Aliança Empreendedora, explica que a associação atua na prestação de serviços e parcerias com grandes empresas que queiram criar modelos de negócios inclusivos junto aos públicos de baixa renda, colocando os microempreendedores como parte de sua estratégia e cadeia de valor. “O objetivo é realizar programas de geração de renda e empreendedorismo para ampliar a escala de impacto e, ao mesmo tempo, tornar as ações sustentáveis”, justifica.

Inovação e sustentabilidade

Algumas das empresas clientes e parceiras da Aliança Empreendedora são conhecidas por imprimir inovação aos projetos. Um deles é o Reciclagem Inclusiva – parceria entre a Aliança, Gerdau (líder no segmento de aços longos nas Américas e um dos maiores fornecedores do mundo), e GIZ (Agência de Cooperação Internacional do Governo da Alemanha) – que visa beneficiar catadores de materiais recicláveis em seis estados brasileiros.

De acordo com Marcel de Souza, coordenador do Reciclagem Inclusiva pela Aliança Empreendedora, esse projeto faz parte de uma parceria público-privada entre Brasil e Alemanha, cujo objetivo é integrar o setor informal na cadeia de valor do aço. “A iniciativa busca apoiar e fortalecer as organizações de catadores de materiais recicláveis dentro das áreas de atuação e de influência da Gerdau. Além disso, propõe o aprimoramento dos processos de gestão, produção e comercialização das organizações de catadores de materiais recicláveis dentro da cadeia produtiva e de valor da Gerdau, em todo o território brasileiro”, conta.

O projeto iniciou em janeiro de 2011 e dura até julho de 2013, com suporte a nove organizações de catadores no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco. Neste ano, retoma o apoio às redes de comercialização organizadas pelos catadores. “O grande legado do projeto será a metodologia Caminhos da Reciclagem, uma ferramenta de profissionalização a ser validada por diversos stakeholders que atuam na cadeia produtiva e de valor da reciclagem, servindo como ponto de partida para apoiar as associações e cooperativas de catadores em todo o Brasil”, informa Marcel.

O projeto “feminino”

Outra união da Aliança Empreendedora é com o Grupo Santander Brasil, que lançou em 2011 o programa Parceiras em Ação, destinado a organizações sociais que executam projetos de apoio a microempreendimentos e a grupos produtivos comunitários constituídos e liderados majoritariamente por mulheres de baixa renda.

Para 2012, foram selecionadas cinco organizações entre mais de 200 projetos que, ao longo do período, receberão apoios financeiro e metodológico para acompanhar 14 grupos produtivos. Segundo a coordenadora de Gestão do Conhecimento da Associação Aliança Empreendedora, Caroline Maria Appel, existem alguns critérios específicos relacionados à triagem. Os concorrentes devem prever o apoio desde dois até quatro grupos produtivos, liderados em sua maioria por mulheres.

Quanto ao “item” sustentabilidade, Appel explica que não é norma para a seleção. “No entanto, ao longo do tempo de apoio aos grupos, são trabalhados o conceito e as questões relacionadas ao negócio como o aproveitamento e a destinação correta de resíduos, envolvimento com a comunidade, entre outros.”

Desde o primeiro edital (2009), receberam apoio a Fundação Brasil Cidadão (Ceará), Fundação Apaeb (Bahia), Instituto de Desenvolvimento do Artesanato Maranhense (Maranhão), Avesol, Associação do Voluntariado e da Solidariedade (Rio Grande do Sul) e Apesp (Associação de Pescadores no Espírito Santo). Entre essas organizações, destaca-se o trabalho da Fundação Brasil Cidadão, que trabalha as sustentabilidades econômica, ambiental e social em todas as suas ações.

Destaca-se, também, o Mulheres de Corpo e Algas, que buscou durante o projeto eliminar a exploração predatória dos bancos de algas de Icapuí/CE, por meio de cultivo e esporulação de algas, sem agredir o meio ambiente.

“Todas as cinco organizações apoiaram diretamente 17 grupos produtivos, que construíram seus planos de negócio, receberam máquinas e, com isso, aumentaram a renda dos participantes”, finaliza a coordenadora. As parcerias para a aplicação dos projetos também se estendem a outras empresas, como Natura, Danone, Walmart, Sebrae e HP.

Alguns indicadores do Projeto Parceiras em Ação

Indicadores do edital atual (2011):

- 237 projetos inscritos;
- Cinco projetos apoiados;
- 14 grupos produtivos beneficiados.

Sobre o edital passado (Dois anos de apoio: 2009 e 2010):

- 239 projetos inscritos;
- Cinco projetos apoiados;
- 14 grupos produtivos beneficiados;
- 212 pessoas beneficiadas;
- R$ 235.190,25 investidos nos projetos;
- Dois encontros de integração entre os projetos.

Os resultados das organizações de catadores

As organizações de catadores são empreendimentos cuja característica é agregar, no mesmo ramo de atividade, o tripé da sustentabilidade (Triple Bottom Line). Elas operam com as chamadas commodities secundárias e, como resultado, geram postos de trabalho e renda (dimensão econômica), reduzem a exploração de recursos naturais, o consumo de energia nos setores primário e secundário da economia (dimensão ambiental) e criam oportunidades para a inclusão social, uma vez que são constituídas por trabalhadores da base da pirâmide. Também convergem para o engajamento multistakeholder, pois se relacionam com o poder público municipal, estadual e federal, com a iniciativa privada, o terceiro setor, os movimentos sociais e com a sociedade de forma geral.

Indicadores do Projeto Reciclagem Inclusiva (2011)

Abrangência:

- Seis estados do Brasil: RS (Esteio e Charqueadas), PR (Araucária), SP (São Paulo e Pindamonhangaba), RJ (Rio de Janeiro), MG (Divinópolis e Barão de Cocais) e PE (Recife),

Impacto:

- Nove organizações de catadores de materiais recicláveis receberam suporte relacionado à gestão, produção e comercialização e a parcerias;
- Elaboração da metodologia "Caminhos da Reciclagem" composta de 15 módulos para assessorar diretores e público interno das organizações de catadores;
- Quatro organizações sociais aliadas (ONGs) estão replicando para a base a metodologia "Caminhos da Reciclagem", o que leva à promoção do terceiro setor local.

Indicadores Econômicos:

- Nove organizações formalizadas; três emitem nota fiscal, cinco comercializam para a indústria;
- 175 toneladas de sucata foram comercializadas diretamente com a Gerdau em apenas seis meses, gerando a quantia de R$ 113.202,00.

Indicadores Ambientais:

- Nove associações receberam assessoria para operar em conformidade com a legislação ambiental;
- Melhoria na qualidade da relação com as Secretarias Municipais de Meio Ambiente;
- Sensibilização das nove organizações de catadores sobre os impactos ambientais dos empreendimentos;
- Orientação sobre o manejo e a destinação correta de resíduos perigosos.

Indicadores Sociais:

- 201 catadores beneficiados diretamente e cerca de 600 pessoas beneficiadas indiretamente;
- 48 catadores estão contribuindo para o INSS - Instituto Nacional de Seguro Social.

Saiba mais sobre a Aliança Empreendedora

O que aconteceria se a sua empresa atuasse de forma inclusiva e ao mesmo tempo lucrativa junto ao mercado de baixa renda? Imagine, então, se cada ONG promovesse a geração de trabalho e renda nas comunidades em que atua com metodologias de impacto? Isso acontecendo em uma rede que articula multiplicadores, parceiros e investidores? E se cada prefeitura tivesse programas de incentivo, formação e apoio a microempreendedores de baixa renda como estratégia para a redução da pobreza de forma consistente e com indicadores de impacto e resultado. Imaginou?

Transformar isso em realidade é o que a Aliança Empreendedora faz com os projetos, serviços e formação de multiplicadores em todo o Brasil.

Foco e atuação

Negócios inclusivos: Desenho, planejamento, implantação e avaliação de modelos de negócios inclusivos para empresas que queiram atuar junto a públicos de baixa renda por meio de mecanismos de mercado.

Projetos e programas de incentivo e apoio ao empreendedorismo de baixa renda: Desenho, planejamento, implantação e avaliação de projetos, programas e editais de incentivo e apoio a microempreendedores para a geração de trabalho e renda.

Geração de conteúdo e disseminação da cultura empreendedora: Premiações, eventos, geração e disseminação de mídia e conteúdo educativo e inspirador para o empreendedorismo. Desenvolvimento e repasse de metodologias de apoio e educação empreendedora para ONGs, governos, institutos e fundações empresariais.

Foco: públicos de empreendedores individuais, grupos produtivos comunitários urbanos e rurais, jovens empreendedores, negócios sociais comunitários e catadores de materiais recicláveis.

Cursos, oficinas e treinamentos: Relacionados aos temas de gestão, empreendedorismo, inovação, negócios inclusivos e geração de trabalho e renda na base da pirâmide.

Mais informações:
http://www.aliancaempreendedora.org.br/
contato@aliancaempreendedora.org.br
(41) 3013 2409 – Curitiba, Paraná.

Matéria publicada na Revista Geração Sustentável - Edição 27 - Jornalista Karla Ramonda

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Veja outros conteúdos dessa edição:

Matérias:Visão Sustentável: Excesso de iimpostos e importações ameaça a indústria têxtil brasileira
Responsabilidade Social: Pelo Futuro das Empresas


Artigos:
Julianna Antunes: A sustentabilidade corportaiva ainda é uma escolha?
Jeronimo Mendes: O que é ser sustentável



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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Inovacoes e Tecnologias Verdes - 26 de abril



Estilista incentiva sustentabilidade até na festa de casamento

Edson Eddel desfila coleção sustentável na feira Noivas Curitibanas 2012, que inicia nesta quinta-feira (19), na capital paranaense


Lacres, retalhos, sacos, plásticos e papéis deixam as latas de lixo e tornam-se matéria prima de luxuosos vestidos assinados por Edson Eddel. O estilista curitibano leva sua nova coleção conceitual para a passarela da feira Noivas Curitibanas, que acontece de 19 a 22 de abril, no Expo Unimed Curitiba.

No sábado, dia 21, Eddel desfila 40 bonecas Barbies com vestidos sustentáveis de sua autoria. A coleção traz um show de cores e cortes, curtos e longos, brilhos e rendas. "Trata-se de uma coleção conceitual, que visa estimular a sustentabilidade por meio da criação do hábito do reaproveitamento no segmento de luxo", afirma o estilista, que atua há mais de 15 anos no mercado brasileiro de alta costura.

Já no domingo, 22, às 18h, Eddel desfila os últimos lançamentos de vestidos de noivas sustentáveis. O estilista incorporou à coleção 2012 a transparência do plástico e mostra nas passarelas como o reciclado pode ficar luxuoso, se combinado com o branco tradicional, muita criatividade e um belo trabalho manual.

De acordo com Eddel, a ideia de estimular a sustentabilidade no casamento por meio do vestido da noiva é um bom começo, mas tem muitos outros detalhes do evento que devem ser repensados. "Evitar o desperdício e estimular o reaproveitamento pode fazer parte de todo o processo da festa, desde os convites, escolha do local, aluguel de trajes, serviço de buffet e até mesmo na lista de presentes", afirma a consultora em festas e eventos, a jornalista Gloria Bertin.

A feira Noivas Curitibanas conta com mais de 70 expositores, com o objetivo de reunir, num só espaço, todos os serviços e produtos para um casamento completo. Os visitantes vão concorrer ao sorteio de duas viagens: uma para Salvador e outra para Buenos Aires. Os ingressos custam R$ 10,00 e podem ser adquiridos no local. O evento funciona das 15h às 22h. Mais informações no site www.noivascuritibanas.com.br.

Serviço:
Noivas Curitibanas
Quando: de 19 a 22 de abril, das 15h às 22h
Onde: Expo Unimed Curitiba (Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300. Campo Comprido. Curitiba - PR)
Quanto: R$ 10,00
Informações: (41) 9644-8181

Desfile de Barbies - Vestidos Sustentáveis Edson Eddel
21 de abril, às 18h
Desfile de vestidos de noivas - coleção Sustentável 2012 Edson Eddel
22 de abril, às 18h

Fonte: CentralPress

Evento dia 27 de Abril: DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL SOBERANO E A RIO +20




Evento de Acessibilidade em Curitiba - 19/abril

V Congresso Nacional de Responsabilidade Socioambiental



terça-feira, 17 de abril de 2012

FALTAM 7 DIAS PARA A EXPOLUX – FEIRA INTERNACIONAL DA INDÚSTRIA DA ILUMINAÇÃO

São Paulo, abril de 2012 – Faltam sete dias para o início da 13ª Expolux - Feira Internacional da Indústria da Iluminação, que ocorre de 24 a 28 de abril, nos pavilhões Branco e Verde do Expo Center Norte, em São Paulo.

O espaço de 22 mil metros quadrados será ocupado por 200 expositores nacionais e internacionais de 15 segmentos do mercado de iluminação que vão apresentar suas novidades e tendências nesta que é a maior feira do setor em toda a América Latina.

Organizada e promovida pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, a Expolux é direcionada a arquitetos, incorporadores, especificadores de compra, revendedores de materiais elétricos e de construção, engenheiros, lojistas, decoradores, construtores, projetistas e consumidores finais interessados em construir ou reformar – são esperados 20 mil compradores nesta edição. Com um faturamento de R$ 3,7 bilhões no ano passado, o setor brasileiro de iluminação deve crescer até 7% este ano, segundo a Abilux (Associação Brasileira da Indústria de Iluminação), o que torna as perspectivas de negócios para a Expolux altamente positivas. Mais informações e credenciamento online no site http://www.expolux.com.br/.

Mais informações:
EXPOLUX - http://www.expolux.com.br/
Data: 24 a 28 de abril de 2010
Horário: 10 às 19 horas
Telefone: (11) 3060-4918
Local: Pavilhões Branco e Verde do Expo Center Norte

Sobre a Expolux

A EXPOLUX – Feira Internacional da Indústria da Iluminação é um dos principais eventos a abordar o segmento no Brasil. Porta de entrada no país para os principais lançamentos dessa indústria,a EXPOLUX é uma grande vitrine de funcionalidade e design em iluminação para engenheiros, arquitetos, construtores, incorporadores, projetistas, decoradores, especificadores de compras, revendedores de materiais elétricos e de construção. Originalmente parte da FEICON BATIMAT – Salão Internacional da Construção, que ocorre desde 1992, a EXPOLUX ganhou espaço e datas próprias em 2012 devido à crescente demanda do segmento. Este ano o evento acontece no Expo Center Norte, de 24 a 28 de abril. As duas principais associações do setor são apoiadoras do evento: ABILUX (Associação Brasileira da Indústria de Iluminação) e SINDLUX (Sindicato da Indústria de Lâmpadas e Aparelhos Elétricos de Iluminação do Estado de São Paulo).

Para maiores informações:
http://www.reedalcantara.com.br/

TANG PROMOVE OLIMPÍADAS DE RECICLAGEM EM QUE CRIANÇAS TRANSFORMAM COMUNIDADES

A ação, apadrinhada por esportistas consagrados, acontece de abril a agosto deste ano e conta com pilares – ambiente escolar, plataforma digital, engajamento infantil e diversão – para construir quadras esportivas feitas com o mesmo tipo de materiais recicláveis que serão recolhidos pelas crianças

Abril de 2012 – Dois milhões de embalagens recicladas, um recorde no Guiness World Record, a maior escultura feita de material reciclável do planeta, e tudo isso graças ao envolvimento de mais de 300 mil crianças do Esquadrão Verde Tang. Para este ano, a ideia é usar o tema esporte para trazer novamente à tona essa combinação de engajamento infantil e cuidado com as questões ambientais.

Em clima de jogos olímpicos, a marca Tang irá promover, a partir de abril, as Olimpíadas de Reciclagem Esquadrão Verde Tang. Na ação, crianças de escolas públicas foram convidadas a participar de coletas seletivas de material para reciclagem e participar de jogos, que darão pontuações para suas comunidades.

O objetivo das Olimpíadas de Reciclagem é fortalecer a posição das crianças como agentes transformadores da sociedade, já que entre as conquistas da ação estará a reforma de quadras públicas para a comunidade, confeccionadas, sobretudo, com o mesmo tipo de material recolhido pelas crianças durante as Olimpíadas, ou seja, embalagens laminadas, papel, plástico e papelão.

“As crianças querem ser reconhecidas pelos adultos por serem capazes de grandes feitos. Elas querem deixar sua marca e se preocupam com o planeta em que vão viver no futuro. Nas Olimpíadas de Reciclagem, além de se divertir, elas vão engajar a comunidade na prática da reciclagem e o resultado disso vai transformar comunidades reais” comenta Juliana Macedo, gerente da marca Tang.

Como funcionam as Olimpíadas de Reciclagem do Esquadrão Verde Tang

As Olimpíadas de Reciclagem buscam fomentar uma competição divertida e educativa entre colégios de ensino fundamental I de três cidades diferentes: Bragança Paulista (SP), Votorantim (SP) e São José dos Pinhais (PR). Quatro escolas públicas em cada uma dessas cidades realizarão coleta seletiva, comandada pelos estudantes, e como resultado podem conseguir a reforma de uma quadra da comunidade para a prática esportiva.

Após o período de coletas, haverá uma grande competição final em cada cidade na qual times de cada escola se enfrentarão em atividades específicas – voleibol, basquete, futebol, entre outras modalidades – para consagrar uma escola vencedora. A instituição que obtiver maior pontuação por cidade irá receber 20 mil reais para melhorias internas e todas as escolas participantes vão ganhar livros paradidáticos para a biblioteca.

Além de incentivar a prática sustentável, o projeto estimula a competição saudável entre as crianças em favor de um bem comum, reforçando o poder de construção coletiva. “Tang é uma marca comprometida com as crianças, que propõe atividades que as auxiliem a exercer esse poder de influência e transformação, que tanto buscam, de forma leve e divertida. Com as Olimpíadas de Reciclagem, voltamos a inspirá-las em uma grande causa, e damos ferramentas para que elas possam se engajar e colaborar com um planeta mais sustentável. Dessa forma, elas aprendem e ensinam como fazer a diferença, individual e coletivamente, e também incorporam isso no dia a dia de suas famílias”, relata Juliana.

Crianças de todo o Brasil serão engajadas
Além das 12 escolas selecionadas – quatro instituições de ensino em cada uma das três cidades –, crianças de todo o País serão convidadas a participar da ação ajudando uma das comunidades. Para isso, bastará entrar no site do Esquadrão Verde Tang (http://www.esquadraoverdetang.com.br/), escolher uma cidade e participar das atividades especiais de um Circuito Olímpico virtual. A cada mês, será lançado um esporte novo no Circuito, como uma nova fase. Conforme as crianças forem pontuando nessas fases, elas vão liberando itens adicionais, como bancos e mesas recreativas e bicletário, para a quadra da comunidade para a qual torcem.

Quadras recicladas, um conceito pra lá de especial

Para suprir a carência de locais destinados à brincadeira e à prática esportiva, a ação das crianças nas Olimpíadas de Reciclagem presenteará as comunidades participantes com a reforma ou construção de uma quadra pública que utilizará materiais feitos com o mesmo tipo de material coletado pelas crianças (embalagens laminadas, papel, papelão e plástico).
Por exemplo, haverá piso produzido a partir de papel reciclado, assento para arquibancada a partir de embalagens laminadas, painéis a partir de garrafa PET e tabelas de basquete a partir de plásticos.

A reforma da quadra será norteada por indicadores sustentáveis, buscando o menor impacto para o meio ambiente, e sua infraestrutura seguirá os padrões de qualidade e especificações previstas por lei.

“A entrega das quadras e dos itens adicionais no entorno delas só será possível com o engajamento das crianças, peças fundamentais no recolhimento dos materiais recicláveis. O legado que será deixado para a comunidade será uma conquista totalmente delas”, completa Juliana.

Padrinhos ilustres!

Para inspirar as crianças, as Olimpíadas de Reciclagem contarão com padrinhos especiais, que possuem grande importância no meio esportivo e nas comunidades que irão representar. A rainha do basquete, Hortência, será a madrinha da cidade de Votorantim, situada no interior paulista. O tenista e medalhista olímpico Fernando Meligeni será o representante de Bragança Paulista. Já o famoso maratonista Wanderlei Cordeiro de Lima, conhecido pelo poder de superação, será o padrinho de São José dos Pinhais.

“Alguns valores, quanto antes forem ensinados, mais enraizados se tornam. Trabalhar a questão da sustentabilidade na infância, dentro das escolas, é fundamental para que as próximas gerações já cresçam cheias de atitude”, afirma a ex-jogadora Hortência.


Os padrinhos estarão presentes nos dias do evento olímpico final em cada cidade. Esses eventos acontecerão entre agosto e setembro deste ano.

Campanha pra inspirar

Para inspirar as crianças de todo Brasil, a marca criou uma campanha impactante que vai ao ar no dia 05 de abril. Filmes de 45” e 30” segundos serão exibidos em canais televisivos abertos e fechados. Além disso, a partir da mesma data, o site do Esquadrão (http://www.esquadraoverdetang.com.br/) será completamente repaginado e será a grande plataforma de ativação fora das comunidades.

O Esquadrão Verde Tang em números

Após gerar um forte engajamento no público infantil para a construção colaborativa da maior escutura de material reciclável do mundo, um robô de mais de 15 metros de altura – que foi exposto no Parque do Carmo, em São Paulo, no fim do ano passado –, o Esquadrão Verde Tang (EVT) não para de crescer.

Atualmente, o EVT conta com mais de 300 mil agentes que, ao todo, já recolheram mais de dois milhões de embalagens de suco em pó, que se transformaram na maior escultura feita de material reciclado do mundo e em placas para a construção civil.

Mais sobre Tang

Tang é líder absoluto do mercado de refrescos em pó no Brasil, reconhecido por sua qualidade e tradição. Em 2010, foi criado o Esquadrão Verde Tang, um movimento que engaja crianças em práticas sustentáveis de uma forma divertida, através de uma plataforma digital e grupos reais de coleta de embalagem, as Brigadas Tang de Reciclagem.

Em Fevereiro de 2012, Tang no Brasil alcançou 39,5% de participação em valor, segundo dados Nielsen. Em 2011, a marca Tang, presente em mais de 90 países, tornou-se a 12ª marca global da Kraft Foods a fazer parte do hall das marcas que valem mais de 1 bilhão de dólares. Esse resultado é, em grande parte, fruto do desempenho da marca em mercados emergentes como o Brasil.

Mais sobre a Kraft Foods Brasil

A Kraft Foods Brasil, subsidiária da Kraft Foods Global Brands, LLC., é a primeira indústria de alimentos dos Estados Unidos e a segunda maior no mundo. Possui seis fábricas espalhadas pelo território nacional nos estados de São Paulo, Paraná e Pernambuco. No país, a companhia emprega cerca de 11 mil funcionários e tem no portfólio marcas consagradas como os chocolates Lacta, os biscoitos Club Social e Trakinas, os refrescos em pó Tang, Clight e Fresh, as sobremesas e o fermento em pó Royal e o cream cheese Philadelphia. Em fevereiro de 2010, a Kraft Foods Global, LLC. adquiriu o controle acionário da Cadbury PLC, empresa líder dos mercados de gomas e balas. No Brasil, a empresa é detentora de marcas tradicionais, como Trident, Chiclets, Bubbaloo e Halls.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Palestra gratuita sobre Responsabilidade Social

Os projetos de Responsabilidade Social ganham peso estratégico para as empresas. Se para ser admirada é preciso ter tecnologia, preço, distribuição e sustentabilidade, a sociedade e os colaboradores estão mais atentos e exigentes em relação às ações sociais desenvolvidas pela empresa.

Os profissionais que tiverem conhecimentos nesta área terão um diferencial. Mas é preciso conhecer os conceitos, processos e legislação que poderão transformar os projetos sociais em soluções inovadoras para a empresa.

Palestrante: Tiemi Yamashita
Estrategista social, especializada em comunicação e sensibilização de público. Tem formação profissional baseada para o envolvimento e motivação de pessoas. Dedicou os últimos 10 anos em especializações para o Terceiro Setor pelo SENAC, FGV, SEBRAE e Instituto Kaplan. Tem experiência superior a 10000 horas em consultoria e coordenação de projetos de responsabilidade social e sustentabilidade dentro das ONGs. Atualmente desenvolve treinamentos para projetos de inovação, aprendizagem, comunicacao plena, voluntariado e sustentabilidade.

Data: 18 de abril de 2012 das 19h às 20h30
Local: Wall Street Institute Unidade Chácara Santo Antonio

Saiba mais <http://www.wallstreetinstituteschool.com.br/responsabilidade/responsabilidade.html>

Quem é o profissional da sustentabilidade?

“Sustentabilidade” é um termo que ouvimos diariamente. Representantes de nações se encontram para decidir sobre estratégias para um desenvolvimento mais sustentável. Empresas divulgam em seus sites boas práticas socioambientais. Governos discutem políticas de redução de impactos ambientais e diminuição da desigualdade social. Crises aquecem o questionamento sobre os limites do atual modelo econômico. Por encontrar-se de alguma forma ligado a todas essas e a muitas outras questões, o termo “sustentabilidade” aparece com frequência em nossas vidas.


No entanto, se sustentabilidade é algo tão amplo e pluridimensional, o que dizer, então, do “profissional de sustentabilidade”? Quem é ele? Onde trabalha? Qual o seu perfil?


Em primeiro lugar, importante destacar que: quando utilizo o termo “profissionais”, refiro-me àqueles que exercem sua atividade profissional na área, e não àqueles que, no seu dia a dia, agem de forma compatível com o que considero uma “vida mais sustentável”, embora, é claro, acredite que deva existir uma coerência entre a atuação e o cotidiano desse tipo de profissional (a nossa prática, ou seja, a forma como fazemos o que fazemos não pode ser dissociada de quem somos, e está intimamente ligada aos nossos valores; em sustentabilidade, não há espaço para profissionais do tipo “faça o que eu digo, mas não o que eu faço”); acredito que muitos profissionais contribuem enormemente para a sustentabilidade, como, por exemplo, profissionais da área ambiental ou aqueles que atuam com desenvolvimento social; entretanto, o que apresento aqui é um novo perfil de profissional, que atua dentro de um conceito mais amplo e transversal.


Os profissionais de sustentabilidade não têm formação específica. Podem ser engenheiros, educadores, advogados, gestores, biólogos, entre inúmeras outras possibilidades. Podem atuar no setor público ou no privado, em instituições de ensino ou no terceiro setor. Podem atuar, ainda, como autônomos ou em consultorias. Podem ter em seu currículo inúmeros cursos na área ou, mesmo sem ter se formado em um curso específico, compreender inteiramente o conceito e ter praticado a sustentabilidade em seu dia a dia, no seu trabalho, de forma a se tornar especialista no assunto. Podem ocupar cargos diversos, em departamentos diversos, não estando necessariamente dentro de uma Diretoria ou Gerência de Sustentabilidade.


Mas reconheço um profissional de sustentabilidade quando encontro alguém com uma visão de um mundo mais sustentável, reconhecido dentro da instituição onde atua como um dos responsáveis por fazer com que essa instituição trilhe um caminho compatível com essa visão. Esse profissional deve ter compreensão profunda sobre conceitos, assuntos, princípios e ferramentas relacionados ao tema, e deve criar espaços para que esses temas permeiem a instituição onde atua.


Além das características descritas, esse profissional tem valores firmes e sólidos, atuando com ética e transparência, construindo em sua instituição um caminho para a sustentabilidade de forma colaborativa, participativa, inclusiva e tolerante perante a diversidade. Ele deve ser capaz de pensar de forma sistêmica, compreendendo as inter-relações entre os diversos atores e aspectos que regem e influenciam sua atuação e sua instituição.


Hoje já ouvimos falar em CSOs, ou Chief Sustainability Officers. Esta terminologia, mais utilizada dentro das empresas, segue o padrão de outras já conhecidas como CEO (Chief Executive Officer) ou CFO (Chief Financial Officer) e refere-se aos Diretores de Sustentabilidade, que têm como missão desenvolver estratégias de sustentabilidade dentro de uma empresa.
Em outubro de 2011, foi formalizada a ABRAPS – Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade, com a missão de representar, conectar e fortalecer a atuação do profissional de sustentabilidade. Com isso, percebemos o crescimento inegável desse novo perfil profissional e permanecemos com a esperança da melhoria da qualidade nas inter-relações entre indivíduos, empresas, mercado, sociedade e o planeta.


Daniella Mac Dowell - Mestre em Saúde Ambiental pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. Consultora e facilitadora de processos em sustentabilidade


Artigo publicado na Revista Geração Sustentável, Edição 27.



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Veja outros conteúdos dessa edição:

Matérias:
Visão Sustentável: Excesso de iimpostos e importações ameaça a indústria têxtil brasileira
Responsabilidade Social: Pelo Futuro das Empresas
Empreendedorismo: Iniciativa de inclusão transforma a vida das pessoas por meio do empreendedorismo


Artigos:
Julianna Antunes: A sustentabilidade corportaiva ainda é uma escolha?
Jeronimo Mendes: O que é ser sustentável

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Pelo futuro das empresas

Guia procura trazer aos empresários algumas dicas para um futuro mais sustentável

As micro, pequenas e médias empresas representam hoje, no Brasil, aproximadamente 95% das empresas do estado do Paraná, sendo responsáveis por mais de 50% dos empregos diretos e com 24% de participação no PIB do estado. Entretanto, muitas delas sofrem dificuldades de gestão e, por isso, o Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE) criou o “Guia do Empresário do terceiro milênio”, com dicas e orientações para empresários sobre orientações econômicas e socioambientais.

A mudança de postura do empreendedor paranaense é um dos objetivos do material, que busca abrir caminhos para uma gestão organizada e responsável, não só no quesito social e econômico, mas também relacionados à sustentabilidade.

“O guia pretende motivar os gestores a administrarem suas empresas encarando novas posturas que lhes proporcionem maior comodidade e conforto no gerenciamento dos recursos humanos, no relacionamento com a comunidade que os cerca e, sobretudo, torná-los mais competitivos no mundo globalizado. Tudo isso fundamentado nos princípios do Pacto Global e nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) entre outras sugestões de boas práticas”, afirma Victor Barbosa, presidente do CPCE.

“O CPCE estabelece mecanismos de apoio às empresas que têm interesse em investir na área socioambiental, bem como orienta sobre o investimento social privado e apoia a formação de empresários paranaenses comprometidos”, explica Barbosa. Por isso, o material traz, de forma didática, as principais questões a serem implementadas ou ampliadas pelos empreendedores para manter a boa saúde do seu negócio, sem se esquecer do seu lugar na sociedade e no ambiente.

Oficinas sobre o Pacto Global

Junto a esse trabalho, com o guia para os empresários, o CPCE está desenvolvendo atividades com os empresários paranaenses para difundir os princípios do Pacto Global - uma iniciativa desenvolvida pela ONU (Organização das Nações Unidas) com o objetivo de mobilizar a comunidade empresarial internacional para a adoção, em suas práticas de negócios, de valores fundamentais e internacionalmente aceitos nas áreas dos direitos humanos, relações do trabalho, meio ambiente e combate à corrupção.

“Esses princípios são um comprometimento mundial com o fazer bem e acertadamente as práticas dos negócios. Nós, o Brasil, não podemos – e não devemos - ficar fora desse movimento que hoje aglomera milhares de organizações pelo mundo articuladas por cerca de 200 redes internacionais”, comenta Barbosa.

Para o CPCE, é importante salientar que o Pacto Global não é um instrumento regulatório, mas um código de condutas para promover o crescimento sustentável e a cidadania por meio de lideranças corporativas comprometidas com a inovação. As oficinas vão ocorrer em todo o Paraná durante o ano de 2012 e as datas serão publicadas no site http://www.cpce.com.br/.

Os 10 princípios do Pacto Global

Direitos Humanos
-Respeitar e proteger os direitos humanos
- Impedir violações de direitos humanos

Trabalho
- Apoiar a liberdade de associação no trabalho
- Abolir o trabalho forçado
- Abolir o trabalho infantil
- Eliminar a discriminação no ambiente de trabalho

Meio Ambiente
- Apoiar uma abordagem preventiva aps desafios ambientais
- Promover a responsabilidade ambiental
- Encorajar tecnologias que não agridem o meio ambiente

Contra Corrupção
- Combater a corrupção em todas as suas formas, inclusive extorsão e propina

Responsabilidade Social Corporativa

A falta de planejamento das ações e dos critérios que efetivam a responsabilidade social corporativa (RSC) em uma empresa podem gerar desperdício de tempo e dinheiro. Por isso, o CPCE passou a oferecer em 2012 cursos de responsabilidade social corporativa, para que “cada vez mais empresas trabalhem de forma planejada a sustentabilidade de seus negócios com foco nas áreas que hoje são primordiais para a boa governança empresarial, onde o econômico, o ambiental e o social fazem parte dessa estratégia de negócios e são mensurados e apresentados no balanço social da empresa”, conforme explica Sandra Bortot, articuladora do Núcleo do Terceiro Setor e do Núcleo das Instituições de Ensino Superior do CPCE.

Os cursos vão contemplar assuntos, como: Normas e Certificações, Voluntariado Corporativo, Incentivos Fiscais e Doações Dirigidas, Planejamento e Gestão Estratégica do Terceiro Setor. “Esses são cursos que têm como grande desafio e objetivo ganhar maior tangibilidade, procurar indicadores concretos, utilizando-se de uma monitoria e avaliação permanentes, aprimorando o trabalho dos gestores e especialmente a percepção de que a RSC deve fazer parte da estratégia de negócios da empresa e de propagar a importância de tratar a questão social como forma estratégica, reaprendendo modos e condutas que tenham a responsabilidade social como aprimoramento da qualidade de vida e o crescimento sociocultural de todos os envolvidos e guia para as tomadas de decisão”, explica Janine Massolin, conselheira do CPCE.

Segundo a conselheira, “é essencial aliar as práticas sociais ao planejamento estratégico, buscando sempre a análise dos ambientes externo e interno da organização. Por tanto, é necessário considerar que o Planejamento Estratégico com foco em RSC deve estar na base de gestão das organizações que as impulsionem para o desenvolvimento sustentável, e para o cumprimento de suas ações”.

Matéria publicada na Revista Geração Sustentável - Jornalista Lyane Martinelli

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Veja outros conteúdos dessa edição:

Matérias:
Visão Sustentável: Excesso de iimpostos e importações ameaça a indústria têxtil brasileira
Empreendedorismo: Iniciativa de inclusão transforma a vida das pessoas por meio do empreendedorismo

Artigos:
Julianna Antunes: A sustentabilidade corportaiva ainda é uma escolha?
Daniella MacDowell: Quem é o profisisonal de sustentabilidade?
Jeronimo Mendes: O que é ser sustentável

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sexta-feira, 13 de abril de 2012

SIMPEP PARTICIPA DA FEIRA RECICLAÇÃO TRAZENDO NOVIDADES NO REAPROVEITAMENTO DO PLÁSTICO

O Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado do Paraná – SIMPEP estará presente na ReciclAção 2012 contribuindo nas discussões e trazendo informações das diversas formas de reaproveitamento do material.

De 27 a 30 de junho acontece a 7ª edição da RECICLAÇÃO – Feira de Reciclagem e Meio Ambiente Industrial. Instituições e empresas dos diversos segmentos abrangentes estarão presentes expondo suas ações com foco no desenvolvimento sustentável. A feira ocorrerá no centro de eventos Expo Unimed, em Curitiba – Paraná.

Esta edição conta com a participação especial do Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado do Paraná – SIMPEP. Com 35 anos de atuação o SIMPEP defende os interesses dos associados. O setor de transformação do plástico, conta atualmente com 940 empresas no Estado, contribuindo decisivamente com a economia, dando oportunidade de emprego a 24.500 pessoas, o que confirma a grandeza do segmento.

Para a presidente Denise Dybas Dias, a participação com estande e apoio de realização da Feira ReciclAção será uma excelente oportunidade de apresentar o imenso mundo do plástico para os visitantes e participantes da feira. “Além de o plástico ser 100% reciclável, a sua aplicabilidade é infinita, podendo ser transformado em diversos produtos indispensáveis para a vida do homem moderno.

Este evento é importante para todos os tipos de indústrias, que devem alcançar um crescimento pautado na sustentabilidade que satisfaça as necessidades de seus clientes” afirma a presidente. Veja mais em www.simpep.com.br .

A integração entre as diversas novidades apresentadas pelos expositores e conhecimento levantado nos debates sobre a temática da sustentabilidade e a correta gestão dos resíduos solidificam o cumprimento da lei 12305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, regulamentando a gestão integrada e o gerenciamento de resíduos por pessoas físicas, jurídicas, instituições públicas, assim como para gestores da indústria.

Outro fator relevante é a realização da copa de 2014, sendo Curitiba uma sede importante, a RECICLAÇÃO tem como objetivo contribuir na implantação da infraestrutura ambiental necessária visando os preparativos para o evento, o que com certeza elevará o potencial de negócios no evento.

Inclua sua empresa nesses debates, entre em contato e saiba mais informações sobre as disponibilidades e condições de aquisição de stands com antecedência.

Expositores:
Mais de 60 estandes estão sendo disponibilizados a empresas e instituições vindas de várias regiões do Brasil para apresentar alternativas, tecnologias e soluções aos problemas ambientais nas cidades, indústria e comércio. Na ReciclAção 2012 encontrarão soluções científicas, mercadológicas e a correta destinação de resíduos.

Negócios:
A feira contribui de forma decisiva para a aproximação entre comunidade científica, setores público, industrial e comercial no sentido de estimular a geração de contatos e a realização de negócios ambientalmente sustentáveis.

Considerado o principal evento direcionado a sustentabilidade ambiental no sul do Brasil, a ReciclAção 2012 conta com o patrocínio do Banco do Brasil e Ambisol Soluções Ambientais.

Paralelamente à feira ReciclAção, serão realizados outros eventos técnico científicos visando à atualização e capacitação de profissionais atuantes no setor:
• Curso de Introdução ao Mercado de Reciclagem.
• Ciclo de palestras comerciais promovidos por expositores e apoiadores do evento.

Programação completo em abril/2012.
• Apoiadores InstitucionaisA ReciclAção 2012 tem o apoio institucional da: Abividro, Abeaço, Abralatas, CEMPRE, SMMA Curitiba, FEAP, Revistas Geração Sustentável e Bem Público, Jornal Meio Ambiente e Biomassa, entre outros.Apoio de Realização:
• SENAI PR http://www.pr.senai.br/• AEAPR-Curitiba http://www.aeaprcuritiba.com.br/• ECORACIONAL http://www.ecoracional.com.br/• INDÚSTRIAS GRATT – http://www.gratt.com.br/• SIMPEP – http://www.simpep.org.br/

Empresas, Instituições e profissionais interessadas em mais informações, aquisição ou reserva de estandes devem entrar em contato com a organização através do telefone 41 3203-1189, e-mail montebello@montebelloeventos.com.br , ou acessar:www.montebelloeventos.com.br/reciclacao .

“Associe a marca de sua empresa a um evento que gera negócios,sustentabilidade e multiplica a consciência sócio ambiental.”

Prêmio Cidadão Sustentável

Convidamos você para conhecer e participar de uma eleição indicando candidatos ao Prêmio Cidadão Sustentável.

Resultado de uma parceria entre o portal Catraca Livre e a Rede Nossa São Paulo, o Prêmio está sendo lançado neste ano de 2012, às vésperas das eleições municipais, como uma oportunidade para discutir propostas e pensar no futuro da nossa cidade.

O Prêmio Cidadão Sustentável surge com a proposta reconhecer e valorizar as pessoas que realmente estão ajudando a transformar São Paulo em uma cidade mais justa, democrática, saudável e solidária.
Durante este mês de abril, qualquer cidadão que vive em São Paulo poderá ajudar indicando nomes de candidatos nas categorias: Educação; Saúde; Cultura; Intervenções Urbanas; Inclusão Social; Tecnologia e Comunicação; Democracia Participativa e Meio Ambiente, que farão parte da primeira etapa de votações.

Os primeiros vencedores serão escolhidos pela sociedade, em votação direta, pela internet. Um júri formado por personalidades com histórico de luta por São Paulo fará uma seleção, e haverá um vencedor geral.

Você pode indicar quantos nomes quiser, para isso basta acessar: http://dual-pem.dualtec.com.br/link.php?M=13754581&N=24384&L=20998&F=H

Sua indicação é muito importante.

Participe, ajude a valorizar os verdadeiros heróis da nossa cidade!

Secretaria Executiva da Rede Nossa São Paulo
http://dual-pem.dualtec.com.br/link.php?M=13754581&N=24384&L=18&F=H

quarta-feira, 11 de abril de 2012

CARREFOUR APOSTA EM COBERTOR ECOLÓGICO PARA ESTE INVERNO

Três milhões de garrafas pet foram utilizadas na produção das peças, que, além de sustentáveis, decoram a casa e esquentam com muito charme


Antes mesmo das temperaturas dos termômetros caírem, o Carrefour começa a receber suas primeiras encomendas de cobertores, edredons e mantas, todos inspirados nas principais tendências do Outono e Inverno deste ano. São 21 diferentes modelos, que incluem as principais marcas do mercado e produtos Carrefour, que além de aquecer os ambientes da casa, vão dar um toque de charme à decoração. Destaque para linha de cobertores ecológicos, fabricados a partir de garrafas pet, que acabam de chegar a 87 lojas do país.

A encomenda do Carrefour para a Etruria, que desenvolve o produto sustentável, equivale a
três milhões de garrafas pet de dois litros, compradas de cooperativas de reciclagem para a produção das peças. Para a confecção do cobertor da linha Nobre, com pêlos altos, as fibras originadas da matéria-prima são trabalhadas em teares circulares, que conferem a elasticidade ao produto. Já na categoria Línea, as fibras são colocadas em máquinas agulhadeiras, que as entrelaçam mecanicamente formando uma manta de pelo baixo.

Como os cobertores já são considerados itens essenciais na decoração da casa durante essa época do ano, o Carrefour oferece as peças em charmosas cores e estampas. Para a região Sul, onde os termômetros marcam as mais baixas temperaturas, nuances que variam entre as cores mais escuras, como intensos verdes, azuis, vinhos e castanhos, aplicadas em visuais mais sóbrios ou com toques artísticos, predominam. Destaque para a estampa geométrica na Linha Dupla Face.

Já no Sudeste, que pede produtos um pouco mais leves, as inspirações florais ou com elementos que projetam referências de ambientes naturais, como florestas observadas à noite, são as novidades da temporada. As cores em tons bege, verde, além do preto, se destacam na Linha Nobre.



terça-feira, 10 de abril de 2012

Empresa verde

Em tempos de conscientização socioambiental, as empresas se preocupam cada vez mais com o tema. A Marko Sistemas Metálicos, por exemplo, vem contribuindo para o meio ambiente através do seu sistema de cobertura metálica Roll-on que é patenteado em 17 países e possui todas as suas peças em aço galvanizado (100% reciclável). Um dos destaques do produto é sua funcionalidade, já que o mesmo facilita a captação das águas pluviais, eliminando toda a rede de drenagem interna, conduzindo essas águas para fora do prédio e otimizando projetos de armazenagem de água para reuso. Outra característica exclusiva do sistema, que promete aumentar a economia de energia elétrica, é a espessura mais grossa e forma da bobina em “u”. Comprovado em testes realizados pela UNESP – Universidade Estadual de São Paulo, estes atributos garantem melhoria do isolamento termo-acústico quando comparada a coberturas similares e convencionais.

Empresa verde II

Além disso, o Roll-on possibilita a economia de energia, pois possibilita o uso de iluminação e ventilação naturais, além da opção de uso na cobertura do revestimento pré-pintado branco, fornecido direto da usina. A pré-pintura garante uma maior proteção contra intempéries, além de ser mais reflexiva, o que segundo especialistas pode gerar até 20% de economia no gasto com ar condicionado. Ainda priorizando a sustentabilidade, a Marko, que também é filiada à GBC – Green Building Council, irá destinar 70% da área de sua nova fábrica para plantação de árvores e jardins. A nova unidade será instalada no Pólo Industrial de Itaguaí, Zona Oeste do Rio, e começará a operar ainda nesse primeiro semestre.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Fórum Internacional de Acessibilidade e Cidadania






Sustentabilidade comprovada em rótulo

Selo foi criado para reconhecer produtos sustentáveis de acordo com regras preestabelecidas

O tema sustentabilidade tem sido cada vez mais comentado e difundido pela mídia, pelas empresas, autoridades, governo e sociedade, refletindo as crescentes preocupações com os impactos de nossas atividades. Mas, afinal, o que significa ser sustentável?

Quais são as práticas que comprovam se uma empresa ou produto são sustentáveis? De acordo com Newton Figueiredo, fundador e presidente do Grupo SustentaX, organização que teve a iniciativa de criar um selo que comprova a sustentabilidade, produto sustentável é aquele que respeita o consumidor, a sociedade e o meio ambiente. “É um produto competitivo, que não faz mal à saúde, tem qualidade comprovada para o que se propõe, e é desenvolvido, fabricado e comercializado de forma socioambientalmente responsável”, diz.

Figueiredo conta que 65% dos consumidores brasileiros têm interesse em obter mais informações sobre produtos sustentáveis, contra 20% da média mundial, dado que foi constatado em uma pesquisa realizada em 2010. De acordo com a mesma pesquisa, divulgada pela empresa GS&MD Gouveia de Souza, os consumidores já estão dispostos a pagar 8% a mais por produtos sustentáveis.

De acordo com Rômulo Viel, coordenador do Comitê de Sustentabilidade da Rede Paranaense de Metrologia e Ensaios — Paraná Metrologia, para um produto ser considerado sustentável ele deve ser “economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto”, seguindo a conceituação clássica de sustentabilidade. O comitê coordenado por Viel foi criado em abril de 2011 com o objetivo de difundir ideias sustentáveis aqui no estado. Segundo ele, a rede tem como foco atuar de modo a dar suporte a ações que garantam a qualidade dos processos. “Ao garantir a qualidade conquistamos a confiança do cliente, o que é um diferenciador tecnológico e comercial para as empresas”, explica.

Diante dos amplos e distintos conceitos que existem acerca do termo sustentabilidade, a busca pela rotulagem surge como uma forma de comprovar tecnicamente, de acordo com critérios preestabelecidos, se um produto é comprovadamente sustentável. Além disso, segundo o presidente do Grupo SustentaX, a busca pela rotulagem está relacionada com a intenção de comprovar ao consumidor a qualidade das iniciativas e dos produtos de uma empresa. “Por meio de selos confiáveis, os consumidores podem comparar melhor os produtos que desejam adquirir. Para citar um exemplo, no caso de eletrodomésticos, 40% dos consumidores já estão dispostos a pagar até 10% a mais para produtos que têm o selo Procel. Só depois de confirmarem a existência do selo é que se voltam para a marca. É uma quebra de paradigma, pois até há alguns anos se comprava por marca”, conta.

Outro segmento que tem se interessado por rotulagem de sustentabilidade é o de materiais de reforma, decoração, construção e operação de edificações. Exemplo disso é a manta de proteção para pisos fabricada pela empresa Promaflex, que acaba de conquistar o selo de sustentabilidade.

O material é desenvolvido para reduzir custos e desperdícios de materiais e aumentar a produtividade em obras e reformas. A manta é capaz de proteger, durante os trabalhos, superfícies e pisos já instalados. O “Promapiso” é uma manta laminada que possui as características necessárias para substituir com eficácia sacos de aniagem com gesso e também a proteção de papelão e resina.

Para a arquiteta Andrea Velletri Martins, gerente de marketing da Promaflex, a conquista do Selo SustentaX para o Promapiso demonstra a preocupação da empresa em oferecer soluções inovadoras para um mercado que busca produtos que gerem menos impactos sobre as pessoas e o meio ambiente, com garantia de qualidade e sustentabilidade. “O processo para obtenção do selo foi mais uma comprovação de que cumprir os preceitos de nosso sistema da qualidade com benefícios para a empresa e para toda a cadeia que nos cerca é sempre o melhor caminho”, afirma.

O processo de rotulagem trouxe melhorias no processo de fabricação da manta, como explica a arquiteta. “Eliminou-se o uso de adesivo de contato para a laminação dos materiais, substituindo-o por calor. Foi necessário o investimento em maquinário, mas, por outro lado, reduzimos o custo com matéria-prima, aumentamos a velocidade de produção e atendemos a outros requisitos da rotulagem”, explica a gerente.

Certificação X Rotulagem

É muito comum termos técnicos como esses serem confundidos. No entanto, para que fiquem mais claros, os termos certificação, rotulagem, assim como inspeção e declaração de fornecedor são tipos de “avaliação de conformidade”, segundo explica Rômulo Viel. Um processo de certificação refere-se a processos, como por exemplo, a ISO 9001, norma internacional de gestão da qualidade. No caso, o processo de produção é certificado e não o produto em si. É utilizada, normalmente, entre empresas. Uma certificação pode ser compulsória (obrigatória) ou não compulsória (voluntária).

A certificação é obrigatória para produtos que, por suas características, podem colocar em risco a saúde e a segurança do usuário e também o meio ambiente, caso sejam fabricados de maneira inadequada. É o caso de produtos como extintores de incêndio, botijões, fios e cabos elétricos, preservativos, entre outros, que têm seu processo de fabricação regulamentado pelo INMETRO.
Como forma de controle, equipes técnicas visitam periodicamente os locais em que se encontram à venda esses produtos, verificando suas condições. Os fabricantes e importadores que não cumprem as normas e os regulamentos são multados e os produtos irregulares são retirados de comercialização.

A certificação voluntária, que tem como objetivo garantir a conformidade de processos, produtos e serviços às normas elaboradas, é decisão da empresa que fabrica produtos ou fornece serviços. Nesses casos, a certificação é um diferencial de mercado em favor das empresas que a adotam.

No caso da rotulagem ou etiquetagem, entende-se como o resultado de uma avaliação que analisou características do produto em relação a determinados parâmetros. A rotulagem visa informar o consumidor sobre determinadas características que diferenciam o produto, enquanto a certificação trata, normalmente, do seu processo de fabricação.

O Selo SustentaX enquadra-se na rotulagem ambiental do tipo I, em conformidade à Norma ISO NBR 14024:2004, sendo um programa de terceira parte voluntário, onde não há envolvimento com fabricação ou comercialização.

Processo de análise para rotulagem de produto

Para que um produto conquiste o Selo SustentaX, o fabricante deve comprovar a existência dos atributos essenciais de sustentabilidade, aqueles que não podem faltar em um produto para que ele possa ser considerado, minimamente, como sustentável. São eles: salubridade (não pode fazer mal a quem fabrica nem a quem instala ou utiliza), qualidade (funcional e ambiental) e as responsabilidades socioambiental e de comunicação com o consumidor do fabricante.

Após essa primeira etapa, se a empresa comprovou todos os atributos essenciais do produto, são analisados os complementares de sustentabilidade, referentes a como o produto foi concebido (sustentabilidade do design), fabricado (sustentabilidade na fabricação) e comercializado (sustentabilidade na comercialização). Nessa fase, são analisados: utilização de conteúdo reciclado, biodegrabilidade, regionalidade dos materiais, desmaterialização, contribuição para a economia de água, eficiência energética, entre muitos outros aspectos. Quanto mais atributos complementares tiver, mais sustentável o produto será. O processo para rotulagem leva, no mínimo, 6 meses.

De acordo com Paola Figueiredo, vice presidente executiva do Grupo SustentaX, os produtos com o selo de sustentabilidade, em geral, atendem aos principais requisitos para comercialização de “produtos verdes” nos mercados internacionais. Quando um produto recebe o selo, nada mais importante que essa informação seja difundida. Por isso, folhetos com informações sobre o diferencial do produto são disponibilizados com inúmeras informações úteis, tanto para vendedores desses produtos como para especificadores e compradores públicos e privados.

No folheto explicativo de cada produto é possível encontrar informações sobre sua salubridade, qualidade assegurada, produtividade, e como os produtos podem contribuir para certificações ambientais. “O desenvolvimento de um folheto com essas características é único no mundo e só foi possível pela existência, na SustentaX, de uma equipe multidisciplinar permanente de profissionais de várias especialidades de engenharia (civil, elétrica, mecânica, meio ambiente e naval), arquitetura, geografia, química, marketing, jornalismo, relações públicas, entre outras”, enfatiza Paola Figueiredo.

A sustentabilidade no Paraná

A sustentabilidade está ganhando força no Paraná. A Rede Paranaense de Metrologia e Ensaios — Paraná Metrologia - criou recentemente um comitê voltado à sustentabilidade que tem o objetivo de difundir ideias sustentáveis aqui no estado.

De acordo com Rômulo Viel, coordenador do Comitê, a rede apoia a iniciativa do Grupo SustentaX em criar uma rotulagem de sustentabilidade. “O comitê foi criado recentemente, em abril de 2011, e o nosso objetivo é desenvolver atividades voltadas à sustentabilidade, assim como difundir o conceito. A criação desse selo está bem enquadrada nos assuntos que pretendemos discutir no comitê. “É algo muito novo, que está sujeito a críticas, mas o nosso objetivo é exatamente esse, discutir tudo que existe sobre sustentabilidade, especialmente no Paraná”, diz Viel.

O coordenador ainda fala sobre a ligação do conceito de sustentabilidade com a economia. “No fundo, o que impacta a decisão empresarial ainda é a questão financeira, por isso, é importante dizermos que, para um produto ser sustentável ele tem que ser economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto, de modo que as atividades econômicas reflitam melhor as preocupações da sociedade”, declara. Viel conta que um dos projetos do comitê é promover ainda este ano um seminário sobre sustentabilidade, o qual deve reunir representantes de empresas que se interessam pelo tema para discutir e difundir o assunto.

Sobre a Paraná Metrologia

A atuação da Rede Paranaense de Metrologia e Ensaios ainda é recente na área de sustentabilidade. No entanto, a rede já atua há mais tempo na difusão da cultura metrológica aqui no Estado. Trata-se de uma rede que congrega diversas entidades de ensino, pesquisa, tecnologia e laboratórios de maneira associativa, visando promover a infraestrutura tecnológica e de apoio às empresas instaladas no Paraná.

Principais objetivos da ONG

- Identificar as necessidades de treinamento e capacitação técnica das instituições e laboratórios que atuam na área de metrologia e ensaios no Paraná.
- Promover atividades de capacitação de recursos humanos e organizar e promover eventos técnicos nas áreas de metrologia e ensaios.
- Promover programas de avaliação, acompanhamento e orientação à implantação de técnicas de melhoria da qualidade da prestação de serviços tecnológicos, bem como a disponibilização de tais serviços.
- Estabelecer e manter estreito vínculo com o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e
Qualidade Industrial (INMETRO), seguindo as orientações daquele Órgão bem como o apoiando em suas atividades, a fim de colaborar de maneira efetiva para o fortalecimento da estrutura da metrologia e os ensaios no Brasil.
- Promover a conscientização da sociedade, dirigentes empresariais e atividades de ensino, pesquisa e desenvolvimento do Estado para a necessidade e importância da metrologia e ensaios.

Matéria publicada originalmente na Edição 27 - Jornalista Bruna Robassa


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Veja outros conteúdos dessa edição:

Matérias:
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A revista Geração Sustentável faz uma promoção especial para você leitor que busca novos conhecimentos sobre o tema sustentabilidade corporativa.

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ABRAPS SUL realiza fórum de debate sobre o profissional de sustentabilidade em Curitiba

Quem é o profissional de sustentabilidade? Esse foi o foco do debate do primeiro evento da ABRAPS SUL promovido nas instalações da EBS (Estação Business School) no último dia 04 de abril.

O evento, que foi realizado na parte da noite, contou com a participação de debatedores renomados no cenário estadual e nacional. As atividades iniciaram com a apresentação da associação pela coordenadora de Expansão da ABRAPS e representante do Grupo Sul, Daniella Mac Dowell. “Entre nossos objetivos está a representação formal dos profissionais de sustentabilidade junto a sociedade. Além disso, a ABRAPS busca articular e mobilizar profissionais dedicados ao assunto, compartilhando, fomentando e construindo o conhecimento”, destaca Daniella.

O debate foi conduzido pela jornalista Adriane Werner e teve a geração de conteúdos tanto relacionados ao tema sustentabilidade como também ao perfil do profissional dessa área. Dentro do contexto apresentado pelos debatedores, foi enfatizado que esse tema transita em todas as áreas do conhecimento e que o profissional deverá buscar novas habilidades, como também aproximar de profissionais de outras áreas visando à complementação de conteúdos.

Os debatedores: Bernt Entschev, Rodrigo da Rocha Loures, Rodrigo Brito, Nelton Friedrich e Eloi Casagrande comentaram por cerca de três horas suas opiniões e experiências dentro dessa temática, com menção aos conceitos e práticas da gestão sustentável. Para Bernt Entschev fundador da De Bernt Entschev Human Capital “a sustentabilidade é um processo de evolução, uma mudança de mentalidade. (...) O profissional de sustentabilidade deve ser multifacetado e precisa saber trabalhar em várias vertentes”. O estímulo a criação e ao desenvolvimento profissional também foi mencionado por Rodrigo Brito da Aliança Empreendedora, “a sustentabilidade não é ação solidária e nem pode ser vista como gasto pelas empresas. O profissional que atua nessa área precisa usar a inteligência e não pode ser preguiçoso na hora de criar”.

O evento contou com a presença de 180 participantes que tiveram a oportunidade de acompanhar o debate e encaminhar suas perguntas também para os debatedores. Dentro de uma linha mais direcionada para o profissional, Nelton Friedrich da Itaipu Binacional comentou que a “sustentabilidade significa celebração da vida. O profissional de sustentabilidade precisa propor uma nova aliança com a natureza”. Para o professor da UTFPR, Eloy Casagrande Junior “esse novo profissional terá como base a escola, a educação. (...). Para ser sustentável é preciso mudar hábitos sempre. É um trabalho diário e necessário”. O direcionamento para a formação do profissional também foi citada por Rodrigo Rocha Loures do IPD (Instituto Paranaense de Desenvolvimento) que enfatizou que “o profissional de sustentabilidade tem que ser um psicólogo e um sociólogo, ou seja, deve entender esses conceitos, mas, acima de tudo precisa ser humano“.

Para atuar na esfera da defesa de interesses dos profissionais de sustentabilidade, a ABRAPS está investindo na criação de espaços de debates, com o intuito de integrar seus associados, a sociedade e as entidades representativas. Além do evento, a associação também disponibilizou, através de job descriptions na entrada do auditório, diversas oportunidades profissionais nessa área.

Entre suas atribuições a associação visa: promover ações que busquem o desenvolvimento sustentável; representar formalmente os profissionais de sustentabilidade na defesa de seus interesses, tornando a atividade legítima e reconhecida na sociedade; articular e mobilizar profissionais dedicados ao assunto na sociedade; compartilhar, fomentar e construir conhecimento.

Para saber mais sobre a ABRAPS acesse http://abraps.blogspot.com.br/ ou encaminhe um e-mail para abrapssul@gmail.com.


Fonte: Revista Geração Sustentável
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Veja abaixo outros momentos do evento:
Crédito (fotos): Tales Cardeal
































DEARO PROMOVE CURSO DE RESPONSABILIDADE SOCIAL PARA EMPRESAS

Para implantar um programa de responsabilidade social dentro de uma empresa, seja ela de grande, médio ou pequeno porte é preciso definir objetivos para se obter resultados concretos. A partir do dia 05 de maio, a DEARO, empresa paulistana de Alianças Estratégicas promove o curso Como Implantar a Área de Responsabilidade Social de uma Empresa de Pequeno, Médio e Grande Porte: Desafios, Oportunidades e Caminhos.

Com duração de quatro meses, o programa do curso será dividido em: conceito teórico, técnicas e práticas. O intuito é profissionalizar o aluno, executivo ou o consultor, para montar na prática uma área de responsabilidade social dentro de uma empresa. Além disso, mostra como essa relação hoje exigida pelo consumidor, pelos investidores e pelas grandes organizações mundiais, pode gerar benefícios à empresa e à comunidade.

Dirigido a profissionais que já atuam nessa área, diretores e coordenadores de ONGs, o curso será ministrado pela especialista em Responsabilidade Social Corporativa Wandreza Ferreira, formada em Pedagogia e Serviço Social, pós-graduada pela FIA/USP em Terceiro Setor e Responsabilidade Social. Há 14 anos, a ministradora trabalha na área de Responsabilidade Social Empresarial com implantação de projetos, em grandes corporações, em parcerias público-privadas e em gestão de recursos privados com foco em investimento social privado. Wandreza recebeu pelos projetos idealizados diversos prêmios e é autora do case vencedor publicado pela ABRH – Associação Brasileira de Recursos Humanos.

SERVIÇO
Data do curso: 05/05/2012 até 04/08/2012.
Horário: 9h ás 17h – Com 30 minutos de almoço e 15 minutos de intervalo para um Coffe-Break, no período da manhã e à tarde
Cidade: São Paulo
Local: Avenida Paulista 1.159, conjunto 1518 – SEDE DA DEARO – ao lado do metrô Trianon-MASP.
INVESTIMENTO por pessoa - 4 parcelas de 790,00 ou R$ 2.900 à vista. Estão inclusos nesse orçamento: coffee-break pela manhã e à tarde, material didático apostilado e certificado.

SOBRE A DEARO: A DEARO Alianças Estratégicas foi instituída oficialmente no ano 2000, pela especialista Fernanda Dearo, que iniciou sua carreira há 16 anos na Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança, onde consolidou sua expertise como captadora de recursos e na arte de mobilizar e motivar pelas ações sociais. A agência é especializada na elaboração de projetos através de parcerias entre os três setores: Privado, Público e Terceiro Setor e é dirigida por diretores e coordenadores de ONGs, que já atuam nessa área, além de profissionais ligados a instituições que tenham projetos próprios.


Para mais informações acessem http://www.dearo.com.br/ ou ligue no (11)4777-0260.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O QUE É SER SUSTENTÁVEL?

Entre as inúmeras especulações sobre o mito criado em torno de Steve Jobs, existe algo que poucos pesquisadores e aficionados pelo assunto não destacam com a mesma importância com que deveriam: a questão da sustentabilidade e o lado humano da estratégia, visivelmente presentes na política da empresa.

De início, pode-se imaginar que a Apple está preocupada apenas com a questão econômico-financeira, porém, quando se analisa a qualidade dos produtos e sua aplicabilidade, é possível ter ideia do que se passava na cabeça de Jobs em relação à sustentabilidade e sua indissociável relação com a criação de facilidades tecnológicas.

Sustentabilidade diz respeito ao uso eficiente dos recursos naturais utilizados por parte de quem fabrica e também de quem consome produtos e serviços. Portanto, empresas que desejam perpetuar e construir um legado admirável devem pensar, acima de tudo, em como ganhar dinheiro sem destruir o meio ambiente.

Com relação ao lado humano da estratégia, significa dizer que as empresas, a exemplo da Apple, IBM, FIAT, GE e Natura, entre outras, procuram conceber produtos e serviços orientados para o bem-estar do consumidor. Obviamente, visam o lucro, porém, em tempos cada vez mais voltados para a interação do homem com o meio ambiente, é praticamente impossível ignorar essa premissa.

Para se ter ideia do que isso significa, é necessário entender o que a Apple faz para merecer o conceito de empresa sustentável:

- Os produtos Apple são construídos em peça única denominada chassi monobloco com alumínio 100% reciclável;

- Os monitores são feitos com vidro 100% reciclável;

- A iluminação do painel utiliza tecnologia LED (Light Emitter Diode) - a mesma utilizada na fabricação de chip dos computadores – capaz de transformar energia elétrica em luz alternativa e ecologicamente correta;

- Por lei, toda compra realizada no Estado da Califórnia reverte oito dólares para auxiliar na recuperação do impacto dos seus produtos sobre o meio ambiente;

- Todos os produtos Apple são fabricados sem componentes prejudiciais ao meio ambiente: chumbo, PVC, mercúrio, arsênio (tela de vidro), BFR (retardador de chama que contém Bromo, altamente tóxico);

- As embalagens de produtos Apple são concebidas exclusivamente para acomodar os produtos e nada mais, ou seja, embalagens compactas significam menos transporte, menos consumo de combustível e menos resíduos no meio ambiente;

- Se você mora nos Estados Unidos e adquire um produto Apple, ganha um programa de reciclagem para a próxima troca do equipamento; a Apple recicla 90% dos componentes utilizados no produto original;

- Em geral, seus produtos são projetados para proporcionar a eficiência energética dos próprios usuários, portanto, mais recursos interativos e menos desperdício de energia.

Assim, quando pensar em sustentabilidade, lembre-se da Apple e incorpore em definitivo esse conceito. Quanto maior a conscientização em relação ao impacto dos desenvolvimentos econômico e social sobre o meio ambiente, maior a esperança para o futuro do planeta. Ser sustentável, portanto, significa:

- Ter políticas claras voltadas para o bem-estar do consumidor e ao mesmo tempo para o menor impacto possível dos seus produtos e serviços sobre o meio ambiente por meio da utilização consciente dos recursos naturais;

- Ter consciência de que se você quer deixar algo de valor para os seus filhos e netos, deve fazer muito mais do que se indignar com o que outros fazem com os resíduos dos produtos que fabricam e consomem;

- Ter o pensamento orientado para um viés sistêmico que permita entender a diferença entre consumo consciente e consumismo.





Jerônimo Mendes




Administrador, Consultor, Professor Universitário e PalestranteMestre em Organizações e Desenvolvimento Local







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Veja outros conteúdos dessa edição:

Matérias:
Capa: Pensamento Sistêmico e Visão Estratégica
Tecnologia & Sustentabilidade: Sustentabilidade comprovada em rótulo (Sustentax)
Visão Sustentável: Excesso de iimpostos e importações ameaça a indústria têxtil brasileira
Responsabilidade Social: Pelo Futuro das Empresas
Empreendedorismo: Iniciativa de inclusão transforma a vida das pessoas por meio do empreendedorismo


Artigos:
Julianna Antunes: A sustentabilidade corportaiva ainda é uma escolha?
Daniella MacDowell: Quem é o profisisonal de sustentabilidade?


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Excesso de impostos e importações ameaça indústria têxtil brasileira

Uso de trabalho escravo, desrespeito ao meio ambiente e falta de controle de qualidade são outras questões levantadas contra produtos importados da Ásia

Em um bairro de periferia, uma pequena confecção -– microempresa familiar - explora o trabalho de costureiras e lucra com os produtos vendidos a grandes varejistas que, por sua vez, lucram muito mais praticando preços bastante altos para o consumidor final.

Pode ser enredo de novela brasileira, mas, infelizmente, pode também ser real. E pode ser pior. Lançado em 2005, o documentário China Blue, não autorizado pelo governo chinês e exibido no Brasil no cinema e na TV paga, acompanha a vida de duas jovens chinesas que trabalham para uma fábrica de jeans no sudoeste da China. Elas são obrigadas a morar na fábrica, onde as condições são precárias (a água, por exemplo, tem que ser levada por baldes), têm carga horária massacrante, ganham menos de um dólar por dia e têm suas despesas (alimentação, etc.) descontadas do salário. Para cumprir um prazo de entrega, ficam noites sem dormir. Um "feitor" analisa o tempo todo o trabalho e multa quem ele acha que está fazendo "corpo mole".

A China, entretanto, não é a única. China Blue faz parte da trilogia Globalização, do diretor Micha Peled, cujo primeiro filme é Store Wars: When Wal-Mart Comes to Town, a respeito do conflito entre a rede Wal-Mart e uma pequena cidade na qual a ela acaba de implantar uma mega-store.

O terceiro filme, Bitter Seeds (ou Sementes Amargas, em tradução livre), estreia no Brasil no final deste mês. O documentário mostra, na Índia, a epidemia de suicídios - que já matou cerca de 250 mil pessoas - entre pequenos agricultores de algodão, obrigados a trabalhar com sementes geneticamente modificadas, com isso perdendo sua terra e seu sustento.

Segundo a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), os países asiáticos que mais vendem produtos têxteis para o Brasil são China, Índia, Indonésia, Taiwan e Bangladesh.

Todos são países sem democracia, ou com democracia fraca, população muito pobre e que, eventualmente, aparecem na mídia que denuncia o trabalho escravo. Ao contrário dos produtos nacionais, com os quais competem e que, ao menos no caso brasileiro, pagam uma carga tributária gigantesca, esses produtos chegam ao consumidor muito mais baratos.

Um barato que sairá caro, segundo o coordenador do Conselho Setorial da Indústria do Vestuário da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), Marcelo Surek. Para ele, o consumidor brasileiro precisa se conscientizar de que, ao adquirir esses importados, além de contribuir com uma indústria que não respeita os direitos humanos, nem o meio ambiente, está contribuindo para a desindustrialização do setor no Brasil, e o consequente prejuízo para o país e para si mesmo. "O que é mais caro? Sem indústrias, não há geração de emprego e de consumidores para outros mercados", declara.

Segundo Surek, a indústria têxtil e de confecção é a segunda maior geradora de empregos no Brasil (e, segundo o BNDES, a que tem o maior potencial gerador de empregos na indústria de transformação): a cada 10 milhões de reais por produto, são gerados cerca de mil empregos diretos e muitos mais indiretamente.

O coordenador afirma ainda que o problema do Brasil, entretanto, não é a China, mas o próprio Brasil e sua carga tributária altíssima: "O produto nacional sofre uma carga tributária em cascata, que incide sobre toda a cadeia produtiva e de comercialização. No final das contas, o lojista vende um produto do qual 45% do preço é imposto".

Diz ele que isso dificulta não somente a concorrência com os produtos importados, mas o desenvolvimento da indústria, pois, com a perda que o setor está sofrendo, não pode investir, por exemplo, na qualificação de mão de obra: "O Brasil não precisa de trabalho escravo para oferecer produtos acessíveis e de qualidade. Precisamos de isonomia, condições de competir de igual para igual, com impostos justos".


Brasil importou 4,6 bilhões de dólares em 2011

A Abit lançou, em janeiro, o importômetro: painel que mede as importações brasileiras de produtos têxteis relacionadas a quantos empregos deixaram de ser ofertados pelas empresas do setor no país. Segundo informações da Fiep, que apoia a iniciativa, o painel mostrou que, somente no primeiro mês deste ano, 60 mil postos de trabalho deixaram de ser gerados. Com o importômetro, a Abit lançou também uma campanha para colher um milhão de assinaturas e, com isso, pressionar o governo a adotar medidas eficazes para melhorar a competitividade da indústria têxtil brasileira. O formulário para assinatura, bem como o painel atualizado em tempo real, estão disponíveis no site da Abit http://www.abit.org.br/.

De acordo com dados levantados pelo departamento econômico da Fiep, o Brasil importou, em 2011, US$ 4,6 bilhões em produtos têxteis: aumento de 21% em relação a 2010. Somente o Paraná, no ano passado, importou US$ 181 milhões: aumento de 86% em relação ao ano anterior.

Para Surek e outros empresários das indústrias têxteis e confecções, a situação é grave: "Estamos à beira de uma desindustrialização do setor e o produtor brasileiro está vendo suas vendas diminuindo, muitas vezes, em até 70%. Alguns estão fechando as portas".

Segundo a área técnica da Abit, antes de 2005, praticamente não havia roupa importada da China no Brasil. Quem supria esse mercado eram as empresas nacionais, com roupa de excelente qualidade. Para a associação, a China corrompeu os valores de mercado porque, para produzir roupa barata, explora funcionários, contratando mão de obra escrava e infantil, empresta dinheiro aos seus exportadores sem cobrar juros, desrespeita todas as leis ambientais e mantém o câmbio forçadamente desvalorizado. Assim, a roupa pronta chinesa chega aqui custando menos que o empresário brasileiro pagaria só pelo tecido.

Além disso, aponta a área técnica da Abit, os produtos que entram no Brasil sofrem apenas a fiscalização tributária, ou seja, o consumidor não tem garantia nenhuma de qualidade e procedência. Ao contrário do que acontece com os produtos brasileiros, os importados não precisam se submeter a nenhum padrão ou controle de qualidade. Ao adquirir uma roupa da China ou de qualquer um dos países que praticam o mesmo tipo de produção, ele não sabe de onde vem a matéria-prima, em que condições e por quem é produzida.

Recentemente, a pedido dos empresários, o governo anunciou que irá fazer uma parceria com o INMETRO para que os fiscais do instituto possam entrar nos portos e fiscalizar, pelo menos, etiquetas.

Para Marcelo Surek, não há como fiscalizar os 70 portos brasileiros: "Com a arrecadação do governo, tecnicamente há condições para isso, mas o país não tem a estrutura necessária, não há como pensar em fiscalizar qualidade e procedência de produtos."

Trabalho escravo no Brasil: A terceirização nos serviços de costura para a indústria têxtil e de confecção acrescentou a informalidade ao setor, o que tornou as relações cliente/fornecedor muito importantes.

Nessa equação, onde se encaixa o trabalho escravo no Brasil? Os imigrantes de outros países sul-americanos, principalmente bolivianos e ilegais, que vêm ao Brasil para fugir de situações de miséria e não conhecem seus direitos, são alvo fácil para confecções que, a exemplo das encontradas em países de democracia fraca e pouco respeito a direitos humanos, buscam lucrar com o trabalho análogo ao escravo.

No ano passado, denúncias do Ministério do Trabalho, seguidas de processo pelo Ministério Público, contra a rede varejista Zara Brasil, trouxeram novamente essa questão à tona. A diretoria da rede se isentou de responsabilidade, dizendo que não sabia da procedência dos artigos que comercializa. Diante do processo, assinou com o Ministério Público do Trabalho e com o Ministério do Trabalho e Emprego - junto com a corporação à qual pertence, o grupo Inditex -, um Termo de Ajuste de Conduta. Em nota à imprensa, o Ministério comunicou que o termo visa a aperfeiçoar o controle sobre as confecções da indústria têxtil e garantir melhor qualidade de vida aos trabalhadores. Para pôr em prática várias ações com esse objetivo, a Zara Brasil fará um investimento social de R$ 3,4 milhões e criará um fundo de emergência para resolver eventuais situações de precariedade de trabalhadores. As empresas serão fiscalizadas e, caso não cumpram o compromisso, serão punidas.

Para contribuir com o controle desse tipo de problema, a ABVTEX (Associação Brasileira do Varejo Têxtil) mantém o Programa de Qualificação de Fornecedores, do qual são signatárias empresas como C&A, Grupo Pão de Açúcar, Marisa, Pernambucanas, Renner, Riachuelo, Wal-Mart, Grupo Gep e Leader, que representam, aproximadamente, 15% do varejo nacional de vestuário.



A C&A Modas informa que, além disso, criou, em 1996, a SOCAM, (Organização de Serviço para Gestão de Auditorias de Conformidade), empresa independente e internacional que realiza constantes vistorias em todos os fornecedores e subcontratados da rede, para buscar a melhoria das condições de trabalho, coibir qualquer tipo de mão de obra irregular e garantir um produto íntegro. A empresa foi, ainda, a primeira a assinar (e a mobilizar seus fornecedores a assinarem) o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil (http://www.pactonacional.com.br). O documento é uma iniciativa da sociedade civil que visa a implementar ferramentas para que o setor empresarial e a sociedade brasileira não comercializem produtos de fornecedores que usam trabalho escravo.



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Veja outros conteúdos dessa edição:

Matérias:
Capa: Pensamento Sistêmico e Visão Estratégica
Tecnologia & Sustentabilidade: Sustentabilidade comprovada em rótulo (Sustentax)
Responsabilidade Social: Pelo Futuro das Empresas
Empreendedorismo: Iniciativa de inclusão transforma a vida das pessoas por meio do empreendedorismo




Artigos:
Julianna Antunes: A sustentabilidade corportaiva ainda é uma escolha?
Daniella MacDowell: Quem é o profisisonal de sustentabilidade?
Jeronimo Mendes: O que é ser sustentável

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