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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Artigo Gestão Estratégica - Edição 32

RECICLAGEM DE VIDRO: UM MERCADO A DESCOBERTO


“Lixo é o único recurso em expansão no planeta”
Buckminster Fuller (1895- 1983)
Designer, arquiteto, visionário

Em recente visita a uma Feira industrial de vidros, tive a oportunidade de observar um mercado que desconhecia: O MERCADO BRASILEIRO DE VIDROS.

Esse setor experimenta um crescente desenvolvimento tecnológico e mercadológico, vivendo momento de considerável expansão, impulsionado pela economia do país e atualizado pelas necessidades sociais. A evolução desse comércio no Brasil é espantosa. Em pouco tempo, a indústria videira alcançou posição de destaque no mercado e no desenvolvimento industrial com a produção de 3.600 t/dia de vidros planos e mais a importação de 1.800 t/dia. O futuro do mercado de vidros no Brasil é promissor.

Em contraponto a esse crescente mercado está a sua reciclagem. Material que pode ser totalmente reciclado, indefinidas vezes, esse vidro, está sendo reaproveitado, com a reciclagem, em somente 30% de seu potencial. Esse vazio existe por falta de materiais que não chegam a ser capturados e enviados de volta para a indústria para serem reciclados, compondo novos produtos, a famosa Logística Reversa e sua reciclagem ativa. O que significa que a diferença está toda ficando no meio ambiente, para sempre, além, é claro, do contínuo aumento da extração de matéria-prima.

Com um kg de vidro se faz outro kg de vidro, com perda zero e sem poluição ao meio ambiente, consumindo menor quantidade de energia e emitindo menores quantidades de aerodispersóides e particulados com pouca emissão de CO2, contribuindo assim para a saúde ambiental.

O vidro por suas características é matéria-prima sem igual. Com vantagens de reaproveitamento em 100%, ainda permite economia de matérias primas naturais, como a areia, barrilha, calcário e outras tantas.

A reciclagem deverá ter grande destaque na indústria vidreira a partir da Lei nº 12305/10, instituída pelo Governo Federal e poderá ganhar mais força ainda com os grandes investimentos que serão feitos para promover e estimular o retorno do vidro descartado como matéria-prima. O fabricante e toda a sua cadeia de comercialização serão responsabilizados e terão que criar mecanismos e estímulos para a captura desse material que abundantemente degrada o meio ambiente ou serão punidos com os rigores da Lei. E bota rigor nisso. Multas altíssimas.

Então, aí está uma fatia de mercado em que os recicladores, em toda sua cadeia de valor, podem e devem aproveitar essa excelente oportunidade para um crescimento da indústria da reciclagem nesse mercado a descoberto.

A tonelada de vidros planos para reciclagem tem sido adquirida a US$ 100 e o vidro novo é vendido a US$ 850. Muito aquém dos valores ofertados à reciclagem de latas de alumínio e ao papel/papelão. Por aí pode ser observado o “gap” de valor existente e o porquê da pouca atividade nesse segmento de mercado.

A construção de parcerias com o setor público, empresas e organizações do terceiro setor para implantação da Logística Reversa e da reciclagem ativa com profundos programas de educação ambiental e cidadania resultará em ganhos para todos – sociedade, meio ambiente, indústria e também para o setor artístico que se utilizam desse material produzindo excelentes e criativos novos produtos.

Um mercado de reciclagem dinâmico e economicamente compensador, exclusivamente dedicado a esse nicho, sanearia esse grave o problema e tornar-se-ia uma ativa e rendosa atividade, contribuindo consideravelmente para mitigar esse grave problema ambiental.

Outro aspecto também importante será o seu menor descarte, reduzindo custos de coleta urbana, eliminando ou diminuindo a incidência desses produtos nos aterros sanitários, aumentando-lhes sua capacidade e sua vida útil.

Será preciso que toda a sociedade e todos os atores envolvidos se conscientizem dos benefícios da reciclagem do vidro, reaproveitando totalmente suas embalagens e os demais vidros, com os enormes benefícios ambientais, econômicos e sociais.

HUGO WEBER JR. – Consultor em Gestão Verde – Diretor da AGRESSOR ZERO – Sustentabilidade Corporativa.

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Veja outros conteúdos dessa edição:

Matérias:

- Capa: Veículos elétricos: locomoção do futuro?
- Entrevista: Osório Trentini
- Visão Sustentável: Cativa Natureza – Expansão Orgânica
- Tecnologia e Sustentabilidade: Na medida da sustentabilidade (Paraná Metrologia)
- Responsabilidade Social Corporativa: Lideranças Sustentáveis (Cpce Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial
- Desenvolvimento Local: Rede de crescimento (WTC)

Artigos:

- Artigo: Escassez ou abundânica? Eis a questão! (Jerônimo Mendes)
- Artigo: Voluntáriado: Desenvolvimento sustentável de pessoas e organizações (Rafael Giuliano)
- Artigo: Ultrapassando todos os limites. ( Clóvis Ricardo Borges)
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Artigo Gestão Ambiental - Edição 32

Ultrapassando todos os limites

Conservacionista ou não, para qualquer pessoa, mostra-se desafiador pensar em justificativas que fundamentem o novo ímpeto pela abertura de uma estrada com base em um significado prático mais relevante. Não existe razão para cortar ao meio o Parque Nacional do Iguaçu com base em argumentos sociais ou econômicos. Trata-se de uma situação pontual e inexpressiva, que constrange qualquer tentativa lúcida que tente explicar o movimento em curso.

No entanto, as sucessivas demonstrações de arrogância e falta de bom senso do legislativo – via de regra, com amplo amparo de governos e setores empresarias – desafiando praticamente qualquer impedimento no caminho do "desenvolvimento" podem ajudar a explicar esse perigoso fenômeno de porteira escancarada que estamos vivendo em nosso país. É evidente a sensação de poder absoluto que, em especial, o Congresso Nacional vem assumindo, sem, no entanto, garantir suficiente racionalidade nas discussões que são trazidas à luz de deputados e senadores.

Se por um lado a autonomia dos poderes é uma conquista de nossa sociedade e o respeito às decisões dos representantes do povo um sinal de que a democracia está plenamente efetivada, o escárnio explicitado por uma prática recorrente de troca de favores e acordos explícitos, sem qualquer consistência técnica ou moral, não podem ser admitidos por uma sociedade que tenha uma base de princípios minimamente coerente.

De governos que dividem cargos a esmo para poder dominar politicamente o legislativo, a deputados e senadores que assumem, sem qualquer constrangimento, cargos de representantes de interesses que não precisam ter apoio popular nenhum para ser validados, seguimos caminhando para uma situação que não pode resultar em boa coisa. Existe uma crise moral séria por trás de tudo isso, que se mantém velada possivelmente por conta da vacina de alienação que afeta a maioria de nós.

A volta da discussão sobre a medíocre questão da Estrada do Colono coloca em pauta muito mais uma demonstração de domínio efetivo e completo de um estado de imoralidade que não pretende abrir espaços para qualquer tipo de enfrentamento, do que, efetivamente, uma causa com algum valor social. As alegações demagógicas e recorrentes em pauta são um insulto à inteligência e uma pá de cal na luta pelo bem comum no campo da conservação.

Seremos capazes de manter nossa boa energia em prol do interesse público em nossas atividades diárias assimilando situações recorrentes dessa natureza? Ou estamos frente a uma questão inegociável?


Clóvis Ricardo Schrappe Borges
Médico Veterinário e Mestre em Zoologia, é diretor executivo da SPVS e fellow da Ashoka.



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Veja outros conteúdos dessa edição:


Matérias:

- Capa: Veículos elétricos: locomoção do futuro?
- Entrevista: Osório Trentini
- Visão Sustentável: Cativa Natureza – Expansão Orgânica
- Tecnologia e Sustentabilidade: Na medida da sustentabilidade (Paraná Metrologia)
- Responsabilidade Social Corporativa: Lideranças Sustentáveis (Cpce Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial
- Desenvolvimento Local: Rede de crescimento (WTC)

Artigos:

- Artigo: Escassez ou abundânica? Eis a questão! (Jerônimo Mendes)
- Artigo: Voluntáriado: Desenvolvimento sustentável de pessoas e organizações (Rafael Giuliano)
- Artigo: Reciclagem de vidro – Um mercado a descoberto (Hugo Weber Jr)

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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Cimentício sustentável

A qualidade e a sustentabilidade dos cimentícios produzidos pela Solarium Revestimentos já foram comprovadas por muitos arquitetos, decoradores, designers e paisagistas. Com a conquista do selo SustentaX para as linhas Classic e Basic, a empresa reafirma seu compromisso de oferecer produtos que não impactam o meio ambiente, sendo a única marca de revestimentos a ter essa certificação no País.

Produzidos com componentes reciclados, cimento branco e mármore moído, os revestimentos cimentícios para ambientes internos e externos da Solarium aproveitam o máximo de luz natural, energia solar, reutilização da água da chuva, reciclagem de sacaria de ráfia, papelão e ferro e total ausência da utilização de fornos, seja elétrico ou a gás. Além da gestão sustentável aliada à alta tecnologia, a empresa também valoriza o design na apresentação dos seus produtos assinados por profissionais como Renata Rubim, Ana Maldonado, Heloísa Crocco, Guto Índio da Costa e Roberto Riscala.

Com fábricas no Rio Grande do Sul, São Paulo, Distrito Federal e Recife, a Solarium tem ampliado o portfólio com a linha de complementos urbanos, que vão de bancos a abrigos de ônibus.

Sobre a Solarium Revestimentos

A Solarium Revestimentos, indústria com 16 anos de experiência no mercado de revestimentos de ambientes externos e internos, é pioneira e a maior fabricante de pisos cimentícios refratários ecologicamente corretos no Brasil. Com uma tecnologia revolucionária de revestimentos verdes, a marca já é referência no mercado de produtos sustentáveis. Além do respeito a meio ambiente em todas as etapas de sua produção, a Solarium Revestimentos investe no design brasileiro, tendo em seu portfólio peças assinadas pelos designers Renata Rubim, Heloísa Crocco Ana Maldonado, Guto Indio da Costa e o paisagista Roberto Riscala.

PISO ECOLÓGICO





UTILIZE PISO ECOLÓGICO

E preserve os recursos naturais para as gerações futuras.

EMPRESA

A empresa RRC (Reciclagem Rio Claro Ltda.) foi fundada em 22/05/2007 com o objetivo de ser uma reciclagem inteligente. A partir desse momento começamos a estudar os polímeros reciclados como PEAD, PEBD, PP entre outros e a melhor aplicabilidade para cada um, de acordo com a estrutura molecular. Começamos a fornecer polímeros reciclados para diferentes áreas bem como dormentes para ferrovias, cruzetas para rede elétrica, tubo de grande diâmetro para drenagens e saneamento básico. Nesse período pesquisamos várias formulações e conseguimos adaptar o polímero para alta resistência mecânica e ao intemperismo, além de também ser resistente a chama.

PROJETO

Quem pensou e elaborou o projeto foi o engenheiro sócio-Diretor da RRC Luis Augusto Scaglia, mediante a uma necessidade de construção de calçamento ecológico em Fernando de Noronha. Para atender as necessidades, o piso teria que ser leve para o transporte marítimo até a ilha, ter uma característica de sustentabilidade, ser permeável e resistente à intempérie devido ao alto índice de UV (ultravioleta do local). Foi feito um primeiro molde para realização dos ensaios e posteriormente modificado para atender a produção em escala industrial. Com o sucesso da instalação do piso na Ilha Fernando de Noronha, o sócio-Diretor responsável pelo departamento comercial da RRC Valdeci Antonio de Almeida deu prosseguimento à estruturação de mercado para atender todo o território nacional. O piso ecológico é uma novidade mundial, pois não temos conhecimento desse tipo de material em outros países e por isso depositamos o pedido de patente. O tempo entre a idéia inicial, projeto e amostras para ensaio foi aproximadamente de dois anos. Os ensaios executados foram de resistência mecânica, atrito, intemperismo artificial, entre outros oriundos de outros produtos com a mesma formulação.

FABRICAÇÃO

Recebemos o material plástico enfardado das Cooperativas e empresas de Reciclagem, fazemos uma triagem para verificar se o material está misturado com diversos tipos de polímeros. Executamos a separação, moagem, limpeza, secagem e embalagem dos flakes oriundos desse processo. Posteriormente, o material é colocado em um misturador para ser formulado de acordo com a composição do Piso. Após a mistura o material segue para injeção.

RESISTÊNCIA

O piso possui resistência de carga de ruptura de 392,3KN e suporta tranquilamente o tráfego de veículos e caminhões de médio porte.

DURABILIDADE

O que influi na durabilidade do piso ecológico é a mistura de 1% de ultravioleta para aumentar a vida útil do PEAD – Polietileno de Alta densidade misturado a outros segredos da fórmula.

MANUTENÇÃO

Além de ser ecologicamente correta, sua manutenção se torna mais fácil devido ao seu peso ser bem menor que o concreto e com uma probabilidade de maior vida útil.

Caso alguma peça apresente avaria devido ocorrência inesperada, pode-se retirar e repor a peça com facilidade.

RELAÇÃO CUSTO- BENEFÍCIO



O piso ecológico tem o preço competindo com o piso de concreto, porém possui suas vantagens, sendo:

- menor peso com referência ao mesmo piso de concreto;

- menor custo de transporte;

- permeabilidade – (furos na parte superior do piso, juntamente com a forma de assentamento sobre o pó de pedra, garante uma permeabilidade muito superior ao piso de concreto)

- aplicabilidade – (mais fácil para assentar devido ao peso)

- SUSTENTABILIDADE:

FABRICAÇÃO PISO DE CONCRETRO

Para cada 1m2 de piso de concreto, 120 kg de areia e cimento são extraídos das fontes de recursos naturais, além da energia para a sua transformação.

FABRICAÇÃO PISO ECOLÓGICO

Para cada 1m2 de piso da RRC de plástico reciclado, 6 kg de plástico reciclado é recolhido do meio ambiente, evitando contaminação de rios, entupimento de redes fluviais e contaminação do solo.

Linda Medeiros
Representante Piso Ecológico
lindatmedeiros@hotmail.com
(51) 9824-1774









terça-feira, 28 de maio de 2013

3º Fórum Mundial de Autoridades Locais de Periferia (FALP)


Encontro mundial de cidades periféricas reúne no RS representantes de 20 países e 200 cidades de diferentes continentes

Nos dias 11,12 e 13 de junho, o município de Canoas, no Rio Grande do Sul, vai receber prefeitos, gestores públicos, instituições, pesquisadores e lideranças de mais de 200 cidades das Américas, Europa, Ásia, Oriente Médio e Continente Africano para debater no

3º Fórum Mundial de Autoridades Locais de Periferia (FALP) o tema Direitos e Democracia para Metrópoles Solidárias e Sustentáveis.

A presidenta Dilma Roussef está convidada para fazer a abertura do evento (dia 11 de junho).

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já está confirmado para proferir a conferência final do encontro (dia 13 de junho, às 11h).

Canoas conquistou prêmios internacionais com a implantação de um sistema inédito na área da Segurança Pública e com o projeto Prefeito na Rua.

O Sistema de Teleagendamento e Call Back, implantado na área da Saúde, acabou com as filas nas madrugadas e agilizou o agendamento das consultas médicas.

Com o 25° maior PIB no Brasil e o 2° do Rio Grande do Sul e uma gestão ancorada na inovação, o que lhe rendeu prêmios mundiais na área da segurança e participação popular, Canoas vai se transformar em um polo de informação e troca de experiências internacionais. O município, um dos centros industriais mais importantes do Brasil, distante a nove quilômetros de Porto Alegre, recepcionará representantes de 20 países no 3º Fórum Mundial de Autoridades Locais de Periferia (FALP), para debater nos dias 11, 12 e 13 de junho, no Centro Universitário La Salle – Unilasalle, o tema Direitos e Democracia para Metrópoles Solidárias e Sustentáveis. A programação cultural do evento inclui apresentações de música, dança, teatro, literatura e fotografia. Entre as atrações estão Os Gaúchos (11 de junho, 9h30min), Zizi Possi (12 de junho, 20h), Circo Girassol (12 de junho, a partir das 12h).

Durante os três dias, prefeitos, gestores públicos, instituições, pesquisadores e lideranças de mais de 200 cidades das Américas, Europa, Ásia, Oriente Médio e continente africano vão discutir os problemas e as soluções para as regiões metropolitanas a partir de seis eixos de trabalho: Identidades e Multipolaridade, Governança e Participação, Globalização e Metropolização, Sustentabilidade e Água, Bem Comum e Bem Viver e Igualdade e Políticas de Gênero.

A presidenta Dilma Rousseff está sendo aguardada para a abertura do evento e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já está confirmado para proferir a conferência de encerramento, no dia 13, às 11h. O 3º FALP é organizado pela Prefeitura de Canoas em parceria com a Prefeitura de Nanterre/França e a Rede FALP.

“Vivemos em tempos de decepção e individualismo. Portanto, é necessário reconstruir pontes, criar um sistema que incentive as pessoas a participar da vida pública”, diz Jairo Jorge, prefeito anfitrião do encontro, já realizado em Nanterre (2006), na periferia de Paris, e na espanhola Getafe (2010), próxima a Madri. Ele acrescenta que, apesar da globalização, as periferias não são analisadas como parte integrante de um conjunto único: “Precisamos criar um novo paradigma de desenvolvimento urbano, com foco em inclusão social e sustentabilidade para as regiões metropolitanas”.

PARTICIPANTES

Além de cidades brasileiras, são aguardados participantes da França, Portugal, Itália, Inglaterra, Senegal, Mali, Palestina, Espanha, Chile, Peru, Argentina, Venezuela, Bolívia, México, Palestina, Haiti, Honduras, Senegal, Mali, Moçambique, Tunísia e Marrocos. Entre eles, já estão confirmadas as presenças de Ana Oliveira, professora de Literatura e a primeira mulher a ocupar a Prefeitura de Montevidéu (Uruguai); Gustavo Petro, economista, prefeito de Bogotá (Colômbia); Patrick Jarry, prefeito de Nanterre (França); Alfonso Martinez Cearra, diretor geral da Associação Bilbao Metropoli-30 (Espanha); Ramón Torra, diretor geral da AMB - Área Metropolitana de Barcelona (Espanha), entre muitos outros.

EIXOS DE TRABALHO

Globalização e Metropolização (Como construir regiões metropolitanas com territórios sem segregação? Com direito a moradia para todos? E mobilidade livre e justa?);

Sustentabilidade e Água (Como garantir acesso justo à água para todos? De que maneira a economia solidária pode colaborar com metrópoles mais sustentáveis?);

Bem comum e Bem Viver (Qual o caminho para metrópoles com direito à saúde para todos? Como as políticas de segurança cidadã podem contribuir para o bem viver?);

Identidade e Multipolaridade (Como construir metrópoles com direito à centralidade para todas as cidades? Qual o papel da arte e da cultura para a formação de metrópoles mais cidadãs?);

Governança e Participação (Quais mecanismos de participação podem construir metrópoles mais inclusivas? Como garantir uma governança solidária para as metrópoles?);

Igualdade e Políticas de Gênero (Como pensar as metrópoles para a igualdade de gênero? Qual o papel da juventude na busca do direito às metrópoles para todos e todas?).

LISTA DE CONFIRMADOS 3º FALP

Prefeitos e Representantes

ORIENTE MÉDIO

Sufian Bassah, Prefeito de Aizaria (Palestina)

Musa Hadid, Prefeito de Ramallah (Palestina)

Ramez Jarayseh, Prefeito de Nazareth (Palestina)

Iyad Jallad, Prefeito de Tulkaren (Palestina)

ÁFRICA

Papa Sagna Mbaye, Prefeito de Pikine (Senegal)

Mamadou Lamine Diédhiou, Prefeito de Yeumbeul Nord (Senegal)

Youssou Diop, Prefeito de Yeumbeul Sud (Senegal)

Abdoulaye Diop, Prefeito de Guinaw Nord (Senegal)

Abdoulaye Diop, Prefeito de Guinaw Sud (Senegal)

Mbacke Dio, Prefeito de Keur Massar (Senegal)

Konte Fatoumata Doumbia, Prefeita de Bamako 1 (Mali)

EUROPA

Maria da Luz Rosinha, Prefeita de Vila Franca de Xira (Portugal)

Patrick Jarry, Prefeito de Nanterre (França)

Patrick Braouezec, Presidente da Plaine Commune (França)

Catherine Peyge, Prefeita de Bobigny (França)

Sylvine Thomassin, Prefeita de Bondy (França)

Magali Giovannangeli, Vice Prefeita de Aubagne (França)

Jean-François Baillon, Vice Presidente de Seine Saint Dennis (França)

Derek Antrobus, Prefeitura de Salford (Inglaterra)

AMÉRICA DO NORTE

20. Ismael del Toro Castro, Prefeito de Tlajomulco (México)

21. Hazel McCallion, Prefeito de Missisauga (Canadá)

22. Cuauhtémoc Cárdenas, Prefeitura da Cidade do México (México)

AMÉRICA DO SUL

Francisco Gutiérrez, Prefeito de Quilmes (Argentina)

Lucas Ghi, Prefeito de Morón (Argentina)

Ana Oliveira, Prefeita de Montevidéu (Uruguai)

Luís Enrique Ocrospoma Pella, Prefeito de Jesús Maria (Peru)

Sadi Melo Moya, Prefeito de El Bosque (Chile)

Claudina Núñez Jiménez, Prefeita de Pedro Aguirre Cerda (Chile)

Carolina Leitao, Prefeita de Peñalolén (Chile)

Gustavo Petro, Prefeito de Bogotá (Colômbia)

BRASIL

Luiz Marinho, Prefeito de São Bernardo do Campo (SP)

Sebastião Alves de Almeida, Prefeito de Guarulhos (SP)

Ricardo Bocalon, Prefeito de Itupeva (SP)

Vicente Trevas, Prefeitura de São Paulo (SP)

Carlos Roberto Pupin, Prefeito de Maringá (PR)

José Alberto Réus Fortunati, Prefeito de Porto Alegre (RS)

Luis Eduardo Colombo dos Santos, Prefeito de Bagé (RS)

Sérgio Maciel Bertoldi , Prefeito de Alvorada (RS)

Gilmar Rinaldi, Prefeito de Esteio (RS)

Vilmar Ballin, Prefeito de Sapucaia do Sul (RS)

João de Souza Brandão, Prefeito de Tabaí (RS)

Gerson Cardoso Nunes, Prefeito de Canguçu (RS)

Emanuel Hassen de Jesus, Prefeito de Taquari (RS)

Glauber Gularte Lima, Prefeito de Santana do Livramento (RS)

José Claudio Ferreira Martins, Prefeito de Jaguarão (RS)

INSTITUIÇÕES/PESQUISADORES

Eduardo Tadeu Pereira, Presidente da Associação Brasileira de Municípios (Brasil)

José Alberto Réus Fortunati, Presidente da Frente Nacional de Prefeitos (Brasil)

Reynald Trillana, Philippine Center for Civic Education and Democracy (Filipinas)

Gustave Massiah, Movimento Altermundialista (França)

Inchirah Hababou, Arquiteta e Pesquisadora (Tunísia)

Dr. Luiz César de Queiroz Ribeiro, Coordenador do Observatório das Metrópoles(Brasil)

Maurício Broinizi Pereira, Programa Cidades Sustentáveis (Brasil)

Pedro Strozenberg, Secretário Executivo do ISER (Brasil)

Renaud Gauquelin, Presidente da Association des Maires Ville et Banlieue (França)

Claudio Sule, Diretor de Plano Estratégico da Asociación Ciudad Sur (Chile)

Silvio Caccia Bava, Coordenador Executivo do Instituto Pólis (Brasil)

Ruben Garcia, Diretor da Divisão de Relações Internacionais e Cooperação da Mercociudades (Uruguai)

Edgardo Bilsky, Representante CGLU (Espanha)

FESTIVAL CULTURAL REÚNE ARTISTAS NO 3º FALP

Paralelamente ao FALP, o encontro vai promover um grande festival cultural, que reunirá as diversas expressões artísticas que interpretam a realidade das periferias mundiais. Na programação será contemplado a dança, o teatro, a música, a fotografia e o cinema. Estarão se apresentando o grupo Os Gaúchos, principal grupo de dança folclórica do Rio Grande do Sul, e o Circo Girassol, que executa performances e intervenções artísticas.

O escritor Ariano Suassuna vai participar da Feira do Livro de Canoas e José Miguel Wisnik, dará uma aula-espetáculo sobre o poeta Paulo Leminski. A música estará presente com Arthur de Faria e seu Conjunto, com Zizi Possi e outras performances. Um dos maiores fotógrafos do país, Sebastião Salgado, terá recortes de seu acervo em exposição no evento, enquanto Julio Appel assinada a mostra Construção In loco: Construindo a Periferia.

HISTÓRIA DO FALP

Em sua terceira edição, pela primeira vez fora do continente Europeu, o Fórum de Autoridades Locais de Periferia (FALP) teve seu embrião durante o Fórum Social Mundial de Porto Alegre, em 2001. No evento aconteceu o Fórum de Autoridades Locais pela Inclusão Social e a Democracia Participativa (FAL), onde os participantes buscaram formas de impulsionar as gestões locais de forma inovadora, democráticas e inclusivas.

Em 2003, também durante o Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, a FAL foi realizada em Alvorada, na região metropolitana da capital gaúcha, e a partir deste encontro a FALP é criada oficialmente, com foco em soluções para cidades periféricas. Em sua primeira edição, em 2006, a FALP teve suas reuniões e debates na cidade de Nanterre (França) com o tema proposto “Um outro olhar sobre as metrópoles desde as periferias”. Em sua segunda edição, em Getafe (Espanha), em 2010, as discussões avançaram e foi criado um documento chamado de “Compromisso Político Comum” para metrópoles solidárias. A percepção dos participantes é que a partir dos dois primeiros encontros muitos avanços foram realizados em busca de uma rede internacional que deu voz às periferias populares. A meta desta terceira edição é consolidar e estruturar formalmente a rede FALP e assim acelerar o intercâmbio entre as cidades de periferia em nível mundial.

POR QUE CANOAS?

As relações internacionais, o protagonismo na governança da região metropolitana de Porto Alegre e a referência na utilização de ferramentas de participação popular oportunizaram a escolha de Canoas para sediar o terceiro Fórum Mundial de Autoridades Locais. Desde 2009 a cidade está inserida e participa ativamente das redes de cooperação internacional como o FAL( Fórum de Autoridades Locais pela Inclusão Social), FALP(Fórum Mundial de Autoridades Locais de Periferia e CGLU (Cidades e Governos Locais Unidos). Esta articulação propiciou que Canoas pautasse e debatesse nesses quatro anos, em encontros e eventos, temas como inclusão social, democracia participativa, metrópoles solidárias, defesa de promoção dos serviços públicos, o direito à cidade e ao meio ambiente sustentável e o respeito aos direitos fundamentais como educação, saúde, moradia e acesso à água.

Além disso, Canoas protagoniza a governança metropolitana. Há mais de um ano, depois de instalar, por meio de decreto do governo do estado, o Conselho Deliberativo Metropolitano (CDM), um novo arranjo institucional que articula estrategicamente a gestão dos 32 municípios que compõem a Região Metropolitana de Porto Alegre e define diretrizes e ações em áreas comuns a estes municípios, Canoas preside este conselho desde o início e neste período colaborou com o governo estadual em diversos temas importantes como, por exemplo, a ERS 010 (que pretende desafogar o trânsito na região metropolitana de Porto Alegre).

O município também é reconhecido por ser umas das cidades que efetivamente aplica a democracia participativa com ferramentas inovadoras como Prefeitura na Rua, Prefeito na Estação, Orçamento Participativo, Plenárias de Serviço, Audiências Públicas e escolha dos investimentos em cada região da cidade por meio de votação do PPA (Plano Plurianual), que é um instrumento de gestão que direciona os recursos públicos para os serviços e produtos que vão atender as demandas da sociedade.

CANOAS: EXEMPLO INTERNACIONAL

Sistema inédito de Segurança Pública recebe Prêmio de Boas Práticas em Prevenção ao Crime da América Latina e Caribe

O projeto Território de Paz, implantado em Guajuviras, um dos mais violentos de Canoas, reduziu pela metade (53,6%) os níveis de homicídio no bairro conhecido como “A Bagdá Brasileira”, com uma média de dois assassinatos de jovens por semana. No local, foram instaladas câmeras de vigilância e um inédito sistema de detecção sonora de disparos de armas de fogo, o ShotSpotter, que aponta com precisão onde eles estão acontecendo.

O som captado por sensores chega na Central de Monitoramento em menos de 20 segundos, permitindo uma ação rápida por parte de policiais e equipes de salvamento. O sistema é tão preciso que ele dá a diferença no máximo de um metro quadrado do local aonde foram efetuados os tiros.

Em novembro de 2011, o projeto foi apresentado em Genebra à convite do Programa das Nações para o Desenvolvimento (PNUD) e, em setembro de 2012, foi indicado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para receber, nos Estados Unidos, o primeiro lugar na categoria Qualidade da Gestão, no 2º Concurso de Boas Práticas em Prevenção ao Crime na América Latina e Caribe.

Canoas é a primeira cidade fora dos EUA a aplicar a tecnologia ShotSpotter e a sua aprovação pelas autoridades de segurança pública já determinou a instalação do sistema no bairro mais populoso da cidade, o Mathias Velho.

A pacificação de Guajuviras também é consequência de melhorias, como a recuperação de pontos de iluminação pública, pavimentação de ruas, revitalização de espaços públicos degradados, construção de escolas, reformas de postos de saúde, reforço do policiamento e ações em parceria com a Polícia Civil.

Foram distribuídas no município de Canoas 240 câmeras de videomonitoramento, em vias, parques, prédios públicos e estações do metrô. Há equipamentos de GPS instalados nas viaturas e os guardas municipais receberam tablets para agilizar o atendimento às chamadas. Além disso, foram criados núcleos de pacificação para a mediação de conflitos nos bairros, minimizando desavenças que podem terminar em crimes. Com o conjunto de iniciativas, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes caiu de 70,8%, em 2009, para 32,9%, em 2012, enquanto os assaltos reduziram de 3.524, em 2009, para 2.307, em 2012.

Projeto Prefeitura na Rua recebeu reconhecimento na Cidade do México

Com o projeto Prefeitura na Rua, a cidade ampliou a eficiência no atendimento à população e aproximou, de forma concreta, a administração municipal do cidadão canoense. Todos os sábados em um bairro da cidade, um espaço público recebe estrutura móvel onde o prefeito, a vice-prefeita e os secretários municipais ficam à disposição da comunidade para ouví-la e atender a sua demanda ali mesmo ou nos dias seguintes, de acordo com a complexidade dos problemas. A iniciativa chamou atenção pelo ineditismo e trouxe para o município, em 2011, o primeiro lugar no Concurso Cidades Ativas, Cidades Sustentáveis, realizado durante o Congresso de Transporte Sustentável e Mobilidade Urbana, na Cidade do México, um dos mais importantes do segmento. Desde o seu início, em 2009, já aconteceram 172 edições e mais de 18 mil atendimentos. A partir de abril deste ano, o atendimento foi informatizado, dando ainda mais agilidade ao atendimento das necessidades do cidadão canoense.

Na categoria Espaço Público, o projeto de Canoas foi o mais votado na eleição popular e unanimidade entre os jurados técnicos.

Teleagendamento e Call Back dão conforto e agilidade no agendamento de consultas médicas

Na área da Saúde, a Prefeitura de Canoas buscou solução para um problema histórico que tem afligido a população de baixa renda do país. As longas filas, que invadiam a madrugada para buscar senhas e um lugar no atendimento do Sistema Único de Saúde, foram substituídas por um Sistema de Teleagendamento, que deu agilidade aos agendamentos de consulta nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). A partir do cadastramento com a identificação biométrica dos usuários, realizado na rede de farmácias básicas da cidade, foram emitidos os cartões que permitem o acesso ao Sistema e também auxiliam a prevenir fraudes. Quando as posições de atendimento estão sobrecarregadas, é acionado o sistema de Call Back, garantindo ao usuário o retorno dó atendimento no prazo máximo de 10 minutos.

O sistema traz mais benefícios. Na Sala de Gestão, as informações geradas pelo Teleagendamento são detalhadas com o uso da tecnologia Business Inteligence (B.I), permitindo a geração de relatórios customizados, do histórico de consultas dos usuários, volume de demanda, especialidades, exames, entre outras especificidades.

Um ano após a implantação do cartão Canoas Saúde, mais de 176 mil pessoas foram cadastradas e 400 mil atendimentos realizados. Nas cinco Unidades de Pronto Atendimento são cerca de 1,2 mil atendimentos realizados por dia em casos de emergência.

Capital da Participação Popular

Além do Prefeitura na Rua, Canoas tem um sistema interligado de participação cidadã, com a audiências públicas concedidas pelo prefeito semanalmente, Plenárias de Serviços Públicos semestrais, em todos os quadrantes, Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico e Social, Ágora Virtual e Orçamento Participativo e as Redes Sociais.

SERVIÇO

III Fórum Mundial de Autoridades Locais de Periferia (FALP)
Quando: 11, 12 e 13 de junho (terça-feira, quarta-feira e quinta-feira)
Local: Centro Universitário La Salle – Unilasalle- Avenida Victor Barreto, 2288, Centro (Estação Canoas/LaSalle do sistema ferroviário (Trensurb).

Informações e Inscrição: Gratuitas pelo site oficial www.falp2013.com.br


PROGRAMAÇÃO
Dia 11.06 (Terça-Feira)
Manhã: Credenciamento
Tarde: Abertura do Festival Cultural A Periferia é o Centro
18h30 Abertura Oficial do III FALP
19h30 Conferência Inaugural: “Os desafios das periferias metropolitanas do mundo atual”
21h Coquetel de boas vindas

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Dia 12.06 (Quarta-Feira)
8h30 Voz das periferias pelo direito as metrópoles para todos e todas. Os desafios metropolitanos:
segregação espacial, exclusão social, diversidade cultural e as experiências de periferias por áreas metropolitanas inclusivas.
10h30 Diálogo entre autoridades locais de periferias e capitais por metrópoles solidárias, sustentáveis e democráticas
12h30 Lançamento do Informe Mundial das Periferias

14h Primeira Sessão de Mesas Temáticas
Mesa 1: Globalização e Metropolização
Mesa 2: Sustentabilidade e Água
Mesa 3: Bem comum e Bem viver

16h30 Segunda Sessão de Mesas Temáticas
Mesa 4: Identidades e Multipolaridade
Mesa 5: Governança e Participação
Mesa 6: Igualdade e Políticas de Gênero

18h30 Reuniões paralelas
21h Jantar de confraternização

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Dia 13 de junho (Quinta-Feira)
8h30 Plenária Final “Direito a metrópoles mais humanas para todos e todas”
10h Apresentação da Agenda Colaborativa para Metrópoles Solidárias, Sustentáveis e Democráticas e Leitura da Carta de Canoas
11h Conferência Final - Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente do Brasil
13h Almoço de Encerramento
FESTIVAL CULTURAL (A maior parte dos eventos acontecem no Centro Universitário La Salle – Unilasalle)
11 de junho, 9h30min - OS GAÚCHOS - Principal grupo de dança folclórica do Rio Grande do Sul
12 de junho, a partir das 12h - CIRCO GIRASSOL - Performances e intervenções artísticas
12 de junho, 20h – Show de Zizi Possi
13 de junho, 12h - Show instrumental de ARTHUR DE FARIA E SEU CONJUNTO
13 de junho,19h30 - JOSÉ MIGUEL WISNIK - Aula-espetáculo sobre Paulo Leminski
CANTA BRASIL - Performances e intervenções musicais
Exposição fotográfica de parte do acervo de SEBASTIÃO SALGADO
Exposição Construção In Loco: Construindo a Periferia – JÚLIO APPEL





GREENBUILDING BRASIL TRAZ CASES EXCLUSIVOS DE RESIDÊNCIAS SUSTENTÁVEIS



Projetos estão espalhados por todo o Brasil, desde casa na Chapada dos Guimarães (MT) até apartamento em São Paulo, passando por Rio Grande do Sul, interior paulista e pela capital federal

São Paulo, maio de 2013 – No final de 2012 o Green Building Council Brasil, organização responsável por fomentar a indústria de construções sustentáveis, selecionou projetos pilotos para o Referencial GBC Brasil Casa. O objetivo é, a partir destes cases, criar um padrão viável economicamente para a construção de residências sustentáveis no Brasil. Os projetos estão sendo realizados em São Paulo (capital, litoral e interior), Brasília, Rio Grande do Sul e Mato Grosso e seus idealizadores irão apresentar em primeira mão durante a 4ª Greenbuilding Brasil - Conferência Internacional & Expo, que acontece de 27 a 29 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo, os avanços conquistados até o momento com esta iniciativa.

Uma manhã inteira será dedicada à apresentação de cases sobre casas sustentáveis na Conferência Internacional do evento. Os projetos são os mais variados possíveis: vão de trabalhos em cidades do interior e com uma natureza selvagem em volta, como na Chapada dos Guimarães, até projetos voltados para apartamentos em grandes metrópoles como São Paulo. Para uma construção obter o referencial, é necessário ser feita sob vários aspectos, como: uso racional da água, controle de erosão, redução da ilha de calor, energia renovável, controle de emissão de gases e diversos outros parâmetros.

Além das apresentações, quem se interessar pelo tema poderá se aprofundar: durante a Greenbuilding Brasil será lançado o livro “Residência Sustentável: os desafios da reforma”, uma iniciativa da Sustentax e J. J. Carol Editora. A obra irá mostrar passo a passo os processos de fazer uma reforma que respeite padrões internacionais de sustentabilidade utilizando produtos dos maiores fornecedores do Brasil. E tudo será baseado em um caso real, de uma reforma que vem sendo feita em um apartamento de São Paulo com o Referencial GBC Brasil Casa.

Confira a agenda completa em: www.expogbcbrasil.org.br/Conferencia/A-Conferencia/Agenda/

Serviço
Greenbuilding Brasil - Conferência Internacional & Expo
Data: De 27 a 29 de agosto de 2013
30 de Agosto – Visitas Técnicas
Local: Expo Center Norte, São Paulo
Horário: Exposição: das 10 às 19 h
Conferência: das 9 às 18 h
Visitas: das 8 às 13 h

Últimos dias para inscrições no Prêmio IBEF de Sustentabilidade

Até o dia 31 de maio estão abertas as inscrições para o Prêmio IBEF de Sustentabilidade. Para as empresas interessadas em certificar seus projetos na área de sustentabilidade ou tê-los premiados, basta inscrever seus cases pelo e-mail sustentabilidade@ibefrio.org.br. Em seu terceiro ano consecutivo, o projeto, que conta com o patrocínio da Deloitte, SEBRAE, Petrobras e Oi, visa reconhecer e disseminar tais práticas de desenvolvimento nas organizações e estimular a adoção de ações sustentáveis pelas empresas brasileiras.

Um grupo de altos executivos irá analisar e identificar as empresas que serão certificadas, levando em consideração os requisitos da Metodologia do Pentágono em Sustentabilidade, com base no livro “Avaliação de Investimentos Sustentáveis”, de autoria de Marcos Rechtman e Carlos Eduardo Frickmann, Professor da UFRJ. Várias empresas são certificadas, porém apenas uma em cada categoria será a vencedora. O evento de premiação acontecerá dia 30/07 no Jockey Club Brasileiro.

Mais informações acesse: www.ibefrio.org.br.

Sobre o Prêmio IBEF de Sustentabilidade

Criado em 2010, o “Prêmio IBEF de Sustentabilidade” foi desenvolvido para orientar a atuação das empresas nos diversos aspectos que envolvem o tema, tais como: a responsabilidade ambiental, justiça social, viabilidade econômica, gestão, conflitos, governança e estrutura da operação. O direcionamento estratégico foi baseado no livro “Avaliação de Investimentos Sustentáveis”, de autoria de Marcos Rechtman (Diretor do IBEF) e Carlos Eduardo Frickmann. Os autores, por meio de pesquisas, estudos e orientações de profissionais da área, estabeleceram conceitos de direção e gestão empresarial, - a Metodologia do Pentágono em Sustentabilidade - caracterizando e disseminando a responsabilidade sócio-ambiental como paradigma complementar a performance econômico-financeira.

Sobre o IBEF

Criado em 1971, o IBEF – Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças é uma entidade de utilidade pública federal, estadual e municipal, sem fins lucrativos, apartidária e que reúne os principais executivos e empresários do país.

No início de sua criação o IBEF era formado por executivos financeiros, mas abriu as portas para profissionais de diversos setores em função da abrangência dos assuntos em que se envolveu ao longo desses anos. Hoje, além de executivos de diversos setores e empresários, fazem parte do quadro social diversos políticos, homens públicos, acadêmicos e profissionais liberais. O IBEF-Rio realiza atividades nas áreas de treinamento, pesquisa, estudos e projetos em diversos segmentos de nossa economia, com discussão dos importantes temas nacionais e regionais, além de promover inúmeros congressos e seminários organizados com a participação de autoridades e personalidades da iniciativa privada.

Desenvolvimento Local - Edição 32

Rede de crescimento

Empresas do setor de energia associadas ao clube de negócios WTC compartilham ações focadas no desenvolvimento da empresa, dos clientes e da sociedade

Desde 2010, CEOs, presidentes e diretores de empresas paranaenses podem se beneficiar de uma grande rede de contatos, informações e, principalmente, de crescimento proporcionada pelo clube de negócios World Trade Center (WTC). Fundado na década de 1960, pela família Rockefeller, em Nova York, o WTC está presente em mais de 100 países e conta com mais de 2.000 empresas associadas apenas no Brasil.

Segundo Luiz Alberto de Paula Lenz Cesar, diretor regional do WTC Curitiba, a integração e a troca de ideias entre os executivos proporcionada pelo clube têm resultado na expansão dos negócios das empresas associadas para outros estados e países. “Proporcionamos periodicamente encontros, fóruns e debates entre esses empresários sobre as mais diversas temáticas, visando o enriquecimento intelectual e a geração de parcerias e novos negócios”, conta. Segundo Cesar, há casos concretos em que são fechadas novas parcerias durante os eventos de apresentação do trabalho executado por um associado.

Outra vantagem de fazer parte do clube é a possibilidade de abertura de novos mercados em outras cidades ou países, visto que, a cada viagem realizada por executivos, o WTC da cidade destino proporciona o contato com clientes e fornecedores em potencial, “tornando a rede de contatos cada vez mais fortalecida e essencial para os associados”, analisa o diretor do clube.

Também é um diferencial do WTC a atuação tanto com a iniciativa privada quanto com o poder público. “São empresas dos mais diversos setores que têm muito a contribuir com as outras nas suas diversas vertentes, seja no quesito administração, recursos humanos, gestão de negócios, finanças, entre outras", relata Cesar. Segundo ele, nas grandes empresas, sejam públicas ou privadas, ações alinhadas com a sustentabilidade corporativa e com a responsabilidade socioambiental são mais constantes.

Como exemplo, o diretor do WTC cita duas empresas associadas do setor de energia, uma pública, a Compagas, e outra privada, a Trade Energy. O diretor da Trade Energy, Luis Gameiro, é associado ao WTC desde o ano passado. Para ele, o network com importantes empresas é o principal benefício em fazer parte do clube. Assim como ele, o presidente da Compagas, Luciano Pizzato, acha importante a interação nos eventos organizados pelo clube.

Energia livre

Fundada em 1998, a Trade Energy foi uma das primeiras comercializadoras autorizadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para atuar no mercado livre de energia e ingressar na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

O foco da empresa sempre foi a comercialização de fontes alternativas de energia, predominantemente Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). Esse tipo de alternativa é destinada ao consumidor livre e ao consumidor especial. Segundo a ANEEL, fábricas, shoppings e indústrias que estão enquadrados nessa categoria com contas mensais de energia acima de R$ 80 mil, podem, hoje, escolher de quem comprar energia.

“Temos grande experiência no setor, o que nos capacita para gerir eficientemente o insumo, a partir da previsibilidade dos preços futuros. Isso resulta em custos menores, garantindo economia e segurança com a contratação de energia elétrica”, diz Gameiro. Além de ser provedora de um insumo essencial para que qualquer empresa exista, a Trade Energy auxilia na gerência inteligente desse recurso, de acordo com a necessidade de cada organização. “Somos duas empresas, uma comercializadora de energia e uma gestora de energia”, explica ele.

Não apenas os clientes da Trade Energy contam com a ajuda da empresa para crescer com economia de até 25% em energia, como também seus colaboradores e a própria comunidade. “Nossos equipamentos de TI estão em constante evolução, o que permite a doação dos equipamentos substituídos a entidades assistenciais. Também custeamos 50% das despesas com educação dos nossos colaboradores, desde a universidade até a pós-graduação, além disso, a participação dos colaboradores nos resultados impactou em dez salários adicionais para cada um deles em 2012”, relata o diretor.

Para a Trade Energy, sustentabilidade corporativa e responsabilidade socioambiental são conceitos interdependentes. “Entendemos que o sucesso empresarial está em agregar benefício econômico para todos os envolvidos e para a comunidade, provendo, para os acionistas, lucratividade, ao mesmo tempo em que preenche uma necessidade do mercado, respeitando sempre o meio ambiente e as pessoas envolvidas no processo.

A percepção do empresário é de que, nos mais de 15 anos de atuação da Trade Energy, o objetivo foi atingido. “Do ponto de vista ambiental, por trabalharmos com energia proveniente de fontes renováveis, acreditamos estar contribuindo para a solução dos problemas ecológicos. Para os clientes, nosso sucesso atesta nossa atuação comercial sustentável: o benefício e a confiança são patentes. Internamente à corporação, temos visto que a formação de uma equipe eficiente depende fortemente do envolvimento e da valorização profissional das pessoas: quando todos ganham, o comprometimento é maior”, conta.

Para Gameiro, a sustentabilidade transformou-se em um requisito de competitividade, conforme a sociedade cobra essa postura das empresas. “Os incentivos regulatórios às fontes renováveis e alternativas têm sido um importante alavancador para o desenvolvimento do mercado para esse tipo de energia. O que consideramos fator negativo é a postura antagônica que o governo tem mostrado com relação ao mercado livre (quase 30% do total), que acaba reduzindo seu potencial de competição, permeabilidade e capilaridade, fatores que são a própria justificativa de sua existência”.

Energia natural

A Compagas, concessionária responsável pela distribuição de gás natural canalizado no estado do Paraná, também tem participação ativa no WTC por meio de seu diretor-presidente Luciano Pizzatto e o gerente de assessoria de governança corporativa e gestão de risco, José Bernardoni Filho, assim como atua alinhada com o desenvolvimento sustentável, tanto para seu público interno quanto externo. "Para a Compagas, é importante a participação no WTC, pois permite a ampliação da rede de contatos, auxilia na divulgação da companhia e, principalmente, possibilita novas alianças e parcerias, o que gera oportunidades de novos e bons negócios", relata Pizzatto.

Entre os valores da entidade, há a preservação do meio ambiente. De acordo com Pizzatto, os objetivos estratégicos da companhia são elaborados tendo como fundamento esse valor, o que se reflete diretamente na estrutura organizacional e no desenvolvimento das competências dos colaboradores, “pois sempre buscamos basear nossa atuação tendo isso em mente”, diz.

A conscientização do público interno é feita por alguns canais, como Intranet e ações de endomarketing, que incentivam o desenvolvimento sustentável. Para os clientes, na fatura da companhia, há uma indicação de como reduzir o consumo, estimulando o consumo consciente e responsável. Entre as ações de sucesso para o público interno nessa mesma linha, a Compagas possui um programa de gerenciamento de resíduos, no qual os colaboradores participam ativamente depositando pilhas, baterias, lâmpadas e outros materiais para destinação apropriada. Além desse programa, foram instaladas também lixeiras para coleta seletiva de materiais (metal, vidro, plástico, papel e orgânico). “Encaminhamos para a reciclagem, somente em 2012, mais de 600 kg de papel”, conta Pizzatto.

Atuante desde 1998, a concessionária conta, hoje, com 600 km de rede de distribuição construídos, atendendo mais de 16 mil clientes, entre indústrias, comércios e residências, em 13 municípios do estado (Curitiba, Araucária, Balsa Nova, Campo Largo, Colombo, Londrina, Palmeira, Paranaguá, Pinhais, Ponta Grossa, Quatro Barras, São José dos Pinhais e São Mateus do Sul).

Por ser uma fonte de energia livre de enxofre e de combustão mais completa, é uma energia ecológica e menos poluente. Visando o desenvolvimento da sociedade e a preservação do meio ambiente, a companhia realiza diversas ações, entre elas programas de conscientização envolvendo públicos de diversas faixas etárias, além de apoiar projetos sociais de empresas e do Governo. Segundo explica Pizzatto, o principal desafio é, sem dúvida, a conscientização das pessoas, já que a cultura da sustentabilidade ainda não está totalmente assimilado pela população. Entre as facilidades da Compagas destaca-se o fato de que o gás natural é utilizado para substituir outros combustíveis mais poluentes. “O que melhora a imagem das empresas (nossas clientes) perante a comunidade”, conclui o presidente da Compagas.

Quer conhecer mais sobre o WTC Curitiba?
Entre em contato no telefone (41) 4141-1020 ou pelo site: www.wtcclub.com.br








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Veja outros conteúdos dessa edição:


Matérias:

- Capa: Veículos elétricos: locomoção do futuro?
- Entrevista: Osório Trentini
- Visão Sustentável: Cativa Natureza – Expansão Orgânica
- Tecnologia e Sustentabilidade: Na medida da sustentabilidade (Paraná Metrologia)
- Responsabilidade Social Corporativa: Lideranças Sustentáveis (Cpce Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial

Artigos:

- Artigo: Escassez ou abundânica? Eis a questão! (Jerônimo Mendes)
- Artigo: Voluntáriado: Desenvolvimento sustentável de pessoas e organizações (Rafael Giuliano)
- Artigo: Ultrapassando todos os limites (Clóvis Borges)
- Artigo: Reciclagem de vidro – Um mercado a descoberto (Hugo Weber Jr)

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sábado, 25 de maio de 2013

ACESSO DIGITAL: Edição 32 - Mobilidade Urbana

Acesse os conteúdos dessa edição:

Matérias:

- Capa: Veículos elétricos: locomoção do futuro?
- Entrevista: Osório Trentini
- Visão Sustentável: Cativa Natureza – Expansão Orgânica
- Tecnologia e Sustentabilidade: Na medida da sustentabilidade (Paraná Metrologia)
- Responsabilidade Social Corporativa: Lideranças Sustentáveis (Cpce Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial
- Desenvolvimento Local: Rede de crescimento (WTC)
Artigos:- Artigo: Escassez ou abundânica? Eis a questão! (Jerônimo Mendes)
- Artigo: Voluntáriado: Desenvolvimento sustentável de pessoas e organizações (Rafael Giuliano)
- Artigo: Ultrapassando todos os limites (Clóvis Borges)
- Artigo: Reciclagem de vidro – Um mercado a descoberto (Hugo Weber Jr)

sexta-feira, 24 de maio de 2013

ARTIGO - AFINAL, SOMOS TODOS POLUIDORES?

Por Fernando de Barros*

É muito comum que as pessoas não reconheçam suas próprias atividades como fontes de poluição. Quando se trata de uma atividade empresarial também, a primeira reação é geralmente afirmar “eu não poluo, eu não gero impacto”.

Mas, será mesmo? E em nosso dia a dia, ao abastecer com combustível fóssil nossos veículos, não estaríamos poluindo? E quando mandamos para o lixão nossos resíduos domiciliares, então, do que se trata a degradação causada ao ambiente se não uma poluição?

Bem, é preciso partir da que todas as atividades geram impactos ao ambiente, em maior ou menor grau. Por isso, não é difícil imaginar a resposta. A mesma premissa é verdadeira quanto às atividades das empresas, em especial por meio das chaminés.

Até alguns anos atrás, não havia uma consciência disseminada a respeito dos problemas causados pelo excesso de emissões dos Gases de Efeito Estufa (GEEs).

O gás carbônico (CO2), mais comum e menos nocivo dentre os GEEs, nem era tido como um problema, já que as árvores trocam carbono por oxigênio – a maravilha da fotossíntese.

Porém, dado o crescente nível de emissões de GEEs e efeitos da Mudança do Clima, já sentidos, atualmente é consenso entre a maioria dos cientistas de todo o mundo que a causa do aquecimento global são as atividades humanas (mesmo que alguns céticos do clima tenha coragem de contrariar o IPCC – Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima da ONU).

Assim, o clima anda louco ao passo que parece inevitável que continuemos a emitir desenfreadamente Gases de Efeito Estufa: Soma-se crescimento populacional acelerado ao consumo cada vez maior e resultado é que não paramos de piorar a situação.

Os Estados Unidos são muito criticados por não terem assinado o Protoloco de Kyoto. Entretanto, internamente, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos, mesmo batendo de frente com os interesses do setor industrial, limitou os níveis de emissão de (CO2).

Em resposta, as indústrias de carvão, petróleo e aço uniram-se em uma "Coalizão por uma Regulação Responsável" e demandaram o fim dos padrões restritivos de emissões, com a alegação de que afetaria a recuperação da economia americana.

Felizmente, a Corte de Apelações dos Estados Unidos rejeitou todas as demandas contrárias à regulamentação. A partir do exemplo dos EUA, não é difícil concluir, sim, todos somos poluidores.

*Fernando de Barros é engenheiro civil, especialista em Planejamento e Gestão Ambiental, mestre em Engenharia de Edificações e Saneamento e responsável técnico da Master Ambiental. www.masterambiental.com.br

Barreiras para expansão das energias eólica e solar no Brasil serão avaliadas dias 27 e 28 de maio em São Paulo



Barreiras para expansão das energias eólica e solar no Brasil serão avaliadas dias 27 e 28 de maio em São Paulo

Governadores de Estado, autoridades do ministério das Minas e Energia, dirigentes do GWEC e ABEEolica e presidentes das empresas que investem no setor vão expor estudos e opiniões em evento organizado pela Cleantech Investor

Alguns dos mais importantes tomadores e influenciadores de decisões sobre a política energética do Brasil estarão reunidos para avaliar as barreiras e propor soluções para expansão das fontes de energia eólica e solar no país, nas conferencias simultâneas BWEC – Brazil Wind Energy Conference, BSEC – Brazil Solar Energy Conference e BSRD – Brazil Small Renewable Day, que a Cleantech Investor realizará dias 27 e 28 de maio em São Paulo, no Caesar Business Hotel na rua Olimpíadas 205, Vila Olimpia.

O evento tem o patrocínio do Governo do Estado da Bahia e das empresas Renova Energia, Eolica Tecnologia, Iberdrola e NeoEnergia; conta ainda com apoio institucional de ABDI – Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, ABEEólica – Associação Brasileira de Energia Eólica, ABIAPE – Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia, ApexBrasil – Agencia Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, ANACE – Associação Nacional dos Consumidores de Energia; CERNE – Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia; CCIBC – Câmara Brasil China; CELA - Clean Energy Latin America; e Latin American Forum.

Os dados do evento podem ser conferidos nestes links:


Informações gerais BWEC (eólica)


Palestrantes BWEC confirmados

Programa BWEC

Informações gerais BSEC (solar)


GRUPO META FOCA EDUCAÇÃO CORPORATIVA E SUSTENTABILIDADE

Projeto de capacitação profissional desenvolvido pela empresa em parceria com a Faculdade Antonio Meneghetti, no Recanto Mestro (RS), busca valorizar a qualificação de mão de obra e a geração de oportunidades de trabalho fora dos grandes centros econômicos.

Atuando há 22 anos no mercado de Consultoria e Serviços de Tecnologia da Informação, o Grupo Meta encontrou uma alternativa diferente para driblar a escassez de mão de obra qualificada típica do setor de TI no Brasil, a fim de viabilizar o seu crescimento orgânico, que gira hoje na faixa dos 30% ao ano. Por meio de uma parceria com a Faculdade Antonio Meneghetti (AMF), localizada no Centro Internacional de Arte e Cultura Humanista Recanto Maestro, no município de São João do Polêsine (RS), a empresa fomenta diversos projetos de educação e formação de profissionais, buscando, entre outros benefícios, subsidiar os projetos desenvolvidos na unidade local da companhia.

Entre as ações desenvolvidas pela empresa estão palestras e cursos gratuitos de capacitação sobre tecnologias atuais e de mercado, além de ações de incentivo ao interesse pela área. O Projeto Jovem e Tecnologia, por exemplo, engloba cursos de formação em TI voltados aos jovens de ensino médio da região, como forma de incentivá-los a estudar e trabalhar com Tecnologia da Informação. Para isso, são ministradas aulas gratuitas sobre informática básica, linguagem de programação e até mesmo introdução à robótica.

Além destas ações, o Grupo Meta e a Faculdade Antonio Meneghetti ainda ministram juntos o curso de graduação em Sistemas de Informação, vigente desde julho 2010, e com grade curricular reconhecida pelo MEC. “O diferencial deste curso é o trabalho que fazemos com a metodologia FOIL (Formação Ontopsicológica Interdisciplinar Liderística), onde além do elemento técnico, trabalha-se a formação integral da pessoa, englobando aspectos relacionados à ética, filosofia, comprometimento, empreendedorismo e outros fatores que são decisivos para a formação de um profissional diferenciado”, afirma Telmo Costa, presidente do Grupo Meta.

Sustentabilidade

Telmo explica que o programa Grupo Meta no Recanto Maestro nasceu da constatação de que quase todas as empresas brasileiras de TI hoje atuam nos grandes centros econômicos, e mesmo que o interior do Brasil possua uma boa formação acadêmica na área tecnológica, os jovens ainda se veem obrigados a deixar suas cidades de origem e migrar para as capitais a fim de alcançar espaço no mercado de trabalho. “Os grandes centros urbanos estão saturados de empresas de diversos portes, o que acirra muito a competitividade e ainda gera o êxodo de profissionais qualificados de regiões onde não existem muitas oportunidades. Porém, com a Globalização, as fronteiras foram rompidas e não é mais necessário estar presente para atuar em TI. Por isso, nossa proposta é qualificar profissionais comprometidos e que queiram estabilizar-se em sua cidade de origem.”, afirma.

Por conta disso, o executivo considera que além de garantir a qualificação da mão de obra necessária para a expansão da empresa, este modelo de atuação ainda proporciona inúmeros outros benefícios, impulsionando o crescimento sustentável de toda a região. “Sabemos que muitos jovens hoje não chegam nem a conhecer o mercado de TI e toda a sua amplitude, simplesmente por não existirem muitas empresas e projetos expressivos em suas regiões. Com isso, o país todo perde ao não desenvolver estes talentos”, afirma.

O Recanto Maestro por si só já é hoje uma região de referência por seu modelo de desenvolvimento sustentável, e foi com este viés de educação e sustentabilidade que o programa Grupo Meta no Recanto Maestro foi apresentado como modelo no encontro “Brasil do Milênio em Paris”, realizado em dezembro de 2010 no Conselho Econômico da França. O projeto contribui com três dos oito objetivos do milênio estipulados pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 2000, que almejam a resolução até 2015 em todos os países do mundo dos oito piores problemas identificados atualmente.

Os objetivos atendidos pelo projeto Grupo Meta no Recanto Maestro são:

1. Erradicar a extrema miséria e a fome

Gerar emprego de alto valor agregado movimenta a economia local de uma região
com forte caráter agrícola, gerando prosperidade social.

2. Educação Básica de qualidade para todos

O aspecto da educação em nível amplo está contemplado tanto na geração de empregos para os jovens da região, como também no momento em que colaboradores do Grupo Meta atuam como professores nos cursos da área de Informática, tornando-se multiplicadores de saberes e fazeres.

3. Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento

O objetivo é contemplado pelo caráter econômico e sustentável que o projeto comporta, além da efetiva realização de parcerias para o seu desenvolvimento.


quinta-feira, 23 de maio de 2013

ARTIGO: ESCASSEZ OU ABUNDÂNCIA? EIS A QUESTÃO! Edição 32

Em todas as cidades e países do mundo, alguns poucos privilegiados – menos de 10% da população – vivem de modo que contrasta demais com o modo de viver da maioria das pessoas. No decorrer de milhares de anos, essa disparidade mantém-se constante e, ao que tudo indica, parece difícil de ser anulada.

O mundo caminha para 10 bilhões de pessoas até o ano 2050. Em diferentes regiões do planeta, milhões de pessoas aguardam e algumas imploram pela ajuda de países mais abastados, considerando a máxima de que “enquanto dois terços da população mundial passa fome, um terço faz regime para emagrecer”. Isso nos leva a imaginar que a abundância existe. O que não existe é a distribuição justa e igualitária das coisas.

Se o mundo dispõe de recursos, então, onde está o problema? Acabei de ler (devorar) o livro Abundância: o futuro é melhor do que você imagina, Peter H. Diamandis, empreendedor que se tornou um inovador pioneiro no Vale do Silício, e Steven Kotler, premiado jornalista e escritor de ciências.

Durante uma agradável leitura, os autores documentam como o progresso nas áreas de inteligência artificial, robótica, computação infinita, redes de banda larga, manufatura digital, nanomateriais, biologia sintética e muitas tecnologias de crescimento exponencial permitirão que todo ser humano na face da Terra disponha, nas próximas duas décadas, de ganhos maiores que os ganhos obtidos nos últimos dois séculos, em termos de qualidade de vida.

Em mais de quatrocentas páginas enriquecidas por depoimentos, pesquisas e dados inquestionáveis, os autores exploram como quatro forças emergentes – tecnologias exponenciais, inovadores que seguem a filosofia faça-você-mesmo, tecnofilantropos e o bilhão ascendente – conspiram para resolver os maiores dilemas da humanidade.

Um dos principais exemplos citados pelos autores vem da cidade planejada de Masdar, nos Emirados Árabes Unidos, que está sendo construída pela Abu Dhabi Future Energy Company. Localizada na periferia de Abu Dhabi, depois da refinaria de petróleo e do aeroporto, Masdar foi projetada para abrigar 50 mil moradores, enquanto outros 40 mil trabalhadores se esforçam para colocar a cidade em pé.

O interessante nesse exemplo é que nenhum carro será permitido dentro do perímetro da cidade, e nenhum combustível fóssil será consumido dentro do seu território, apesar de Abu Dhabi ser considerada o quarto maior produtor de petróleo da OPEP, com 10% das reservas conhecidas.

Segundo os autores, a cidade inteira está sendo construída para um futuro pós-petróleo, ameaçado pela falta dessa matéria-prima fóssil, e pelos conflitos por água, entretanto, mesmo num mundo sem petróleo, Masdar continuará banhada por muita luz solar.

A quantidade de energia solar que atinge nossa atmosfera foi calculada em 174 petawatts, com variação de 3,5% para mais ou para menos. Desse fluxo solar total, cerca de metade atinge a superfície da Terra. Como a humanidade consome atualmente cerca de 16 terawatts anuais (2008), existe, portanto, mais de 5 mil vezes energia solar atingindo a superfície do planeta do que consumimos num ano.

Com base nessa constatação e em outros exemplos citados no livro, Diamandis e Kotler são enfáticos: o problema não é de escassez, mas de acessibilidade. Isso não é diferente com a água, considerando que Masdar fica no Golfo Pérsico, um grande corpo aquoso, entretanto, salgado demais para o consumo ou para a produção agrícola. Mas, e se uma nova tecnologia conseguisse dessalinizar uma pequena fração dos oceanos para resolver o problema da água, não apenas do Golfo Pérsico, mas de outros países também?

O “modelo da escassez” ganhou velocidade a partir dos estudos de Thomas Robert Malthus, economista inglês do século 18, o qual percebeu que enquanto a produção de alimentos expandia-se linearmente, a população mundial crescia exponencialmente.

Por conta disso, Malthus estava convencido de que chegaria o tempo em que o ser humano excederia a sua própria capacidade de se alimentar ou, como ele mesmo observou: “o poder da população é indefinidamente maior do que o poder da Terra de produzir subsistência para o homem”.

Contudo, de 1800 para cá, a população mundial cresceu 7 vezes, ao ritmo de 80 milhões de pessoas por ano, em média. Apesar de a fome ser ainda uma preocupação mundial, o mundo continua produzindo alimentos suficientes para alimentar em torno de duas vezes a população da Terra todos os anos. Mais uma vez, o problema não está na escassez, mas no desperdício.

O número de pessoas que vivem em pobreza extrema, com apenas USD 1,25 ao dia ou menos, caiu de 1,8 bilhões em 1990 para menos de 1,4 bilhões em 2010, entretanto, ainda é assustador. Em menos de trinta anos, a China retirou mais de 400 milhões de pessoas da miséria absoluta.

Ao contrário do que pensava Malthus, os recursos continuam aparecendo, as tecnologias e a boa vontade política também. Na prática, como dizem os autores, só existe uma opção: se não é possível livrar-se das pessoas, é preciso ampliar os recursos que essas pessoas consomem.

Com escassez ou abundância, construir um mundo melhor é o maior desafio da humanidade. Abundância é uma palavra mais otimista do que escassez e devemos torcer para que uma combinação adequada de tecnologia, pessoas sensatas e capital seja capaz de superar qualquer obstáculo.

Jerônimo Mendes

Administrador, Coach
Empreendedor, Escritor e
Palestrante.
Mestre em Organizações
e Desenvolvimento Local
pela UNIFAE