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quinta-feira, 28 de junho de 2012

APRENDENDO COM A CRISE


Faz exatamente quatro anos que a economia mundial se deparou com uma nova crise, deflagrada com a falência do tradicional Banco de Investimentos Lehman Brothers e com a falência técnica da maior empresa de seguros dos Estados Unidos, a AIG – American InternationalGroup, endossadas pelo uso indiscriminado e irresponsável do subprime – política de concessão de créditos sem garantia.

O fato é que uma crise dessa proporção afeta, como sempre, as camadas menos favorecidas da população:os pobres, os miseravelmente pobres, os emergentes e, em parte, a classe média. Nessa hora, há uma tendência de todos tentarem se proteger do reflexo, principalmente aqueles que têm pouco a perder. Como diria o célebre escritor La Fontaine, há mais de trezentos anos, “os pequenos sofrem com a tolice dos grandes”.

No Brasil, somos todos doutores em crises econômicas e financeiras. Sobrevivemos aos Planos Cruzado, Cruzado Novo, Bresser, Verão, Collor I, Collor II e Real, tablitas, URV, maxidesvalorização do real, apagão e, assim, nada mais nos assusta.Essa nossa capacidade de conviver com a incerteza e de prosperar diante das crises é um dos motivos pelos quais os executivos brasileiros são cada vez mais requisitados no exterior.

Isso não nos isenta da prevenção necessária para evitar problemas no futuro, portanto, falar em crise não basta; esconder-se debaixo da mesa, também não; antecipar o sofrimento para ver se passa mais rápido, menos ainda.

Os gregos, os espanhóis e os italianos têm seus próprios problemas e não querem saber dos problemas alheios. Antes que uma nova crise entre de cabeça na sua vida para subtrair o pouco que você conquistou com muito esforço, aqui vão algumas reflexões úteis para momentos de incerteza:

1. Não ignore a crise. Nas sábias palavras de Arkad, o homem mais rico da Babilônia, “uma pequena cautela é melhor do que um grande remorso”.Pare de sonhar e acreditar no governo que afirma ter tudo sob controle enquanto o mundo inteiro desaba.Não seja um otimista irresponsável. É óbvio que a crise vai passar; mas, a que custo e em quanto tempo nenhum espertalhão se atreve a dizer.

2. Não superestime a crise. O mundo não acabou na crise de 1929 nem durante a grande depressão dos anos subsequentes; também não implodiu durante a crise do petróleo, em 1973. Da mesma forma, o Brasil não acabou quando o Presidente Sarney decretou a Moratória, em 1987 nem quando umex-metalúrgicoassumiu o governo e passoua contrariaras previsões mais pessimistasdos empresários na época.

3. Aperte o cinto.Não é hora de fazer dívidas ou assumir compromissos a perder de vista. O momento requer sabedoria. Vivemos um período de total incerteza em relação ao futuro econômico do mundo; enquanto as coisas não se acalmam, procure conter o impulso do consumo. A velha máxima continua a mesma: poupar em tempo de vacas gordas para sobreviver em tempo de vacas magras.

4. Continue trabalhando. Nada de berço esplêndido, a despeito de todo o dinheiro que você possa ter no banco. Quer seja empresário, quer seja empregado, lembre-se: nada supera o trabalho. É na crise que a oportunidade aparece. São mais de 3 trilhões de dólares circulando diariamente pelo mundo à espera de novas ideias, pessoas motivadas e empresas arrojadas.

Por razões já conhecidas, o socialismo se mostrou tão ineficiente quanto o capitalismo está se mostrando agora, portanto, não existe modelo econômico e político ideal que possa garantir o futuro das nações com a tranquilidade que todos gostariam.

Existem três espécies que se destacam na crise: as que pensam que o mundo vai acabar e se deprimem; as que sentam e esperam para ver se o mundo vai acabarmesmo e sobrevivem; as que lutam para o mundo não acabar e saem fortalecidas. O sofrimento é proporcional à energia e ao posicionamento que você assumeem momentos de crise.

Se a crise na Europa está tirando o seu sono, relaxe, pois é bem provável que o mundo sobreviva depois dela. Além do mais, estamos no Brasil e o que não falta nesse país é trabalho. Em períodos de crise econômica, somente os otimistas responsáveis prosperam.

Jerônimo Mendes
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Matérias:

Tecnologia e Sustentabilidade: Energia solar: um sonho de consumo

Visão Sustentável: Software de gestão corporativa promove autossustentabilidade para empresas

Responsabilidade Social Corportativa: Responsabilidade empresarial com futuro

Desenvolvimento Local: A sustentabilidade como profissão
Artigos:

Marcio Zarpelon: Sustentabilidade na Cosntrução Civil
Ivan de Melo Dutra: Subsídios do governo brasileiro

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O chique sustentável do Brasil




ekochik.com reúne acessórios femininos e de decoração de artistas, artesãos e comunidades de todo o país

O movimento ecossustentável cada vez mais ganha adeptos no Brasil. Principalmente entre pessoas de bom gosto e que primam pela exclusividade. A pergunta que muitas fazem é: por que comprar um produto fabricado em larga escala e sem preocupações ambientais, em países como a China, se há tanta coisa boa e diferenciada sendo produzida aqui no Brasil? Buscando atender a esse público específico, a Ekochik (www.ekochik.com) nasceu com o propósito de reunir acessórios femininos e de decoração confeccionados ou produzidos dentro de processos sustentáveis, ou que utilizam materiais ecologicamente corretos.

Há produtos para todos os bolsos, de R$ 19,90 a até quase R$ 2.000,00. A linha de acessórios femininos, atual carro-chefe da empresa, é composta por colares dos mais variados modelos, bolsas, carteiras, ecobags e demais acessórios. Para a casa, a Ekochik reúne peças de decoração e artigos para mesa (jogos americanos, sousplat, porta-guardanapo, guardanapos de linho confeccionados à mão) e iluminação, bem como peças vintage. Elas são únicas, garimpadas, algumas originais e outras customizadas.

São mais de 40 grifes de norte a sul do Brasil. A lista inclui, entre outros, bijoux de Pernambuco e Rio Grande do Sul, bolsas da Bahia, São Paulo, Espírito Santo e Goiás, colares e bolsas do Ceará, peças de algodão orgânico colorido do Espírito Santo, objetos decorativos do Amazonas, peças de tear de Minas Gerais, Goiás e São Paulo, e peças de fibra de bananeira de Pernambuco e Minas Gerais. O diferencial dos artistas está na escolha da matéria-prima, na utilização de processos que geram o mínimo de resíduos, ou então no aproveitamento de sobras de produção.

Os fornecedores são designers, artistas, artesãos e pequenos grupos organizados que produzem suas peças dentro de critérios de sustentabilidade. A produção é limitada, o que garante exclusividade. Muitos dos fornecedores também exportam seus produtos, principalmente para a Europa, que já tem uma aceitação muito grande por produtos deste tipon de produto. A união do manual, com design, exclusivo e sustentável é o grande diferencial.

Estilo Eko

A loja virtual ainda traz ao público novidades e notícias sobre o que acontece no universo eco, por meio do blog Estilo Eko (www.ekochik.com/site). Segundo a empresária Denise Moura, sabe-se que hoje é praticamente impossível viver de uma maneira 100% sustentável. “Não podemos nem queremos isso. Mas, nas várias escolhas que temos, podemos fazer a diferença. Com exclusividade, sem perder o estilo e sem deixar de ser ‘chik’”, completa Denise.



Diversas formas de cuidar do meio ambiente

Empresa especializada em gestão ambiental cuida de problemas que poucos sabem que existem


Em 1992, o Brasil - mais especificamente, o Rio de Janeiro - foi sede da 2ª Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Humano. A Rio-92, maior reunião de chefes de Estado da história da humanidade, teve a presença de cerca de 117 governantes de países que buscavam soluções possíveis para o desenvolvimento sustentável e a reversão do processo de degradação ambiental. Este ano, a cidade foi palco da Rio+20, que marca os 20 anos da realização da Rio-92 e tem como objetivo renovar o compromisso político com o desenvolvimento sustentável.

Como se pode notar, o tema sempre esteve e continua em pauta e a preocupação ambiental ganha cada vez mais espaço nas mesas de discussão, debates e também no dia-a-dia de pessoas, empresas e instituições. Já foi comprovado que a poluição do meio ambiente e o uso desenfreado de recursos naturais podem trazer danos irreparáveis à população. A introdução direta ou indireta de substâncias de natureza química ou energia, como é o caso de luz, calor ou radiação, podem provocar um efeito negativo no equilíbrio do meio ambiente e assim causar danos na saúde humana, nos seres vivos e no ecossistema.

Para minimizar alguns impactos causados pelo desenvolvimento da humanidade ao meio ambiente, leis vêm sendo criadas e empresas têm descoberto e colocado em prática eficientes maneiras para solucionar problemas que, muitas vezes, a população desconhece. Um exemplo é a criação da Resolução Conama 237, que prevê que resíduos provenientes de lavagem de peças, veículos, troca de óleo devem ser armazenados, transportados, descartados e destinados de maneira adequada. O não cumprimento caracteriza um crime ambiental. E quais são estes resíduos? Diversos materiais contaminados com óleos como embalagens de óleo lubrificante, estopas, trapos e filtros e a borra oleosa retirada da caixa separadora, que fica em postos de gasolina.

Se mal descartados, estes itens, considerados perigosos, podem trazer sérios riscos à população e ao meio ambiente. Além de permanecer por décadas no solo, que fica inutilizado para a agricultura, este óleo pode contaminar a água e os lençóis freáticos e inviabilizar o tratamento de esgoto, caso caia nesta rede. Para a saúde, os danos são diversos. Entre eles intoxicação, anemia, falha nos rins, entre outros. Ainda, a queima indiscriminada pode agravar o efeito estufa e causar malefícios à pele e ao sistema respiratório por conta da liberação de gases tóxicos.

A Solixx Soluções Ambientais, empresa que atua na área de gestão ambiental há mais de dez anos, conta com dois importantes serviços nesta área. Um deles é o gerenciamento e reciclagem de resíduos, que tem como objetivo destinar corretamente estes materiais sujos por óleo, e o outro é a investigação de passivo, um estudo sobre a possibilidade de contaminação de solo. Caso o problema seja detectado, a empresa oferece serviços de prevenção e remediação.

O primeiro começa com a coleta de embalagens de óleo lubrificante, estopas e trapos contaminados e filtros de óleo e com o encaminhamento destes materiais para a reciclagem correta. Todo o processo é cuidadosamente preparado e operado. E o resultado final é o re-refino e reutilização do óleo reciclado, sem desperdício ou poluição residual. A borra oleosa e os resíduos são encaminhados para co-processamento, e a água utilizada para as lavagens é tratada na estação da empresa, passando por uma limpeza e filtragem e, posteriormente sendo destinada a reuso. Toda a matéria-prima, depois do tratamento, quando está livre de odores e contaminação, é reutilizada em produtos plásticos. Para cada recolhimento feito, a Solixx emite um certificado de destruição do produto, o que garante a correta destinação de todos os resíduos. Em 2011, 65.300 filtros, 53.500 frascos e 16.590 trapos foram reciclados pela empresa.

Já o segundo serviço oferecido, conhecido como remediação, é um novo negócio no Brasil e verifica a contaminação do solo em locais onde estão instalados postos de gasolina e indústrias para evitar danos ao meio ambiente e à população, uma vez que resíduos podem poluir o lençol freático e causar danos ainda maiores, já que produtos como óleo, solvente, combustível e metal correm o risco de vazar. A Solixx consegue detectar se há contaminação de solo, além do tipo e o estado em que ela se encontra. Depois deste procedimento e caso a contaminação exista e seja detectado o risco à saúde da população, a empresa oferece um serviço altamente eficiente de tratamento e remediação, que propõe a descontaminação definitiva, utilizando técnicas diferentes.

O tratamento e prevenção da contaminação do solo são muito importantes para garantir a qualidade de vida da sociedade e preservação do meio. O tempo da remediação depende do estado em que a contaminação se encontra, mas pode levar de seis meses a dois anos.

Estes são alguns dos exemplos de contaminação e poluição que poucos conhecem, mas que também existem e trazem sérios riscos ao meio ambiente e à população. Mais informações sobre a atuação da Solixx Soluções Ambientais podem ser obtidas no site http://www.solixx.com.br/



quarta-feira, 27 de junho de 2012

PRÊMIO VAI RECONHECER LIDERANÇAS E PROJETOS DAS ÁREAS DE EDUCAÇÃO E MEIO AMBIENTE. INSCRIÇÕES TERMINAM DIA 1 DE JULHO.


INSCRIÇÕES ATÉ 1 DE JULHO

O Prêmio Instituto HSBC Solidariedade – Troféu Dra. Zilda Arns Neumann foi criado para reconhecer lideranças que estejam desenvolvendo projetos comunitários nas áreas de Educação e Meio Ambiente, no Estado do Paraná. Para cada categoria haverá a premiação de R$ 50 mil, que serão destinados a apoiar o trabalho das entidades e em cursos de aperfeiçoamento para as lideranças indicadas.

As inscrições terminam no próximo dia 1 de julho e podem ser feitas com o preenchimento do formulário anexo (veja o link abaixo), que deve ser enviado para o e-mail inscrição@premioihs.com.br.

Para fazer download da ficha de inscrição, clique aqui.

A ficha de inscrição e o Regulamento também podem ser encontrados no site www.hsbc.com.br/premioihs.



Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (41) 3202-0000, com Bruna Cabral e Cristiane Lima.



terça-feira, 26 de junho de 2012

Como levar sustentabilidade para as empresas do futuro é o centro das discussões da ECO Business 2012


O perfil do consumidor brasileiro e da nova classe média, ferramentas para a implementação de tecnologias sustentáveis e o futuro das cidades serão discutidos e expostos na 5ª edição da ECO Business.

O Brasil passa por um momento econômico ímpar, com o aumento do poder de compra da população e o crescimento da classe média, que consome mais e requer ações sustentáveis por parte das empresas. Esta movimentação foi recentemente confirmada por uma pesquisa da Nielsen Holdings, que mostrou que 66% dos consumidores preferem comprar produtos e serviços de empresas com programas de sustentabilidade e 46% deles não se importa em pagar mais por eles. Para auxiliar as empresas a se prepararem para atender a essa nova demanda, a ECO Business 2012 preparou um Congresso que alia discussões sobre o perfil do novo consumidor, as inovações tecnológicas para tornar as empresas sustentáveis e as tendências que viabilizam que as cidades sejam mais inteligentes.

O evento, que será realizado de 14 a 16 de agosto, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, é uma realização da MES Eventos, promovida pela Mastran Business Fairs e conta com a direção de conteúdo da GreenBusiness Brasil.

O Congresso da ECO Buiness contará com mais de 30 palestras de grandes empresas, como P&G, Basf, Camargo Correa e PepsiCo. “Estruturamos um congresso completo, que chega aos participantes em uma linha lógica de pensamento: o que os consumidores esperam, como as empresas podem atender a essa demanda e, finalizando, novas iniciativas que tornam nossas cidades lugares melhores para viver”, disse Gui Brammer diretor de conteúdo do Congresso.

Hoje em dia muitas empresas já têm uma nova postura com relação aos modelos tradicionais de comércio e consumo, e ações de sustentabilidade, corwdsourcing e open innovation fazem parte de seu cotidiano. Durante o evento, essas companhias auxiliarão outras a entenderem essa mudança rumo a uma economia global sustentável e se posicionarem diante dela. “Ao longo dos três dias da ECO Business, os participantes do congresso estarão focados na compreensão do papel das marcas na formação de um futuro próspero”, afirmou Ricardo Guggisberg, diretor da ECOBusiness, “Será um encontro entre as empresas lideres de amanhã”, completou.

As palestras foram organizadas em três temas, sendo que cada um será desenvolvido em um dia do evento. No dia 14 o foco será o Perfil do Novo Consumidor Brasileiro, assunto debatido por especialistas como Johnny Wei, diretor da Locomotiva Negócios Emergentes e representante do C.K. Prahalad no Brasil e Carla Mayumi, diretora da agência BOX 1824, responsável pela pesquisa O Sonho Brasileiro. Além desses keynotes, o dia também contará com a participação de Gabriela Onofre (P&G), Claudia pires (PepsiCo), Denise Alves (Natura), Fabio Lavezo (Camargo Correa) e Leandro Farina (Celulos Irani), que irão expor cases sobre como suas empresas estão abordando este novo consumidor.

No segundo dia da ECO Business, o tema será as Ferramentas para a Implementação de Sustentabilidade nas Empresas. Neste dia participarão Sonia Chapman (Basf), Luis Serafim (3M), Sérgio Cintra (Metalsinter), Alexander Van Paris Piergilli (Ecossistemas), Gui Brammer (WiseProducts) e Fabíola Grzybowski (MARS), que mostrarão cases sobre como trazer inovações para sustentabilidade às companhias de maneira efetiva. Além dos executivos, a keynote Vivian Blaso, da Conversa Sustentável, palestrará sobre as tendências para o Brasil das construções verdes e os benefícios que estas podem gerar para as plantas industriais.

O último dia do Congresso terá como centro das discussões o futuro das cidades brasileiras e como torná-las mais inteligentes, por meio de ações de consumo colaborativo e economia criativa. Personalidades como Gilberto Dimenstein (Folha e Catraca Livre), Rachel Biderman, Fernando Serra (HSM), Lincoln Paiva (Mobilidade Urbana) e Fabio Mestriner (ESPM) falarão sobre como as empresas podem se adaptar a essas tendências. Os executivos que atuam com o conceito de consumo colaborativo, Bruno Massote (DescolaAi.com), Marcio Nigro (Caronetas), Fernando Fernandes (Sautil) e Felipe Barroso (ZazCar) abordarão temas sobre Consumo Colaborativo e como a população brasileira está aderindo a esse movimento.

Além do Congresso, a ECO Business 2012 também sediará uma feira onde as empresas que desenvolveram soluções sustentáveis irão expor suas tecnologias, maquinários e cases ao público.

Veículos Elétricos 2012

Paralelamente à ECOBusiness, será realizado o VE 2012 - Salão Latino Americano de Veículos Elétricos e Componentes. O evento pretende promover o desenvolvimento, demonstração, comercialização e utilização de veículos elétricos no país, intensificando o posicionamento do segmento no Brasil e na América do Sul.

Feira e Simpósio marcam o VE, que visa também a ampliação do conhecimento do mercado sobre as oportunidades existentes nos negócios que envolvem veículos elétricos, modalidade de transporte que vem aumentando em todo mundo.

Vamos de Metrô

Para facilitar a locomoção de visitantes, expositores e palestrantes, a ECOBusiness e o VE contarão com o sistema “Vamos de Metrô”. Ônibus elétricos farão o translado gratuito dos participantes dos dois eventos do metrô Jabaquara até o Centro de Exposições Imigrantes.

Sobre a Mastran Business Fairs

A Mastran Business Fairs é uma empresa de consultoria, planejamento e promoção de Feiras de negócios e Congressos, que atua em diversos setores da economia. Além de estar presente no mercado nacional, a Mastran desenvolve adaptação de feiras internacionais para o mercado brasileiro e Latino Americano, criando parcerias estratégicas internacionais de longo prazo. A empresa é dirigida por Marco Antonio Mastrandonakis, Vice-Presidente do Conselho de Administração da UBRAFE – Associação Brasileira dos Promotores de Feiras e Eventos.

Sobre a MES Eventos

Com uma proposta inovadora, a MES Eventos planeja, cria, produz e viabiliza eventos que têm foco no desenvolvimento sustentável e ações sociais que ajudam a disseminar a cultura da sustentabilidade no mundo corporativo. Com mais de 15 anos de experiência na área, a empresa tem como diretor presidente, o executivo Ricardo Guggisberg, empresário que gerenciou grandes eventos como a Expo celular e que idealizou a ECO Business.

Sobre a GreenBusiness

Comandada por Guilherme Brammer, a GreenBusiness é uma holding focada em Negócios Sustentáveis, baseados nos conceitos de Economia Criativa e Negócios Sociais, e concentra quatro unidades de negócios: gestão de resíduos, consumo colaborativo, negócios sociais e inovação.

ECO Business 2012

Data: 14 a 16 de agosto de 2012

Horário: das 10 às 20 h

Centro de Convenções Imigrantes – Pavilhão Canelinha

Endereço: Rodovia dos Imigrantes km 1,5

Interessados em apresentar projetos ou obter informações sobre a feira devem entrar em contato com a Mastran Fairs no fone: 11.33710901 ou através da área de contato do site.

http://www.ecobusiness.net.br/




Responsabilidade empresarial com o futuro

Série de oficinas promovidas pelo Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial incentiva empresas a aderir ao Pacto Global da ONU

Responsabilidade social corporativa é a bandeira do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE) e tem como objetivo divulgar um jeito inovador e sustentável de pensar a indústria. Entre outras ações que vem realizando com este fim, o incentivo para que as empresas se tornem signatárias do Pacto Global é uma das campanhas de maior destaque do conselho.

O Pacto Global foi lançado pela Organização das Nações Unidas (ONU) há mais de 12 anos com o objetivo de fazer um chamado às empresas para que tenham responsabilidade com o futuro do planeta. Conforme dados registrados no site oficial do Pacto Global, mais de oito mil empresas são signatárias em todo o mundo. No Brasil são cerca de 400 e no Paraná cerca de 80, entre empresas, instituições de ensino, organizações não governamentais e municípios. Apesar da boa posição do Brasil no ranking de países que possuem mais signatários, a comunidade empresarial brasileira ainda não tem total conhecimento de como fazer parte da campanha.

Com o objetivo de incentivar e orientar as empresas a aderir ao pacto, o CPCE planejou uma série de palestras em algumas regiões do estado. As cidades de Cascavel, Londrina e Ponta Grossa foram as primeiras a receber o evento. Em junho é a vez da capital paranaense, Curitiba, mobilizar seus empresários. O intuito do Conselho ao promover as palestras é proporcionar aos participantes um entendimento claro sobre a iniciativa, condições para uma adesão responsável e como se dá o alinhamento das ações de responsabilidade social já promovidas nas empresas com os princípios do Pacto.

O responsável pela condução das oficinas é Vitor Seravalli, palestrante em temas relacionados a Desenvolvimento Sustentável, professor de pós-graduação da Fundação Instituto de Administração, da Fundação Dom Cabral, do Instituto Mauá de Tecnologia e ex-presidente do Comitê Brasileiro do Pacto Global (Global Compact - ONU). Segundo ele as empresas que assumem o Pacto Global, assumem também um compromisso social. “O Pacto não prevê regulamentações aos negócios e sim propõe que as empresas comuniquem seu progresso e tornem público o que têm feito na área de responsabilidade social”, explica.

A primeira oficina foi realizada em Ponta Grossa onde participaram 26 representantes de indústrias, instituições de ensino e organizações não governamentais. Segundo o participante Alessandro Figueira, da empresa Pincéis Tigre, após entender o significado do Pacto Global, a adesão é muito simples. “A barreira a ser vencida é a venda da ideia para os executivos e os conselheiros das organizações, pois todos os colaboradores, independente do nível hierárquico precisam estar cientes. É fundamental destacar que será uma ferramenta de fortalecimento nas relações da empresa com a sociedade”, ressalta.

Para o vice-presidente do CPCE Campos Gerais, Ney da Nóbrega Ribas, o evento realizado em Ponta Grossa foi muito positivo e didático. Ele ressalta que os empresários da região deveriam despertar para esse movimento que vai colocar as empresas que realmente tem consciência da responsabilidade social junto com tantas outras que são referências no assunto. “O mundo precisa de empresas que trabalhem de forma sustentável, ao passo que isso impacte positivamente na cadeia produtiva, na família de seus colaborares e na sociedade como um todo”, salienta.

A cidade de Cascavel também foi contemplada pelo evento que pretende mobilizar empresários para a necessidade de promover e divulgar suas ações de responsabilidade social. Cerca de 60 pessoas, entre elas empresários, presidentes de sindicatos da região Oeste do Estado e estudantes participaram da oficina e puderam compreender que assinar o Pacto não é algo complexo.

Para Edson José Vasconcelos, empresário, conselheiro do Sesi PR e integrante da diretoria da Fiep, toda empresa, seja ela pequena, média ou de grande porte percebe que há necessidade de relatar suas práticas de responsabilidade social. “No planejamento estratégico da minha empresa, por exemplo, existem objetivos voltados à sustentabilidade, o que facilita uma possível adesão. É importante destacar que independente do porte, toda empresa pode se tornar signatária. A oficina ajudou na organização de nossas ideias quanto ao tema”, disse.

Programas e ações com foco na responsabilidade social já praticados nas empresas podem estar alinhados com os princípios do Pacto Global, como comenta Tatiane Trespach, da área de responsabilidade social da Unimed Cascavel. “Hoje já trabalhamos em prol dos Objetivos do Milênio e pretendemos ainda este ano assinar o Pacto, para fortalecer e comunicar nossas ações. Acredito que é de fundamental importância a realização de oficinas como esta, pois ajuda no fortalecimento das atividades focadas na responsabilidade social corporativa”, salienta.

Como aderir ao Pacto Global

O Pacto Global é uma iniciativa desenvolvida pelo ex-secretário da ONU Kofi Annan, com o objetivo de mobilizar a comunidade empresarial internacional para a adoção, em suas práticas de negócios, dos valores fundamentais e internacionalmente aceitos nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção.

O processo de incorporação em grandes empresas implica o desenvolvimento dos seguintes aspectos:

• Uma declaração explícita de adesão da empresa ao Pacto Global, detalhando a política que seguirá para cada uma das quatro áreas: direitos humanos, direitos do trabalho, meio ambiente e anticorrupção.

• Incorporação de procedimentos formais de informação sobre a execução dessas políticas.

• Nomeação de um responsável por essas políticas.

• Estabelecimento de procedimentos de diálogo aberto com grupos de interesse em cada uma das políticas.

• Incorporação de um sistema de monitoramento para cada uma das políticas.

• Prática de uma política de transparência e respeito dessas políticas.

As pequenas e médias empresas também podem fazer a adesão, no entanto, devem se adaptar aos procedimentos de controle, políticas de report e transparência. O processo de incorporação implica o desenvolvimento de uma declaração explícita de adesão da empresa ao Pacto Global, detalhando a política que seguirá para cada uma das quatro áreas: direitos humanos, direitos do trabalho, meio ambiente e anticorrupção, a nomeação de um responsável, se possível transversalmente, pela implantação dessas políticas, o estabelecimento de um sistema de monitoramento dessa implantação, o estabelecimento de procedimentos próprios (ou compartilhados com outras empresas) de diálogo aberto com os grupos de interesse e a prática de uma política de transparência com suas informações, incluída no Relatório Anual de atividades da empresa.

Todas as informações a respeito da adesão ao Pacto podem ser encontradas através do link: http://www.pactoglobal.org.br/doc/Primeiros_Passos_do_Pacto_Global.pdf

Jornalista Bruna Robassa
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quarta-feira, 20 de junho de 2012

SUSTENTABILIDADE NA CONSTRUÇÃO CIVIL


Em uma pesquisa recente realizada pela empresa de consultoria McMillan Doolittle, foi revelado que a preferência dos consumidores por produtos sustentáveis vem aumentando nos últimos anos. Porém frente às tendências mundiais, a construção civil no Brasil ainda permanece em estágio embrionário, quando este setor deveria ser o principal articulador para alavancar mudanças sistêmicas na sociedade, que estejam em consonância com o Triple Botton Line.

Os imóveis sustentáveis já são uma realidade em países desenvolvidos. Tanto fábricas quanto residências captam a água da chuva e a energia solar, reduzindo assim não somente os impactos ambientais, mas também as tarifas mensais de consumo.

O Grupo Pão de Açúcar por exemplo, construiu em Indaiatuba - SP, uma loja alinhada ao conceito sustentável, onde a projeção de economia está em cerca de 30% para a energia elétrica e 50% para o consumo de água. Além disso, os processos e tecnologias contemplam uma redução de 35% nas emissões de carbono e cerca de 90% na geração de resíduos.

Necessidades de investimentos em novas tecnologias e materiais, gerenciamento de projetos, marketing voltado à comercialização de imóveis sustentáveis e políticas governamentais, são algumas das demandas emergentes relacionadas ao setor no Brasil.

Outro aspecto relacionado diretamente com a sustentabilidade na construção civil, é que nos últimos anos os desperdícios diminuíram no Brasil, porém não há muito que comemorar, pois ainda estão entre os mais altos do mundo. Além disso, segundo alguns especialistas como Dionyzio Klaydianos do Sinduscon DF, não existe sequer ideia das causas desta redução no nosso país.

Conforme dados encontrados em uma pesquisa de 2010 realizada em conjunto com 16 Universidades Brasileiras, o professor Antônio Neves de Carvalho, chefe do departamento de Engenharia de Materiais e Construção Civil da UFMG, defende que somente a argamassa gera cerca de 90% de perda.

Dentre as principais ações para diminuição dos desperdícios na construção civil podem ser citadas a correta gestão de pessoas, a correta aplicação das tecnologias e materiais, melhorias no layout dos canteiros de obras, melhorias na movimentação dos materiais nos canteiros de obras, correta estocagem e correta previsão de insumos, evitando sobras que inviabilizem a utilização destes materiais posteriormente.

Todo este cenário em ebulição, poderá favorecer o surgimento de novos entrantes, caracterizados pela necessidade tanto de atendimento do mercado relacionado aos clientes cada vez mais informados e sensíveis às questões de sustentabilidade, quanto pela visão de oportunidade onde alguns apenas visualizam restrições.

Certamente as construtoras que estiverem preparadas para adequações e implantação de ações sustentáveis na prática, poderão colher os frutos da fidelização dos clientes, aumento de efetividade nos processos, clientes mais satisfeitos, diminuição de desperdícios, maior valorização dos imóveis e conseqüentemente maior lucratividade.

E no futuro, a sustentabilidade poderá representar até mesmo a diferença entre a sobrevivência e a insolvência de algumas empresas, pois o que ainda hoje é considerado um diferencial competitivo, tornar-se-á apenas requisito essencial para a escolha dos consumidores e clientes.

Marcio Zarpelon

Professor Universitário e Diretor da Progem Consultoria.
Autor do livro Gestão e Responsabilidade Social.

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Muita história para contar


Crianças da Associação Beneficente dos Funcionários do Grupo Allianz (ABA), lançam o livro digital “Histórias de um Cotidiano Infantil”

Brincar de boneca, jogar bola, desenhar, dançar e ir à escola são cenas reproduzidas no My ebook “Histórias de um Cotidiano Infantil”, elaborado pelas crianças entre sete e nove anos da Associação Beneficente dos Funcionários do Grupo Allianz Seguros (ABA). O livro digital pode ser acessado pelo site www.myebook.com/ABA-cotidianoinfantil  . Ele será divulgado às escolas e aos amigos das crianças da ABA por e-mail e Facebook.

“Tal como o desenvolvimento infantil, este trabalho foi gradual. Além de perceber o envolvimento das crianças, constatamos através da leitura dos textos e imagens produzidas um novo significado a acontecimentos de suas vidas”, comenta Rose Oliveira, diretora dos projetos sociais da ABA.

Uma Vida Nova

A primeira edição do ebook foi lançada em 2009, em comemoração aos 10 anos da ABA. Nele, os adolescentes, principais personagens do projeto, contam sobre suas atividades e aprendizados. www.myebook.com/vidanova.

Um Futuro Melhor

Em 2010 foi a vez da sustentabilidade ganhar pauta. Essa edição, produzida por crianças e adolescentes de 7 a 15 anos, mostrou que o assunto não é uma preocupação da ABA apenas no discurso, mas é algo presente nas ações do dia a dia da Associação. O cultivo do pomar, a reciclagem e o plantio de mudas na comunidade protagonizaram a história sustentável da ABA. www.myebook.com/projetomeio-ambiente.

Sheraton Porto Alegre estreia programa Faça Uma Escolha Ecológica na América Latina


Em tempos de Rio +20, evento que mobiliza o Brasil inteiro em torno da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, o Sheraton Porto Alegre será um dos hotéis piloto na América Latina a pôr em prática o programa Faça Uma Escolha Ecológica. Criado pela rede Starwood de Hotéis e já implementado na Europa e nos Estados Unidos, a meta é reduzir 30% do consumo de energia e 20% do consumo de água por apartamento, em todas as mais de mil propriedades do grupo norte americano até 2020. A ação começa a funcionar na capital na próxima segunda-feira (18).

Os hóspedes do Sheraton gaúcho que permanecerem na cidade por mais de uma noite e aderirem à causa poderão escolher um ou mais dias de sua hospedagem para dispensar os usuais serviços de Governança, que incluem itens como trocas diárias de roupa de cama e de toalhas. Sua senha de ingresso ao Programa será pendurar na maçaneta da porta do apartamento a placa “Escolha Ecológica “.

Com esta atitude, em somente um dia o hóspede colabora para economizar 40 litros de água gastos em higienização dos apartamentos, 25 mil m3 de gás natural, eletricidade suficiente para manter um computador ligado por 10 horas e 500 ml de produtos de limpeza. Como recompensa, será premiado com um voucher de R$10,00 para consumo de alimentos e bebidas ou 500 starpoints em sua pontuação como membro preferencial da rede para cada dia que abrir mão do serviço.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Software de gestão corporativa promove autossustentabilidade para as empresas


Ferramenta otimiza tempo e recursos para desenvolvimento de atividades

A sustentabilidade pode estar presente tanto em nossa vida pessoal, em pequenos gestos que podemos adotar para preservar o meio ambiente, como em nossa atividade profissional. Quem ainda pensa que são apenas hábitos como economia de energia, água e papel que podem fazer com que uma empresa seja sustentável está enganado. A otimização do tempo na execução das tarefas e o desenvolvimento pessoal dos colaboradores, por exemplo, estão entre alguns dos objetivos da sustentabilidade corporativa.

É diante deste cenário que a empresa Interact Solutions, fundada há 13 anos em Lajeado, RS, e com franquia no Paraná há pouco mais de um ano, tem se preocupado cada vez mais com a questão da sustentabilidade empresarial. O principal produto da empresa é o strategic adviser, software de gestão corporativa que visa auxiliar a organização no seu planejamento e controle gerencial.

Além de fornecer o software, há pouco mais de um ano, com a consolidação das franquias nos estados de maior demanda, como o Paraná, a Interact também dispõe de uma consultoria especializada para acompanhar desde a implantação da ferramenta, treinamento dos funcionários até o acompanhamento e atualização do software nas empresas contratantes. “As franquias proporcionam maior aproximação com os clientes. Mais do que fornecer o nosso software para as empresas nós fornecemos serviços, ou seja, auxiliamos o cliente naquilo que ele precisa. Fazemos com que o cliente compreenda a melhor forma de usar a ferramenta para gerar resultados da melhor maneira possível e da maneira mais rápida”, diz João Carlos Villela, um dos proprietários da franquia Interact Solutions no Paraná.

A Unimed Paraná utiliza este software de gestão desde 2008. O gerente geral de serviços da Federação, Rodolfo Garcia Maritano, garante que a implantação do software mudou a gestão do planejamento estratégico da Unimed da “água para o vinho”. “Antigamente tudo era feito em planilhas Excel, o que era muito trabalhoso e pouco eficiente, além do que, não contávamos com o cruzamento de informações críticas. Foi como deixar de andar com uma bicicleta para dirigir um carro, analisa o gerente.

Para a responsável por gestão estratégica na federação, Débora Christina Barbosa Hara, antes da implantação do software o controle do planejamento estratégico, por exemplo, não era tão efetivo como é hoje. “Facilitou em todos os sentidos. A reuniões de análise crítica são feitas com base na ferramenta, o que otimizou tempo e recursos. Além disso o software nos avisa via email quais são as nossas pendências em relação ao planejamento estratégico, como também alerta por meio de indicadores o que merece maior atenção através do envio de relatório semanal”, conta a gestora.

Ferramenta sustentável

A Unimed possui uma política de sustentabilidade que não se dá somente em relação ao meio ambiente, ela também tem o pretexto de ser uma sustentabilidade econômica e social. “Nessa questão da sustentabilidade econômica nós temos ferramentas de gestão que dão suporte a essa sustentabilidade, como é o caso do software da Interact. Já no quesito gestão investimos nas pessoas que aqui trabalham, as quais são os alicerces fundamentais para construir essa sustentabilidade”, explica Maritano. A Federação conta inclusive com um núcleo de desenvolvimento humano que visa consolidar a sustentabilidade através do desenvolvimento das pessoas. E não são apenas os colaboradores, mas sim os dirigentes, os médicos cooperados, as secretárias, os beneficiários, os prestadores, ou seja, todas as pessoas que fazem parte do sistema.

Gestão por módulos

O software da Interact atua na montagem e gestão do planejamento. “Esse é o grande viés dele. Ele é feito de módulos e cada grupo de módulos é destinado a um segmento. Esse conjunto forma um grupo que promove em linhas gerais a autossustentabilidade”, explica Villela. Segundo ele, uma empresa que eventualmente quiser contar com todos os módulos pode se tornar completamente independente do seu processo de gestão.

Na Federação Unimed Paraná a ferramenta proporciona três processos fundamentais. O primeiro deles é o planejamento estratégico. “Pensar em sustentabilidade sem ter um planejamento é a mesma coisa que fazer uma viagem sem um roteiro”, compara Maritano. O segundo módulo utilizado pela Unimed é o de gestão da competência das pessoas, que monitora o desempenho e analisa a efetividade do trabalho desenvolvido. Há também o módulo de gestão da qualidade, que permite que as atividades desenvolvidas sejam realizadas de forma organizada e eficiente com o auxílio de indicadores que analisam se os processos estão ou não em conformidade. “É uma ferramenta útil, eficiente e efetiva utilizada como apoio a esta política de sustentabilidade”, descreve o gerente geral de serviços.

Além da Unimed Federação, podem ter acesso ao software da Interact todas as singulares federadas ao sistema. “A ferramenta fica armazenada no servidor e as nossas singulares podem usufruir com independência e sigilo. É uma forma de facilitar o trabalho e de fazer uma gestão sustentável”, explica.

Consultoria como diferencial

A consultoria disponibilizada para os clientes paranaenses desde 2010 é o grande diferencial da Interact desde então. “Através da consultoria nós enxergamos as necessidades do cliente e utilizamos o software como facilitador”, relata Villela. Antes da consultoria havia casos em que os funcionários das empresas contratantes eram treinados apenas no início do processo e depois não sabiam como aproveitar o potencial da ferramenta. “Então há casos em que o uso do software deu muito certo e outros em que foi mal aproveitado. Com a consultoria conseguimos implantar um processo de readaptação”.

Para a Unimed a disponibilização da consultoria foi realmente um grande diferencial. “Para todas as dificuldades relatadas no uso da ferramenta tivemos um retorno e o desempenho evoluiu muito. Hoje os consultores nos acompanham de perto com grande conhecimento de gestão”, conta Débora, responsável por gestão estratégica na federação.

Profissionalização

No Paraná, além da Unimed, a Interact possui clientes como Associação Paranaense de Cultura (APC), O Boticário, América Latina Logística (ALL), entre outros. De acordo com Villela as empresas que procuram o software estão normalmente em um processo de profissionalização interna e para isso precisam de uma ferramenta que permita esse processo. “O software torna esse processo mais suave”, diz.

Segundo Armando Romero, também consultor e proprietário da franquia Interact no Paraná, o software é flexível e permite usar a metodologia de trabalho de cada empresa. No entanto, existem princípios e procedimentos que são comuns a praticamente todas as organizações, como o planejamento, a execução, a análise e as ações corretivas.

A gestão de pessoas é uma das atividades mais importantes dentro de uma empresa, conforme explica Villela. “Não só as rotinas do RH, mas identificar um talento, tirar de uma área onde está atuando e colocá-lo em outra sem que esse processo seja desgastante e improdutivo”. O software da Interact tem a capacidade de criar um banco de talentos e estabelecer um processo de treinamento garantindo que o funcionário cresça com a empresa. Além do módulo de gestão de pessoas os módulos de gestão de estratégia e gestão de riscos são dos mais procurados. “Hoje em dia ninguém pode trabalhar sem pensar no futuro e nos riscos”, alerta o consultor.

Sustentabilidade corporativa

A aplicação do termo sustentabilidade no âmbito empresarial é um pouco diferente da utilizada habitualmente. “Há sustentabilidade em uma empresa quando consigo aperfeiçoar o tempo dos meus funcionários para que eles trabalhem e rendam mais. Além disso, há a questão de garantir clientes, diminuir desperdícios”, explica o administrador Armando Romero que também é conselheiro do Conselho Regional de Administração (CRA) e membro da comissão de sustentabilidade e responsabilidade social. De acordo com ele quanto menos tempo o gestor precisar para controlar a empresa e tomar decisões (visto que terá um software inteligente o ajudando a pensar), mais tempo terá para fazer analises do mercado e buscar o que os clientes precisam.

Para Villela, em termos de resultados quantitativos, o que se pode dizer é que a gestão através do softwarepermite que se comece a eliminar procedimentos, como, por exemplo, deixar de imprimir alguns materiais, já que tudo pode ser fornecido de forma eletrônica. “Quando eu não imprimo deixo de gastar com papel, com tinta de impressora, com manutenção, enfim, coisas simples de serem feitas, mas que podem fazer parte do planejamento de uma empresa que se preocupa com a sustentabilidade ambiental. Isso vai gerar retorno imediato”, explica.

Além da análise quantitativa o software pode auxiliar as empresas a avaliar o que realmente podem ganhar fornecendo um ambiente melhor de trabalho para os funcionários. No entanto, o consultor ressalta que a questão qualitativa é um pouco mais difícil de mensurar, já que exige um processo de aculturamento.

Sustentabilidade como foco

A aplicação dos conceitos de sustentabilidade é prioritária na franquia Paraná da Interact, mas a ideia já está começando a ser repassada para as outras franquias. Segundo Villela é na montagem do sistema que os princípios e conceitos de sustentabilidade são implantados. “É principalmente uma questão de filosofia. Um exemplo é quando a empresa já possui uma área que se preocupa com a sustentabilidade, como é o caso da Unimed, outro caso é quando essa preocupação nem existe para a empresa”, explica.

Ainda de acordo com Villela há também casos de empresas que tem a sustentabilidade como filosofia, mas ainda não alinharam com o planejamento estratégico. “Nesse caso o que falta é uma comunicação interna para que as coisas comecem a acontecer. Nós temos por objetivo fazer essa circulação acontecer. O que eu posso mostrar é que a empresa já tem o que é necessário, só basta saber usar. Nosso papel de consultoria mostra o que a empresa pode ganhar com isso”, expõe.

Como ser sustentável

Villela explica que é possível ser sustentável a partir da criação de formatos de evolução que não sejam dependentes de terceiros e de eventuais custos adicionais. “Nós trabalhamos para que a empresa não precise buscar ferramentas complementares no mercado”. Ele ressalta, no entanto, que sustentabilidade é questão cultural, o que não se constrói em 5 minutos. Para Romero um exemplo de criação de sustentabilidade corporativa é a diminuição do tempo dedicado ao controle gerencial, através de planilhas e apresentações no power point. “O funcionário fica muito tempo fazendo isso e o nosso software faz isso automaticamente. Esses mesmos dados podem servir para preparar uma reunião imediatamente”, conta.

Aliás, a não necessidade de realização de reuniões periódicas é outro beneficio sustentável possibilitado pelo software. “Usando nosso sistema as pessoas não tem mais que se deslocar porque não precisam apresentar seus resultados, já que eles estarão no sistema. Qualquer pessoa pode buscar informação a qualquer momento ali”, exemplifica Villela. As reuniões só se tornam necessárias a partir do momento que um problema é identificado. “Isso tudo traz benefícios que podem não ser palpáveis em um primeiro momento, mas o fato de deixar de usar estrada, carro ou avião para deslocamentos logo trará resultado”, conclui. “O que mais rouba tempo no dia a dia de uma empresa é telefone, email e reunião”, completa Romero.

Alimentação do software

Há varias maneiras de alimentar o software, manualmente, ou de forma automática. A partir dos dados ali disponibilizados a ferramenta gerará indicadores operacionais e estratégicos. “Os estratégicos são alinhados com a filosofia estratégica da empresa e são direcionados para diretores e gerência. Já os indicadores operacionais são direcionados para a análise gerencial com as informações do dia a dia da empresa e refletem o trabalho de cada unidade de negócio, área ou setor da empresa, chegando ao trabalho de cada um dos funcionários. Com esse resumo é possível ter uma visão rápida da gestão empresarial, o que poupa tempo para tomada de decisões. Ou seja, as decisões acabam sendo direcionadas pelo dia a dia da empresa”, conclui Villela.

Jornalista Bruna Robassa


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Veja outros conteúdos dessa edição:

Matérias:

Tecnologia e Sustentabilidade: Energia solar um sonho de consumo
Responsabilidade Social Corportativa: Responsabilidade empresarial com futuro

Desenvolvimento Local: A sustentabilidade como profissão



Artigos:

Marcio Zarpelon: Sustentabilidade na construção civil

Jeronimo Mendes: Aprendendo com a crise

Ivan de Melo Dutra: Subsídios do governo brasileiro

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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Energia solar: um sonho de consumo



Interesse de investidores para baratear custo aumenta chances de popularização desta fonte energética

Informações recentes divulgadas pela Secretaria Nacional de Planejamento e Desenvolvimento Energético (SPE) apontam que em quatro ou cinco anos, a energia solar deverá ter um custo competitivo e passará a integrar a matriz energética brasileira. O uso de energia solar é uma tendência mundial e o Brasil já é considerado referência no fornecimento das telhas fotovoltaicas que fazem a captação da luz do sol transformando-a em energia.

De acordo com Rômulo Viel, coordenador do Comitê de Sustentabilidade da Rede Paranaense de Metrologia e Ensaios — Paraná Metrologia, a energia solar apresenta vantagens quando comparada a energias elétrica ou a gás devido ao seu menor impacto ambiental, graças à ausência de emissões de gases de efeito estufa na geração de energia. “A sustentabilidade da energia solar se deve à sua forma de obtenção, que consiste em uma matriz de baixíssimo impacto ambiental quando comparada às demais. A energia solar permite ainda que pequenos módulos abasteçam localidades antes inacessíveis pelos métodos convencionais”, declara Viel.

O coordenador concorda que o mercado para utilização de energia solar está em expansão, porém, afirma que ainda ocupa parcela bastante pequena na composição total da matriz energética. “Os recentes avanços tecnológicos, que barateiam o acesso a essa fonte de energia, permitem assumir que a energia solar alcançará participação cada vez maior, em detrimento da energia com base em fontes fósseis”, analisa. Ainda segundo Viel, pode-se esperar um aumento significativo do uso desse tipo de energia devido, principalmente, ao avanço tecnológico ascendente, que permite baratear o acesso à energia solar.

Os diretores da Solbravo S/A, indústria de pesquisa, desenvolvimento e inovação em energia solar, Paulo Bastos e Rodrigo Silvestre, têm conhecimento teórico e prático para falar sobre esse crescente mercado. Desde 2010 eles estão à frente do empreendimento que tem chamado atenção de diversos públicos: alunos, professores, pesquisadores, consumidores, investidores, empreendedores e até mesmo inventores e artistas.

Segundo Bastos e Silvestre, as demandas dos públicos são diversas. “Temos recebido convite para participar de pesquisas, estudos de caso e palestras relacionados com temas de energia solar, energia renovável, inovação e empreendedorismo. Essa demanda sinaliza para a atualidade do tema e para a importância do mesmo no meio acadêmico”, conta o diretor administrativo Paulo Bastos.

O número de pessoas e entidades dispostas a investir em inovações na área de energias inteligentes, renováveis e sustentáveis é muito grande, conforme afirma o diretor de operações da Solbravo Rodrigo Silvestre. “Como a empresa foi planejada como sociedade anônima, tem sido possível atender a diversas oportunidades de investimento. Recebemos demandas desde pessoas físicas investindo pequenos montantes até negociações com multinacionais”, comemora.

O uso de energia solar já está sendo popularizado também entre empreendedores individuais, inventores e artistas. Esse público procura a Solbravo com o objetivo de desenvolver parte de seus projetos que envolvem energia solar em alguma dimensão. A empresa também teve grande manifestação de demanda por parte dos consumidores. De acordo com Bastos, o que chama a atenção é que a procura tem vindo inclusive de fora do país, como Uruguai e Haiti, mostrando que o Brasil está se tornando referência no uso dessa tecnologia.

Demanda de consumo

A demanda de consumo de energia solar atualmente é de 30% para obras residenciais, 30% em obras públicas, 30% obras industriais ou comerciais e 10% para outros tipos. “Os sócios e colaboradores da Solbravo compartilham uma visão sobre o futuro e para atingi-la acreditamos que é preciso tornar a tecnologia acessível a todos. É nosso papel pensar e materializar meios para que a energia solar seja a solução para os problemas cotidianos de nossa sociedade”, explica Bastos.

Ainda de acordo com os diretores da Solbravo, a grande maioria dos clientes tem procurado a empresa para tornar suas habitações sustentáveis. “Essas pessoas e empresas relatam que a possibilidade de integrar a energia solar na forma de telhas semelhantes às convencionais simplifica a decisão. A atual disponibilidade de inversores do tipo ‘grid-tie’, que tornam os sistemas livres do uso de baterias e reduzem significativamente o custo do sistema, também impulsiona a procura”, conta Silvestre.

Bastos e Silvestre defendem especialmente a popularização da tecnologia para programas governamentais como Minha Casa Minha Vida. “As habitações construídas dentro de programas públicos poderiam incluir também tecnologias sustentáveis. É importante destacar que já existem iniciativas belíssimas nessa direção feitas pelo Brasil, mas que ainda é preciso que isso se torne um dos pilares fundamentais do programa de acesso a habitações dignas a todos os brasileiros”, relata Bastos. Segundo ele, se forem incluídas soluções como energia solar para gerar eletricidade, seria possível ter os mesmos resultados com um custo inicial semelhante ao dos atuais programas, mas com custos de operação muito menores.

Custos como barreira

A utilização das telhas fotovoltaicas para produção de energia através da luz solar ainda é considerada uma opção cara. Isso ocorre porque, segundo Silvestre, a comparação é feita erroneamente. O diretor utiliza como exemplo uma casa de alto padrão, que consome cerca de 300 kWh por mês e que teria que desembolsar algo em torno de R$ 50 mil para ter sua casa 100% abastecida com energia solar pelos próximos 20 a 25 anos.

Para comparar, Silvestre supõe que essa mesma família tem geralmente um ou dois carros com motor 1.6 ou 2.0, tendo cada um o custo de R$50 mil e duração de no máximo 10 anos. Segundo ele, a principal diferença é que, nesse período, o carro irá consumir mensalmente combustível, manutenção, seguro, irá poluir o ambiente e irá gerar trânsito nas grandes cidades. O sistema solar, por sua vez, irá gerar uma economia mensal de cerca de R$ 150, irá reduzir a pegada de carbono daquela família e irá retornar 100% do dinheiro investido em sua aquisição. “É tudo uma questão de hábito de consumo. A Solbravo acredita que cada vez mais os consumidores preferirão a energia solar ao carro a gasolina nos próximos anos como seu sonho de consumo”, prevê.

Rômulo Viel, da Paraná Metrologia, concorda que é o custo inicial ainda é caro, o que constitui a grande barreira para a popularização do seu uso. “Hoje, ainda é alto, sobretudo em pequena escala a tendência é a de reversão desse cenário”, prevê o coordenador. Segundo ele o retorno do investimento depende de vários fatores, mas, sobretudo, depende da quantidade de módulos alocados para a captação da luz solar incidente”, pontua.

Simplicidade e sustentabilidade

A luz do sol é uma excelente opção para ser utilizada pelos seres humanos porque está disponível em praticamente todos os locais habitáveis do planeta. Ela é uma fonte abundante e o impacto sobre seu uso é mínimo. “Comparada com a principal fonte atual de energia, que é basicamente a queima de material para gerar energia, a energia solar é mais limpa, pois não emite carbono durante sua produção”, compara Silvestre.

Para os clientes, o uso da energia solar integrado às suas habitações gera benefícios como a redução do valor monetário das contas de luz, reduz a pressão sobre as companhias de geração e distribuição de energia elétrica (que se tornam parceiras do consumidor-gerador), além de valorizar o imóvel por sua dimensão sustentável.

Segundo Silvestre uma das grandes belezas da energia solar é sua simplicidade. “Não vejo uma família com quatro pessoas tendo uma pequena usina hidrelétrica ou uma termelétrica a carvão em suas casas na cidade. Ou ainda que tenham condições para tal, não é provável que possam elas mesmas instalar e operar tais soluções. Entretanto, a energia solar, especialmente a solução de telhas proposta pela Solbravo, permite que qualquer pessoa possa instalar e operar o sistema”, expõe o diretor. Os profissionais destacam, no entanto, que por se tratar de um sistema elétrico, é fortemente recomendada a supervisão de um profissional para a instalação.

Conforme explicam Silvestre e Bastos, o uso de inversores também tornou muito mais simples e barata a instalação dos sistemas para captação de energia solar. “Eles basicamente conectam as telhas ou painéis diretamente na rede elétrica, assim geram economia sem desligar a casa da rede elétrica convencional. A regulamentação deste tipo de ligação, que está tramitando atualmente no Brasil, é fundamental para que essa relação entre os consumidores-produtores e as companhias elétricas seja harmoniosa e benéfica para todos”, concluem.

Idealizadores do projeto de energia solar - Solbravo
Sobre a Solbravo SA

A Solbravo S/A é uma indústria de pesquisa, desenvolvimento e inovação em energia solar. Seu objetivo é fornecer a seus clientes conhecimento atualizado e de alto nível em engenharia simultânea e gestão da inovação. As soluções da empresa podem variar desde a instalação residencial de painéis fotovoltaicos até a criação de um modelo totalmente novo de negócio para o cliente.

O tripé da sustentabilidade é a base para os valores que norteiam a ação na da empresa. Cada ação, cada solução, só pode ser levada adiante se todos os aspectos estiverem sendo considerados. “A produção de energia solar de maneira eficiente ainda requer inúmeras inovações. A produção das células fotovoltaicas ainda não atingiu sua máxima eficácia, e seu custo de produção pode ser reduzido”, explica Silvestre. Outras formas de aproveitamento da energia solar, como para aquecimento, iluminação, catalização de biodigestores, entre outros, também estão sendo desenvolvidas pela empresa.

Sobre a Paraná Metrologia

A Rede Paranaense de Metrologia e Ensaios é uma Organização Não Governamental (ONG) que tem como principal objetivo a difusão da cultura metrológica no Estado do Paraná. A instituição atua como articuladora entre as empresas e seus associados, aproximando os ofertantes e demandantes de serviços tecnológicos nas áreas de metrologia e calibração.

A instituição contribui de maneira definitiva para a qualificação e agregação de valor ao autêntico produto paranaense a fim de permitir seu enquadramento nos padrões nacionais e internacionais, capacitando-o a enfrentar a competitividade nos mercados globais. A atuação da rede ainda é recente na área de sustentabilidade, característica que tem se tornado um diferencial na comprovação da qualidade de um produto. Um comitê foi criado em novembro de 2011 visando difundir ideias sustentáveis no Paraná.

Como gerar energia a partir do sol?

Não existe apenas uma forma de capturar a luz do sol e transformá-la em energia. Os métodos de captura da energia solar podem ser diretos (quando há apenas uma transformação para fazer da energia solar um tipo de energia utilizável pelo homem) ou indiretos (deve haver mais de uma transformação para que surja energia utilizável)

Captação direta

- Telhas fotovoltaicas (tecnologia utilizada pela Solbravo) - A energia solar atinge uma célula fotovoltaica criando eletricidade. (A conversão a partir de células fotovoltaicas é classificada como direta, apesar de que a energia elétrica gerada precisará de nova conversão - em energia luminosa ou mecânica, por exemplo - para se fazer útil.)

Captação indireta

- São sistemas que utilizam a energia solar para, por exemplo, transformar sal em estado sólido para o estado líquido. O Sal aquecido é utilizado para aquecer água e então mover uma turbina que gera eletricidade.

Jornalista Bruna Robassa

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O Futuro dos Relatórios Rio+20

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Sustentando

Luminária e estante ganham prêmios de design ecológico fora de série


Uma luminária e uma estante foram os destaques de um dos maiores prêmios de design ecológico do mundo, o Green Furniture Award (ou Prêmio Mobília Verde), que premia produtos de design sustentável fora de série. Este ano, o designer alemão Jan Lampei ganhou o primeiro lugar com a luminária Jar Lamp, feita com potes de vidro de geleia.

O outro produto ganhador, com o segundo lugar, é a estante A-Board, desenvolvida por Tomás Schön, designer que atualmente vive na Itália. Consiste simplesmente em uma tábua chata, de madeira reaproveitada, com uma fita unindo as prateleiras. Puxando a fita, graças ao corte a laser, a tábua se curva ligeiramente para fora e aparecem as prateleiras que tocam a parede, como degraus. Não é necessário o uso de parafusos ou cola, somente da fita que pode ser feita de tecido ou plástico reciclado.

O Green Furniture Award faz parte da premiação da Feira de Móveis de Estocolmo, na Suécia, cuja edição de 2012 aconteceu em fevereiro.

 
 
Arquiteto japonês constrói prédios com papel reciclado


Sabe aqueles tubos grossos de papelão usados por desenhistas para guardar os rolos de papel de seus trabalhos? Nas mãos do arquiteto japonês Shigeru Ban eles se transformaram em material de construção civil. Utilizando-os para exposições temporárias para substituir madeira, Ban, que estará na conferência Rio+20, em junho, descobriu que poderia deixá-los mais fortes, resistentes até à água e ao fogo, e utilizá-los para construir imóveis. É uma alternativa ao concreto (que pode ser destruído com facilidade por catástrofes ambientais e acidentes) e usa material reciclado, o que faz dele uma opção sustentável. O dono da ideia garante que seus prédios podem durar para sempre. Ban é também o inventor das casas provisórias para desabrigados, feitas com contêineres, que ajudaram milhares de vítimas do tsunami que arrasou parte do Japão, em março de 2011.

 
 
Sacolas de plástico se transformam em botas impermeáveis


As mal afamadas sacolas plásticas de supermercado, proibidas em alguns estados brasileiros, têm continuidade com estilo nas mãos da designer chilena Camila Labra (http://botasdacca.blogspot.com.br). E Camila não faz segredo do processo: fundindo as sacolas com calor, ela obtém um material mais espesso e resistente, que conserva as propriedades do plástico usado nas sacolas, o polipropileno: impermeabilidade, flexibilidade, leveza e atoxidade. Esse material pode ser decorado de várias formas, dando infinitas possibilidades de padronagens para as botas Dacca. Elas são forradas com tela de piquê acolchoado, o que as torna mais confortáveis porque suporta a transpiração. As peças são feitas por encomenda no blog de Camila e custam em média 45 dólares.

 
 
Bueiros peneiram o lixo jogado nas ruas de São Paulo


Algumas subprefeituras da cidade de São Paulo estão instalando os chamados bueiros inteligentes. Com um filtro - o Ecco Filtro -, eles seguram o lixo, impedindo que se misture à água. Além disso, através de um dispositivo controlado por um software, o filtro avisa quando a quantidade de lixo peneirada chega a 80% de sua capacidade, que é de 300 litros. Assim, uma equipe de limpeza é acionada, o que agiliza o trabalho, já que os locais em situação mais crítica podem ser desimpedidos prioritariamente. O objetivo é diminuir as enchentes que acontecem também por causa do lixo que se acumula em bueiros, bocas de lobo, córregos e riachos. O sistema, desenvolvido pela empresa Ecco Sustentável, a princípio, é mais caro que o usado atualmente, mas deve facilitar a vida dos paulistanos quando chove. Além disso, deve possibilitar o recolhimento do lixo de até 250 bueiros enquanto, no sistema vigente, são 40 bueiros por dia.

 
 
Embalagens menos poluentes


Neste ano, a Tetra Pak está substituindo as tampinhas de plástico de suas embalagens por tampinhas feitas de polietileno verde, o Pead: polietileno de alta densidade, produzido a partir do etanol da cana-de-açúcar. O material é mais caro, mas a empresa garante que isso não aumentará os preços finais dos produtos. O Pead é atóxico, impermeável e resiste a altas temperaturas, tensão, compressão e tração. O material pode também ser usado em outros tipos de embalagens, como frascos para xampu, caixotes para se carregar refrigerantes, caixinhas de sorvete, tubulação para gás e água e mesmo telefonia. Feito com etanol de cana, ele se torna produto de matéria-prima renovável.


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Tecnologia e Sustentabilidade: Energia solar: um sonho de consumo
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Desenvolvimento Local: A sustentabilidade como profissão




Artigos:
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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Evento do Pacto Global em Curitiba

ADESÃO AO PACTO GLOBAL AJUDA EMPRESA MOSTRAR AÇÕES PELA SUSTENTABILIDADE, AFIRMA ESPECIALISTA

Vitor Seravalli conduziu uma oficina realizada nesta quarta-feira, em Curitiba, pelo Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial


Aderir aos princípios do Pacto Global não é apenas mais um título para a empresa, mas uma oportunidade de mostrar o que ela tem feito em prol da sustentabilidade, disseminar suas iniciativas, trocar experiências e criar uma oportunidade de negócios. A opinião é do especialista Vitor Seravalli, que esteve em Curitiba nesta quarta-feira (13) para conduzir uma oficina sobre o Pacto Global. Seravalli já presidiu o Comitê Brasileiro do Pacto Global.

Realizado pelo Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE), do Sistema Fiep, o encontro reuniu mais de 70 pessoas, a maioria profissionais de empresas como a América Latina Logística, Arauco do Brasil, Copel, Ecovia, Electrolux, Gemalto, Spaipa, Bematech, Volvo, CNH, Furukawa, HT Technologies, Bosch, GVT, além de faculdades, prefeituras, sindicatos e associações.

O objetivo foi conscientizar e capacitar as empresas para a adesão ao Pacto Global - iniciativa proposta pela ONU que chama as empresas para a sua responsabilidade para com o futuro do planeta. Oficinas como essa, foram realizadas, também, em Maringá, Ponta Grossa, Cascavel e Londrina.

Ao abrir o encontro, o presidente executivo do CPCE, Victor Barbosa, destacou que as empresas mais eficientes possuem um compromisso social na gestão empresarial. “No mundo globalizado de hoje, não entender e não seguir as regras de responsabilidade social é um convite à mediocridade e lucratividade reduzida”, disse.

O Paraná possui 77 signatários - atrás apenas para São Paulo. “O Paraná tem a vantagem de ter a Fiep como signatária e membro do Comitê Brasileiro. O trabalho da Fiep e do CPCE na conscientização dos empresários tem ajudado muito a aumentar o número de empresas que seguem os princípios”, disse. Das três cidades brasileiras que já aderiram, duas são paranaenses: Maringá e Ortigueira. Em todo o mundo são 8.000 signatários. O Brasil aparece na quarta posição, com 456. “Nossa meta é chegar em 2020 com 20 mil signatários”, avaliou Seravalli.

Comunicação de Progresso – Após firmar compromisso com os princípios do Pacto Global, as empresas devem fazer, uma vez ao ano, o Comunicado de Progresso (COP). No site www.pactoglobal.org.br há uma série de informações sobre como montar este relatório.

O Crea-PR é signatário desde 2009. “Antes não tínhamos nada nessa área de responsabilidade social. Nosso primeiro passo foi realizar uma oficina com os funcionários e pontuar ações que eles estivessem dispostos a fazer”, disse a coordenadora do Comitê de Responsabilidade Socioambiental Corporativa do Crea-PR, Cacilda Ribeiro. Segundo ela, entre os resultados estão a unificação dos indicadores e a adesão ao selo pró-equidade de gênero na empresa.

A Arauco do Brasil já está se preparando para sua primeira Comunicação de Progresso. “A empresa tem dentro de seus compromissos ações relacionadas aos princípios globais. Isso facilitará na hora de evidenciar as ações”, afirmou a coordenadora de relações institucionais da Arauco, Maristela Aparecida dos Santos, destacando que a adesão da matriz da empresa, que fica no Chile, incentivou a fábrica do Brasil a também se tornar signatária.

Sustentabilidade Revisitada – Durante o encontro de Curitiba, o empresário e secretário executivo do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade, Rodrigo da Rocha Loures, lançou o livro “Sustentabilidade Revisitada: o que queremos sustentar?”. Segundo Loures, que presidiu o Sistema Fiep até 2011, a sustentabilidade parte da mudança de consciência dos empresários. “As iniciativas têm que acontecer por protagonismo da sociedade civil e dos empresários. Podemos ir além da mobilização e sermos agentes do desenvolvimento sustentável”.

Foto: Mauro Frasson
Fonte: FIEP

Curitibanos pedalam para gerar energia limpa

Quem passar pela farmácia Minerva do Bacacheri, nesta quinta-feira, 14, poderá participar de uma atividade diferente, produzindo energia elétrica a partir do próprio esforço. A ação, denominada Cine Bike, conta com 14 bicicletas, acopladas a geradores individuais que, quando pedaladas, geram energia elétrica que ativa um telão. Ação ecológica acontece nesta quinta-feira

O mecanismo é simples: os geradores transferem a corrente contínua do dínamo ativado pelos ciclistas a um transformador, que a converte em corrente alternada de 110 volts. De acordo com o professor de Física do curso pré-vestibular Acesso, José Motta Filho, os equipamentos usados no Cine Bike dão um belo exemplo de transformação de energia: a energia mecânica proveniente das pedaladas transforma-se em energia elétrica capaz de acionar os aparelhos geradores de imagem para o telão.

Catorze pessoas pedalando juntas geram cerca de dois quilowatts em uma hora (2kWh**) - energia suficiente para acender simultaneamente 33 lâmpadas de 60 watts, carregar 540 vezes um celular ou usar a bateria de um laptop por 40h. "É a atividade física de mãos dadas com a ciência, gerando energia limpa e bem-estar para as pessoas", afirma o professor.

A ação acontece das 14h às 20h e tem o objetivo de conscientizar a população em relação à prática de exercícios físicos e geração de energia limpa. Pessoas de todas as idades podem participar do evento, que é gratuito e aberto à comunidade. A Minerva fica na Av. Erasto Gaertner, 387.


Serviço:
O quê - Cine Bike
Quando - 14 de junho, das 14h às 20h
Onde - Estacionamento da Farmácia Minerva Bacacheri (Av. Erasto Gaertner, 387 - Curitiba - PR)
Quanto - Entrada gratuita
* Em caso de chuva, o evento será transferido.
** 1 kWh representa a energia consumida por uma potência de 1.000 watts ao longo de 1 hora.

Fonte: CentralPress

Soja tem gestão ambiental personalizada


A soja é a estrela da agricultura brasileira: segundo o Ministério da Agricultura, é a cultura que mais cresceu nas últimas três décadas e corresponde a 49% da área plantada em grãos do país. O Brasil é o segundo maior produtor e exportador de soja do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. A soja é produzida em todo o Brasil, mas o principal estado produtor é o Mato Grosso do Sul, seguido pelo Paraná e pelo Rio Grande do Sul. Os compradores da soja nacional são principalmente a China e a Holanda, seguidos de Japão e México. Curiosamente, China e Japão são os países de onde a soja é originária.

Tanto interesse pelo grão se explica pelas suas diversas aplicações, especialmente aquelas voltadas à alimentação humana e animal devido à sua rica composição proteica. É utilizada, ainda, como matéria-prima para cosméticos, biocombustíveis, tintas e outros produtos.

Uma commodity agrícola (mercadoria de baixo valor agregado e comercializada globalmente em estado bruto) tão importante para o Brasil precisa de uma gestão ambiental e de sustentabilidade voltada especialmente para ela. Para o Ministério da Agricultura, o cultivo da soja deve ser orientado por um padrão ambientalmente responsável e com o uso de práticas de agricultura sustentável, entre elas, o sistema integração-lavoura-pecuária e a utilização da técnica do plantio direto. São técnicas que permitem o uso intensivo da terra com menor impacto ambiental, otimizando sobremaneira o uso de seus recursos e reduzindo a pressão pela abertura de novas áreas.

A TNC Brasil (The Nature Conservancy, maior organização de conservação ambiental do mundo, presente em mais de 30 países, que adota diferentes estratégias para preservar a natureza e a vida) realizou um amplo levantamento sobre os mecanismos de produção sustentável do grão, em expansão no Brasil e no mundo. Este levantamento culminou na publicação intitulada “Boas Práticas Agrícolas e Certificação Socioambiental – A Caminho da Sustentabilidade” (disponível gratuitamente em...), com o objetivo de "ilustrar os movimentos do setor agrícola rumo ao equilíbrio entre o desenvolvimento produtivo e a preservação dos ativos sociais e ambientais". Desta maneira, a publicação vem "prover informações iniciais aos produtores, empresas e demais envolvidos nesta cadeia, sobre as particularidades da responsabilidade social e ambiental relacionada às commodities agrícolas, com destaque para a soja e seus subprodutos".






O resultado da pesquisa, feita em parceria com as empresas Cargill, Syngenta, Amaggi e Fiagril, foi lançado na oficina Boas Práticas e Certificação Socioambiental da Soja, organizada pela TNC e parceiros, no dia 29 de março deste ano, em Lucas do Rio Verde, Mato Grosso.

Entre os temas abordados pela publicação, os “Mecanismos Financeiros” merecem destaque, uma vez que descrevem alguns dos principais condicionantes de sustentabilidade exigidas por instituições bancárias para o financiamento da cadeia produtiva. São programas de boas práticas agrícolas adotados por produtores, empresas, órgãos públicos e outras entidades, além de compromissos, acordos e certificações socioambientais são também esclarecidos no documento.

Outro tema de destaque, o CAR, Cadastro Ambiental Rural, é um instrumento de gestão ambiental e territorial que visa à identificação georreferenciada das propriedades rurais, para uma precisa delimitação de suas APPs (Áreas de Preservação Permanente) e de suas RLs (Reservas Legais), além dos remanescentes de vegetação nativa localizadas no interior do imóvel. Esse cadastro, já exigido por alguns órgãos de controle e fiscalização ambiental, apresenta-se como uma ferramenta bastante importante de auxílio ao controle ambiental das propriedades, ao planejamento e à implementação de políticas públicas com base nos dados levantados, além de controlar a efetividade das operações de fiscalização, entre muitos outros benefícios socioambientais, tanto para proprietários de terras, como para trabalhadores e a sociedade em geral.

Na estrada da sustentabilidade

A coordenadora de conservação de terras privadas do Programa de Conservação da Mata Atlântica e Savanas Centrais da TNC, Giovana Baggio de Bruns, diz que todas as commodities agrícolas brasileiras estão trilhando a estrada da sustentabilidade: "Comprovar que produtos agrícolas são produzidos de maneira sustentável é uma ação que não pode mais ser ignorada pelos produtores, visto que os consumidores, os importadores e o mercado estão questionando isso cada vez mais".

Giovana afirma que, para o mercado, não basta ser sustentável, é preciso comprovar a sustentabilidade e esse é o papel das certificações socioambientais: maneiras de se ratificar, com esquemas auditáveis e isentos, que a empresa efetivamente faz aquilo que diz fazer. Ela conta que há países, como a Holanda, que se comprometeram, até 2015, a importar apenas soja certificada conforme rígidos critérios de sustentabilidade. "Se considerarmos que a Holanda é o segundo maior importador da soja brasileira, um mercado bastante interessante e sustentável está se abrindo e o Brasil pode se destacar como um exemplo positivo", afirma. A TNC já observa no país uma movimentação grande de empresas e produtores de soja e outras culturas, para se adequar à legislação ambiental e trabalhista como primeiro passo para futuras certificações. Até porque a tendência, diz a coordenadora, é que os demais mercados consumidores, como a China, que ainda estão muito focados em garantir uma escala de abastecimento - devido à crescente demanda por alimentos - e outros países como Japão e México comecem a seguir o caminho do mercado europeu.

Segundo o Ministério da Agricultura, o mercado brasileiro da soja tem a perspectiva de crescimento internacional de 35% até 2020. Giovana ressalta, entretanto, que isso não significa que outras culturas não irão crescer também. "O Brasil ainda tem muita área para isso. O problema é que precisamos investir na recuperação de quase 140 milhões de hectares de pastagens degradadas (dado do prof. Aníbal Moraes da Universidade Federal do Paraná), tanto para fins agrícolas quanto para fins de restauração da vegetação nativa", declara. A coordenadora afirma ainda que, ao contrário do que muitos querem dar a entender, diversas culturas agrícolas e vegetação nativa podem coexistir, e o Brasil pode ser um modelo mundial de agricultura sustentável, desde que os brasileiros se esqueçam dos modelos de desenvolvimento pautados na degradação: "Não é necessário desmatar. Novas técnicas existem, só precisamos usá-las".

Giovana lembra que, há alguns anos, o brasileiro nem imaginaria ver prateleiras de supermercados forradas de produtos orgânicos certificados. Hoje, até o papel para talões de cheque e contas de luz é feito a partir de florestas plantadas certificadas pelo FSC (Forest Stewardship Council), cujo braço no Brasil é Conselho Brasileiro de Manejo Florestal, ou pelo Cerflor (Certificação Florestal). "Isso demonstra que o mercado interno brasileiro está se preocupando cada vez mais com uma origem sustentável dos produtos e, a meu ver, é só uma questão de tempo para chegarmos a níveis de conscientização como os da Alemanha, Holanda e outros países europeus", diz.

Nessa evolução, os organismos financeiros têm papel importante e podem ser molas propulsoras da melhoria socioambiental no campo. Ao exigirem o cumprimento de critérios ambientais e sociais na propriedade rural para a liberação de crédito, exercem uma pressão positiva e fundamental que influencia na melhor gestão dos recursos naturais e dos trabalhadores em toda a cadeia produtiva. A adequação da propriedade rural tem um custo, e os subsídios para que o produtor rural faça a sua parte devem ser dados de maneira facilitada, afinal, uma propriedade que administra bem seus recursos naturais e humanos, produz mais, melhor e por um período maior. E os programas de Boas Práticas Agrícolas e Certificações vêm para corroborar esse processo.






Giovana afirma que é também muito importante que informações referentes à origem dos produtos agrícolas e à importância de se consumir com responsabilidade cheguem a todos, pois é o consumidor final que mais pode influenciar a melhoria socioambiental de toda a cadeia produtiva agrícola e industrial. Porém, até mesmo para produtores rurais, ainda falta conhecimento em questões ambientais, o que gera a maioria das controvérsias. "Por essa razão, a mídia de massa tem papel primordial. Entretanto, é essencial também que a informação chegue de uma maneira mais pessoal e direta ao campo e é por isso que priorizamos eventos e publicações para produtores rurais", diz.

Quanto ao Novo Código Florestal, ainda a ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff, a TNC espera que as propriedades rurais sejam totalmente adequadas à Legislação Ambiental, principalmente no que se refere à Reserva Legal. "Entretanto, ao dialogarmos com produtores de todo o Brasil, percebemos que a maioria está bastante consciente da importância das Áreas de Preservação Permanente (matas ciliares) e sabe as consequências para os rios e mananciais do mau uso dessas áreas de proteção", afirma Giovana.

No caminho das boas práticas

Luis Fernando Guedes Pinto, do corpo técnico do Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola), também vê a sustentabilidade agrícola como um processo lento que depende de vários passos e instrumentos que vão de crédito à forma de produzir e comercializar, e implica em mudanças em toda a cadeia produtiva. "A soja e outros setores da agropecuária nacional acordaram para a questão da sustentabilidade como algo importante para a sua competitividade e visão de longo prazo, mas ainda estão em começo da mudança. Assim, ainda não temos como avaliar com exatidão a escala da sustentabilidade do setor", diz.

Para ele, a certificação é um dos instrumentos que devem levar a soja e outros setores ao caminho das boas práticas e da gestão da produção com conservação dos recursos naturais, e garantia de direitos e condições de trabalho dignas no campo: "Temos evidências de que isso tem ocorrido em setores como café, cacau e manejo florestal, mas estamos no começo".

Guedes Pinto lembra a Moratória da Soja, um pacto ambiental entre entidades representativas de produtores de soja no Brasil, ONGs e o governo federal prevendo a adoção de medidas contra o desmatamento da Amazônia. Ele acredita que a Moratória tem contribuído para aumentar o conhecimento público da relação entre a expansão do setor e o desmatamento do bioma amazônico, e sido realmente efetiva para diminuir o desmatamento pela expansão da cultura da soja naquele bioma. Porém, adverte que a Moratória não é uma solução definitiva: "É uma transição para uma realidade em que outros instrumentos (lei, certificação, crédito, etc.) deem conta da meta de frear o desmatamento pela expansão da fronteira agrícola em qualquer bioma".

Como Giovana Baggio de Bruns, da TNC, Guedes Pinto também aposta na comunicação de massa para divulgar os diversos pontos de vista sobre o assunto. Entretanto, também como ela, vê as limitações desse processo em que os grandes meios de comunicação não dão conta de mostrar a pluralidade de opiniões e soluções. Portanto, são necessários novos meios de comunicação de massa especializados e com maior transparência na disseminação das informações.

Outro sistema de controle socioambiental importante é o rastreamento dos produtos gerados pelas culturas como a da soja. Para Guedes Pinto, não é por questões tecnológicas que os mecanismos de rastreamento ainda não foram implantados para a maioria dos produtos de origem agropecuária, pois há formas de rastrear matérias-primas em toda a cadeia produtiva. O problema seria o custo, que muitos setores não querem ou não podem absorver. "Além disso, essa transparência nem sempre é do interesse do vendedor varejista ou atacadista, que não consegue garantir a origem do que compra", declara. "Ainda consumimos muitos produtos de origem ilegal ou predatória".

Em relação à soja, Guedes Pinto diz que as traders que compram e vendem a maior parte do grão produzido no Brasil poderiam garantir essa origem, se quisessem: "Algumas delas até têm suas marcas de óleo, que encontramos nos supermercados, mas, além da tecnologia, elas teriam que mudar seu relacionamento com os produtores e adotar novas políticas de compra, numa perspectiva de longo prazo e com responsabilidade compartilhada com o produtor".

Assim, apesar de não substituir as políticas públicas e a aplicação da lei que devem ser feitas pelo Estado, uma das melhores formas de promover mudanças socioambientais em setores produtivos ainda é a certificação correta: "A condução de um processo de certificação e auditoria tem uma ética e uma dinâmica que faz diferença no resultado e é um instrumento de estímulo e de uma agenda positiva", afirma Guedes.






Mecanismos financeiros

A publicação da TNC cita alguns mecanismos financeiros de apoio ao cultivo da soja no Brasil: do Rabobank International Brasil, do Banco do Brasil e da Corporação Financeira Internacional (International Finance Corporate - IFC).

O Rabobank, fundado há mais de 110 anos por produtores rurais holandeses e presente em 45 países, "incentiva a adoção de boas práticas agrícolas e de gestão ambiental que incluam a conservação da biodiversidade, do solo, da qualidade da água e do ar; o desenvolvimento de políticas sociais e ambientais para fornecedores de matérias-primas; o uso de procedimentos que garantam o bem-estar animal; e a mitigação da emissão de gases de efeito estufa".

O Banco do Brasil, principal financiador do agronegócio no país, aderiu à Moratória da Soja proposta por ONGs ambientalistas em 2006, pactuada com o governo e o setor produtivo: "O banco estabeleceu critérios de regularização ambiental das propriedades para a concessão de financiamento, também abrindo linhas de crédito para a recuperação de Reservas Legais (RL) e Áreas de Preservação Permanente (APP), negando o financiamento para a produção de soja em áreas desmatadas. Neste cenário, a instituição passou a considerar quesitos exigidos na Moratória da Soja para a análise e concessão de crédito".

"A IFC, ligada ao Banco Mundial (World Bank), é uma instituição financeira que tem como missão a promoção do investimento sustentável do setor privado dos países em desenvolvimento, ajudando a reduzir a pobreza e a melhorar a vida das pessoas". Os projetos por ela financiados devem "ser implementados em um país em desenvolvimento membro da IFC; pertencer ao setor privado; ser tecnicamente seguros; apresentar boas perspectivas de lucratividade; beneficiar a economia local; e ser ambiental e socialmente saudáveis, atendendo aos padrões ambientais da IFC, bem como os padrões do país em que se inserem".

CAR - Cadastro Ambiental Rural, por Giovana Baggio de Bruns, coordenadora de conservação de terras privadas do Programa de Conservação da Mata Atlântica e Savanas Centrais da TNC

"O Cadastro Ambiental Rural é uma ferramenta que vem sendo implementada em vários estados e a TNC foi uma das líderes na sua implementação no Mato Grosso e no Pará. Na medida do sucesso que o cadastramento alcança, outros estados estão se interessando pela sua implementação. O CAR é discutido dentro do Novo Código Florestal e, se realmente for incluído como um instrumento essencial em Lei Federal, logo todos os estados brasileiros estarão implementando a ferramenta.

O CAR, primeiramente, auxilia na adequação da propriedade rural em relação à legislação ambiental, principalmente no que se refere à alocação de Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal.

Entretanto, a TNC estuda o desenvolvimento de outras ferramentas, não relacionadas ao CARGEO (que é o software que está por trás da ferramenta do CAR), para que o monitoramento da implantação de Boas Práticas Agrícolas seja possível.

A TNC lista em sua publicação os principais programas de Boas Práticas Agrícolas (ou BPAs), compromissos, acordos e esquemas de certificação socioambiental ligados à produção da soja:

Programas de Boas Práticas Agrícolas

Soja Plus – Programa de Gestão Econômica, Social e Ambiental da Soja Brasileira

Soja Mais Verde

Cargill 3S – Soluções para Suprimentos Sustentáveis

Código de Agricultura Sustentável Unilever (Sustainable Agriculture Code – SAC)

Programa Soja Livre – Embrapa

Agricultura Sustentável – Bunge

Iniciativa “Do Campo ao Mercado” - Instituto para o Agronegócio Sustentável (ARES) e Embrapa

Programa de Aplicação Responsável (PAR)

Programas de Boas Práticas Agrícolas Emater

Manual de Boas Práticas Agrícolas Socioambientais no Agronegócio – Rabobank

Syngenta – Projetos Socioambientais

Grupo André Maggi – Sustentabilidade

Fiagril – Projetos Socioambientais

Compromissos e Acordos

Critérios da Basiléia (Basel Criteria – BC)

Iniciativa Holandesa de Comércio Sustentável (Initiatief Duurzame Handel – IDH)

Moratória da Soja

Diretiva de Energia Renovável da União Europeia (EU–RED)

Esquemas de Certificação Socioambiental

Certificação RTRS – Associação Internacional de Soja Responsável / Mesa Redonda da Soja Responsável

Padrão ProTerra de Responsabilidade Social e Sustentabilidade Ambiental

Esquema de Certificação da Sustentabilidade da Câmara Argentina de Biocombustíveis para a União Europeia – (Carbio Sustainability Certification Scheme for EU – RED Compliance - CSCS)

Esquema Voluntário de Sustentabilidade de Biocombustíveis de Biomassa (Biomass Biofuels Sustainability Voluntary Scheme – 2BSvs)

Sistema de Segurança para Matérias-Primas para Alimentação Animal (Feed Materials Assurance Scheme - FEMAS)

Associação Argentina de Produtores de Plantio Direto – Aapresid / Agricultura Certificada (AC)

Federação Internacional de Movimentos da Agricultura Orgânica (International Federation of Organic Agriculture Movements – IFOAM)

Comércio Justo (Fairtrade)

IBD - Selo EcoSocial

Rede de Agricultura Sustentável Imaflora (RAS) / Sustainable Agriculture Network (SAN) – Selo Rainforest Alliance CertifiedTM

GlobalGAP - Global Good Agricultural Practices

Mesa Redonda dos Biocombustíveis Sustentáveis - Round Table on Sustainable Biofuels (RSB)

Sustentabilidade Internacional e Certificação do Carbono – International Sustainability and Carbon Certification (ISCC)

Acordo Técnico da Holanda – Netherlands Technical Agreement (NTA 8080)

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