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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

SISTEMA OIL-LESS HYDRO Z CHEGA A 16 MIL SISTEMAS INSTALADOS


O Oil-less, Sistema Separador de Água e Óleo da Hydro Z, acaba de alcançar outra marca impressionante de 16 mil sistemas comercializados. O equipamento, para tratamento de efluentes oleosos, se consagrou rapidamente como uma das melhores caixas separadoras do mercado.

O sistema Hydro Z, que atende à rigorosas normas nacionais e internacionais, é utilizado em diversos estabelecimentos que utilizam graxa e óleo em suas atividades diárias, como: postos de combustíveis, oficinas, concessionárias, estacionamentos, entre outros, com o objetivo de realizar a adequação de efluentes para que a água seja descartada de forma adequada após tratamento.

Paulo Rogério Fernandez, Diretor Executivo do Grupo Zeppini, afirma que a marca de 16 mil unidades demonstra na prática a qualidade e diferenciais do equipamento, que se popularizou em pouco tempo nos mais de 80 países da África, Ásia, América Latina, Europa e Oceania onde a empresa dispõe de sólidos canais comerciais. 

“A marca de 16 mil sistemas representa que alcançamos um objetivo maior, de inovar e
disponibilizar uma solução mais eficiente e mais prática, que realmente facilite a vida de seus usuários. É gratificante ver todos esses sistemas sendo utilizados em diversos países."

Disponível em modelos para atender diferentes demandas de vazão, o sistema Oil-less é composto por módulos que facilitam sua instalação e limpeza, além de garantir a qualidade do tratamento. Produzido de materiais resistentes e de alta durabilidade, assegura importantes benefícios, como: operação mais segura, longa vida útil e a garantia que não ocorram trincas e vazamentos.

“Desde nosso primeiro protótipo, estávamos motivados a desenvolver algo diferente do que existia no mercado para esse propósito e acredito conseguimos alcançar nosso objetivo. Hoje, são diversos modelos de produtos compactos que proporcionam altos níveis de eficiência no tratamento do efluente oleoso, bem como a praticidade para os usuários que estão em contato com o equipamento," completou Paulo.

Para mais informações sobre essa solução, acesse nosso site ou entre em contato com nossa equipe.

www.hydroz.com.br
hydroz@hydroz.com.br
11 4393-3600




quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Energias renováveis em pauta no sul do país


Dois eventos parceiros irão tratar o tema nos próximos meses: a Renex South America e o encontro O Futuro das Pequenas Centrais Elétricas.

O tema energias renováveis estará em amplo debate nos próximos meses no sul do País. A começar por este mês, quando Curitiba recebe o encontro O Futuro das Pequenas Centrais Hidrelétricas, nos dias 22 e 23 de agosto, no Instituto de Engenharia do Paraná (Emiliano Perneta, 174). O evento, promovido pela ABRAPCH (Associação Brasileira de Pequenas Centrais Hidrelétricas), Viex e Instituto de Engenharia do Paraná, tem o objetivo de debater a evolução e a retomada de investimentos no setor de Pequenas Centrais Hidrelétricas. Meses depois, acontece em Porto Alegre a RENEX SOUTH AMERICA, primeira feira de energias renováveis do Brasil.

A RENEX (Renewable Energy Exhibition), que acontece em Porto Alegre de 27 a 29 de novembro, é uma plataforma multissetorial com o objetivo de apresentar as novidades da indústria de energias renováveis, tendências, inovação, ideias e atração de investimentos para o mercado brasileiro e latino, reunindo segmentos de energia eólica, fotovoltaica, solar térmica, biocombustíveis, biogás, biomassa e PCHs. “A Deutsche Messe AG aposta no potencial brasileiro e sul-americano de um setor em franca expansão e com grandes oportunidades de negócios”, afirma Constantino Bäumle, diretor da Hannover Fairs Sulamérica. 

No evento em Curitiba a organização da Renex já estará presente como parceira distribuindo material sobre a feira e discutindo sobre o potencial brasileiro no desenvolvimento de energias renováveis.

Os temas principais do encontro e a ampla agenda de palestras e apresentações que pode acessada em: http://viex-americas.com/cortex/encontropch/


Empresas de grande expressão mundial apostam na feira


A RENEX SOUTH AMERICA conta com o patrocínio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE; Força Eólica do Brasil (joint venture formada pelas empresas Iberdrola e Neoenergia) e BADESUL Desenvolvimento – Agência de Fomento/RS,Sagres, Grupo Cuello e Transversatil. Na área de exposição da feira já estão confirmados grandes nomes de empresas internacionais como: Goracon Windpower Access Systems, empresa norte-americana de energia eólica; DLG - Associação de Agricultura da Alemanha e Associação Alemã de Energia Eólica (BWE). 

Artigo - OVERSHOOT ECOLÓGICO


Marcus Eduardo de Oliveira (*)
A maior urgência política da nossa época é conter a grave crise ecológica. Essa grave crise, gestada no seio da ecologia, é fruto da distorcida visão social do progresso que faz a humanidade correr tresloucadamente em busca da satisfação ilimitada dos desejos materiais; para isso, põe a roda da economia (atividade produtiva) para girar com mais força e rapidez, expandindo a qualquer custo a máquina de produzir suntuosidades. É a sociedade produzindo riquezas (produtos) além do necessário, como bem disse Thorstein Veblen (1857-1929). O motivo? Para que os indivíduos com mais poder de aquisição possam se distinguir uns dos outros.

Essa sociedade de produção e de consumo, na verdade, de hiperprodução e hiperconsumo, produziu em escala mundial o overshoot ecológico (transbordamento), ou seja, esgotou-se o estoque da natureza sob a forma de biocapacidade – o montante de recursos que o planeta regenera a cada ano – e o compara à demanda humana. Transbordou-se o montante necessário para produzir todos os recursos vivos que consumimos e absorver nossas emissões de dióxido de carbono.

Desde 1970, nossa pegada de carbono (quantidade de terra e área marítima necessária para absorver todo o CO2 que emitimos) mais do que duplicou. De acordo com o Living Planet Report 2010, a humanidade usava em 2007 (último ano para o qual se têm dados) o equivalente a um planeta e meio para suportar suas atividades.
E por que isso aconteceu? Porque a economia não respeita (na verdade, ignora) os limites da natureza. A atividade econômica produtiva (o sistema econômico que nada mais é que um subsistema da natureza) ignora as fronteiras ecossistêmicas e obedece cegamente à ordem que emana do mercado que “pede” mais crescimento com mais produção.

Isso resulta na depredação dos vitais ecossistemas, no aquecimento global, na erosão da biodiversidade, na degradação dos recursos hídricos. Lamentavelmente, o sistema econômico não leva em conta a premissa de que mais crescimento físico da atividade econômica significa completo esgotamento de recursos da natureza; em outras palavras, em aumento de entropia (degradação).

Não há como negar: aumento da produção econômica (mais produtos) representa menos florestas, solo, água, ar, clima estável e, no final, mais resíduos e poluição. Para se fazer um hambúrguer de 100 gramas são necessários 11 mil litros de água. A fabricação de um jeans consome 8 mil litros de água e o equivalente a 32 quilos de recursos naturais. Esse raciocínio é bem simples: a partir de certo tamanho da economia, há mais custos (e perdas) socioambientais que benefícios (e ganhos) oriundos da produção material.

Não por acaso, desde os anos 1960, o PIB mundial foi simplesmente multiplicado por cinco; nos anos 2000, o produto bruto mundial cresceu, em média, a um ritmo de 3,7% ao ano; entretanto, desde os últimos 60 anos, a partir do pós-Segunda Grande Guerra, quando se consolida a busca pelo crescimento econômico como paradigma supremo das políticas governamentais, mais de 60% dos principais serviços ecossistêmicos foram destruídos (transbordou) à exaustão.

Vale reiterar: esse “transbordamento” (overshoot) deve ser creditado à estapafúrdia ideia de fazer a economia (um sistema aberto dentro do ecossistema) crescer, entendendo, erroneamente, que diante disso repousa a melhora substancial do padrão de vida das populações.

Com isso, implica-se em mais poluição (a poluição dizima 1,5 milhão de pessoas ao ano ao redor do mundo), mais produção de lixo (o mundo produz cerca de dois milhões de toneladas de lixo domiciliar por dia; são cerca de 730 milhões de toneladas ao ano), considerável perda de ecossistemas/biodiversidade, consumo exagerado de matérias-primas não renováveis, mais e mais emissões de CO2 (se durante os anos 1990 as emissões de CO2 aumentavam ao ritmo de 1,3% ao ano, durante os anos 2000 esse ritmo subiu para 3,3% ao ano) e, claro, como consequência, menos meio ambiente.

A perda de ecossistemas é gravíssima. Para ficarmos apenas num único exemplo: o maior de todos os ecossistemas, os oceanos (mares e oceanos representam 71% da superfície da Terra), estão em corrente processo de esgotamento. O Fundo de Alimentação e Agricultura (FAO/ONU) já declarou que em 2048 não poderemos tirar dos oceanos nenhum recurso alimentar significativo. Mais de 90% dos estoques de peixes predadores de grande dimensão, como o atum, peixe espada e o bacalhau já foram capturados. Entre os anos 1950 e o momento presente, a pesca total em águas abertas e abrigadas passou de 20 milhões para 95 milhões de toneladas métricas.

Período “antropoceno”

As extinções de fauna e flora, fruto da ação antrópica, alcançou ritmo jamais visto no último século; razão essa que levou o Nobel de química, Paul Crutzen, a declarar que desde o final do século XVIII “entramos” no período “antropoceno”, ou seja, na era em que predomina a influência (agressão) humana sobre a biodiversidade.

Por tudo isso é urgente à necessidade de reconstruir a sociedade (e, especialmente a maneira como a economia atua em sua relação com o meio natural) em torno de outros valores, longe da sanha consumista.

Se pretendemos alcançar com eficiência a política da sustentabilidade, obrigatoriamente o sistema econômico deverá passar pela capacidade de atingir prosperidade sem crescimento. Uma vez reconhecendo que a pressão humana sobre o sistema ecológico é expansiva e dilapidadora, três fatores precisam ser contornados para essa reconstrução acontecer satisfatoriamente: i) segurar o aumento populacional (em 1900, a população mundial era de 1,5 bilhão de habitantes. 85 anos depois, o planeta atingiu 5 bilhões de pessoas e, em apenas 28 anos depois, o mundo “ganhou” mais 2 bilhões de habitantes); ii) estancar o nível de consumo e, iii) reduzir o uso de novas tecnologias voltadas exclusivamente ao aumento da produtividade do trabalho – base de aceleração da economia.

Esse conjunto de fatores – em especial, os dois últimos - passa por “encaixar” a atividade econômica dentro dos limites dos ecossistemas. A economia não pode mais “funcionar” sob o paradigma do crescimento. Tão importante quanto isso, é o fato da economia neoclássica – fascinada pela ideia de equilíbrio e liturgicamente adepta do dogma do crescimento – reconhecer aquilo que é mostrado com bastante clareza pela segunda lei da termodinâmica (parte da física que estuda as transformações energéticas) que o “circuito econômico” não funciona no vazio, mas dentro da biosfera.

Urge “renovar a economia” substituindo a obsessão material, privilegiando o elo social ao invés da satisfação individual, como bem apontou Hervé Kempf. Por fim, cabe perguntar: seria isso mera utopia? Não! Definitivamente, não. Utopia maior consiste em acreditar que podemos continuar no caminho atual de exploração desenfreada dos recursos naturais e que isso, num breve amanhã, não afetará os destinos da humanidade.


(*) Professor de economia. Mestre em Integração da América Latina (USP).
prof.marcuseduardo@bol.com.br

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Wappa apresenta programa de redução de CO2 em parceria com ONG Iniciativa Verde

Clientes da empresa de mobile payment podem compensar a emissão de gases de efeito estufa das corridas de táxi por meio de restauro florestal da Mata Atlântica

A Wappa, empresa pioneira e líder no mercado de pagamentos e gerenciamento de despesas por meio do celular para clientes corporativos, adicionou em sua plataforma de serviço uma ferramenta de sustentabilidade, que faz a compensação de CO2 em conjunto com o programa Carbon Free da ONG Iniciativa Verde. Além de efetuar pagamentos via celular, reduzir o consumo de papel, eliminar os custos com boletos, vouchers e reembolsos, o cliente da Wappa tem o benefício de compensar os níveis dos gases emitidos pelos seus colaboradores por meio de restauro florestal da Mata Atlântica.

“Criamos uma interface dentro da plataforma de gestão da empresa, e, com base em algumas informações da corrida, é possível mensurar quanto de gás carbônico foi liberado na atmosfera”, explica Lucas Pereira, Coordenador de projetos de compensação de emissões de carbono da ONG Iniciativa Verde.

“Fazemos todo o inventário da liberação de dióxido de carbono da empresa com as corridas de táxi realizadas pelos seus colaboradores e acompanhamos o plantio e a localização de novas árvores online”, diz Armindo Mota Jr, CEO da Wappa, ressaltando o trabalho que a ONG faz no combate ao aquecimento global.

Alguns dos benefícios do projeto são a conscientização da sociedade e a mudança de comportamento no ambiente corporativo. “O CO2 é considerado o maior responsável pelo efeito estufa, causador do aquecimento global. Somos socialmente responsáveis e estamos contribuindo para a conservação na natureza”, finaliza Armindo.

Com a ferramenta da Wappa a empresa consegue acompanhar quantas árvores seriam necessárias para compensar toda a emissão de CO2 além do custo do plantio das mesmas.
A empresa que desejar adquirir esse serviço deverá entrar em contato com a Wappa e realizar um convênio diretamente com a Iniciativa Verde. A Wappa não intermedia os valores da compensação da emissão de CO2, explica o executivo.

No Brasil, o tema sustentabilidade já faz parte da estratégia de empresas de diferentes setores e portes. O impacto ambiental, o efeito estufa e a situação do planeta para os próximos anos já são preocupações do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). O relatório sobre Desenvolvimento Humano, divulgado em março de 2013, revelou uma possível catástrofe ambiental em 2050.

Sobre a Wappa – Fundada em 2001, a WAPPA desenvolve ferramentas de pagamento e gerenciamento de despesas online, disponibilizando serviços num meio único e amplamente disponível: o celular. Sua plataforma de soluções mobile é voltada para o mercado corporativo e tem o objetivo de reduzir gastos e otimizar processos internos. Seu principal produto, o Wappa Táxi, permite o pagamento via celular das corridas de táxis de empresas associadas, evitando qualquer tipo de fraude e reduzindo os custos com boletos, vouchers e reembolsos. O gestor pode acompanhar em tempo real as transações e pode gerar mais de 40% de economia para os clientes.


Sobre a Iniciativa Verde – A Iniciativa Verde é uma ONG especializada em recuperação de áreas degradadas da Mata Atlântica e a compensação das emissões de gases de efeito estufa (GEE) decorrentes da atividade humana. A organização utiliza a metodologia e os procedimentos propostos pelo GHG Protocol Brasil, a mais usada no mundo. São plantadas 1.666 árvores de até 80 espécies nativas por hectare (espaço equivalente a mais do que um campo de futebol).

Netza desenvolve ações de marketing social para fortalecimento de marcas

Agência planeja e organiza ações de responsabilidade social para empresas

As empresas e agências estão sendo mais exigidas a assumir uma conduta responsável nas suas relações com os clientes, consumidores, funcionários, fornecedores, comunidade e até concorrentes. Por um lado, elas estão se aliando aos desafios sociais e assumindo o compromisso com causas filantrópicas. Por outro, agências de comunicação fazem a intermediação do apoio a uma causa específica, abrindo caminho para que a ação seja viabilizada e efetivada com sucesso. “Planejamos, organizamos e executamos essas iniciativas para que as empresas pratiquem a responsabilidade social”, diz Fabiana Schaeffer, sócia-diretora da Netza, agência de comunicação integrada que atua com ações de live marketing.

Segundo a executiva, as empresas não podem mais contar, apenas, com a qualidade de seus produtos e serviços como garantia de sobrevivência. É preciso ir além. “Tal atributo passou a ser uma exigência natural do mundo competitivo”, pondera.

Cada vez mais o marketing social influencia o consumidor na escolha do produto, impactando diretamente no fortalecimento da marca. Segundo Fabiana Schaeffer, as agências precisam comprovar que adotam uma postura correta, tanto na relação com funcionários, consumidores, fornecedores e clientes, como no que diz respeito às leis, aos direitos humanos e ao meio ambiente. “Ao implementar uma ação de marketing de causa social, as pequenas e grandes corporações devem atuar diretamente com ações próprias de cidadania ou se unirem a organizações sociais, tendo em vista alguma causa relevante, pensando naquele consumidor, que exerce com mais consciência a sua cidadania”, afirma.

Para ela, os benefícios de associar a agência a uma causa social têm seus impactos positivos em imagem e em vendas, pelo fortalecimento e fidelidade à marca; aos clientes, pela valorização da empresa na sociedade e no mercado; em retorno publicitário, advindo da geração de mídia espontânea; em produtividade e pessoas, pelo maior empenho e motivação dos funcionários e os ganhos sociais, pelas mudanças comportamentais da sociedade. “Quando bem utilizado é sempre positivo. O marketing de causa social é uma poderosa ferramenta estratégica de posicionamento, pois, ao utilizar algumas técnicas do marketing tradicional, consegue associar a marca de uma empresa a uma questão”.

Segundo Fabiana, “o resultado desta parceria é que todos os atores se beneficiam, tanto a empresa quanto a agência. As empresas incrementam as vendas e a visibilidade de sua marca, graças, principalmente, à exposição na mídia espontânea. As entidades divulgam suas causas atraindo, consequentemente, mais simpatizantes, voluntários e maior volume de recursos”.


terça-feira, 20 de agosto de 2013

Confecção de Nova Friburgo é premiada e vai à Foz do Iguaçu conhecer a Hidrelétrica Binacional Itaipu

Foto Tatiani Costa - Revista Visão Socioambiental

A Confecção Elas de Nova Friburgo, especializada na fabricação de roupas de bebê, e também fabricante de camisetas personalizadas feitas em tecido 100% garrafa pet, foi premiada com o Prêmio da Revista Visão Socioambiental de Macaé e esteve em Foz do Iguaçu, representada por Alex Sandro Santos, para conhecer de perto a Hidrelétrica da Binacional Itaipu.

Alex, juntamente com os organizadores do prêmio e outros premiados, visitou o Refúgio Biológico Bela
Vista, sendo este o local de abrigo para os animais recolhidos durante o alagamento da barragem e também o espaço para animais capturados com alguma deficiência ou machucados. Ali existe ainda o viveiro florestal de espécies nativas e medicinais, centro de recepção de visitantes, trilhas ecológicas, hospital veterinário, zoológico, entre outros.

Foi o local também onde Alex, e outros premiados, pôde apresentar por meio de slide ao diretor da Itaipu, Nelton Miguel, entre outros empresários e ambientalistas, o projeto ambiental realizado pela Confecção Elas.

Nelton, que também apresentou o megaprojeto Cultivando Água Boa da Itaipu, já contemplado mundialmente com importantes premiações, recebeu de Alex uma muda de Cedro rosa cultivado dentro de um carretel de linha de costura industrial pelo Projeto Ambiental Elas Preservando, e o mesmo achou a ideia da confecção de Friburgo maravilhosa e disse que irá consultar a viabilidade de utilizar os cones de linhas do polo de confecções de Terra Roxa – PR - para também cultivar mudas de árvores. 

Só para se ter uma ideia, o viveiro florestal da Itaipu Binacional produz anualmente cerca de 800 mil mudas de 80 espécies nativas da flora regional que ajudam no reflorestamento dos inúmeros quilômetros das matas ciliares ao longo dos rios que banham a Itaipu.

“Foi um grande desafio levar a muda intacta de Friburgo até o Paraná. Com o apoio de Gustavo Barroso e Eduardo Vogt, fui até o Galeão com a muda em perfeitas condições. No aeroporto, fui informado durante o check in que não poderia viajar portando a muda e somente após um bom diálogo e averiguação da planta é que foi liberado o embarque. 

Foram muitos desafios até que a muda chegasse inteira até Itaipu e fosse entregue ao diretor de coordenação da Binacional. No entanto, apesar das dificuldades de manter a muda em perfeita condição, foi uma experiência incrível e muito válida, pois pude apresentar além da teoria a prática exercida no projeto e com chances de multiplicar a ideia” – comentou Alex que disse ainda ter se encantado pela cidade de Foz.

O grupo visitou internamente a Hidrelétrica Itaipu e pode contemplar as forças das águas e as turbinas que levam energia para o Brasil e Paraguai. Também conheceu algumas plantações de milho e soja, algumas destas de transgênicos, e frequentou uma fazenda de agricultura orgânica. A caravana que ficou hospedada no Hotel Bella Vista, em Foz do Iguaçu, também contou com diversos atrativos assim como cafés da manhã e jantares especiais que permitiu ao grupo uma maior interação e descontração em meio ao bate papo sobre preservação ambiental onde todos puderam explicitar suas experiências e dificuldades, assim como o caso da Noêmia Magalhães, moradora e agricultora do 5º distrito do município de São João da Barra, que fica a 140 km do Rio de Janeiro, no Norte Fluminense, onde está sendo construído o Complexo Portuário do Açu do empresário Eike Batista. Ela vive na pele as desapropriações e alta salinidade das propriedades do entorno do Porto do Açu, que se tornam, consequentemente, improdutivas por conta do sal.

Foto: Alex Sandro Santos

Alex, que também é jornalista e fotógrafo, não deixou escapulir a oportunidade de visitar o Parque Nacional do Iguaçu e as suas belíssimas Cataratas, onde fez inúmeros registros fotográficos deste belo ponto turístico considerado uma das sete maravilhas do mundo. Também pôde contemplar a riqueza do Parque das Aves.


Para outras informações, basta acessar www.elasecomodas.com

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Artigo - A sustentabilidade que traz lucro

Por Fernando de Barros
Ser ou não ser sustentável, eis a questão. Afinal, uma pergunta que sempre se coloca para qualquer empresário é “O que eu ganho com isso?” Embora exista resistência quanto ao tema da sustentabilidade no meio empresarial, a adoção de diretrizes de sustentabilidade na gestão de uma empresa mostra-se cada vez mais crucial, inclusive se torna oportunidade de novos bons negócios.  
A relutância de muitos empresários fundamenta-se na ideia de que sustentabilidade é origem de custos e que não rende lucratividade. As ações não são encaradas como um investimento. Em pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), apesar das vantagens, apenas 46% das micro e pequenas empresas brasileiras acreditam que o investimento em sustentabilidade pode gerar ganhos financeiros.
A pesquisa examinou os setores de Comércio e Serviços (50%), Indústria e Construção Civil (46,0%) e Agronegócios (4,0%). Dos 3.912 empresários entrevistados, 80,6% confirmaram o controle do consumo de água, 81,7%, o consumo de energia, 70,2% a realização da coleta seletiva e 72,4% o consumo de papel. Mais da metade das empresas, porém, informou não ter o hábito de usar materiais recicláveis nas produções, 83,4% não reutilizam água e 50,9% não reciclam lixo eletrônico ou pneus. Desenvolver produtos que reduzam o consumo de energia, recursos naturais e provoquem menos impactos ambientais é a tendência que concilia bons negócios com sustentabilidade.
Por sua vez, a Universidade de Harvard, nos EUA, realizou uma pesquisa sobre o desempenho das maiores empresas do mundo, entre 1992 e 2010, considerando a adoção de políticas sustentáveis.  A pesquisa elencou as 27 posturas sustentáveis mais adotadas no meio empresarial. Dentre elas, eficiência energética, redução de emissão, respeito aos direitos humanos e transparência de informações. A partir disso, as empresas foram divididas em dois grupos: alta sustentabilidade, com mais de 10 posturas sustentáveis desde os anos 1990; e baixa sustentabilidade, com menos de quatro políticas inseridas nos anos 2000.
Eis a resposta que deve quebrar paradigmas ou preconceitos no meio empresarial. O resultado revelou que o comprometimento ambiental assegurou o dobro da rentabilidade líquida e a mínima desvalorização durante a queda das bolsas. A que se deve esse alto desempenho? Segundo a pesquisa, a liderança baseada no diálogo entre as partes interessadas, as metas sustentáveis sob a responsabilidade da diretoria e os investimentos de longo prazo para satisfazer os consumidores são alguns pilares que endossam a eficiência de mercado. Vale dizer que a iniciativa, nesses casos, foi das próprias empresas.
Um exemplo de que ganho econômico combina com sustentabilidade advem do programa pioneiro de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), implantado pela Prefeitura de Nova York aos agricultores das Montanhas de Catskill. A estratégia aponta que os protetores de áreas naturais – sejam eles governos, organizações não-governamentais ou particulares – devem ser reconhecidos pela conservação das terras, pois os serviços ambientais das prestados em suas propriedades (que é principalmente a conservação da qualidade da água na região de nascentes) beneficia toda a sociedade. Nesse caso, a cada dólar pago pela manutenção da qualidade ambiental nas áreas de nascentes, foram economizados sete dólares no custo do tratamento da água.
Os números surpreendem positiva e negativamente, ora pelos dados de experiências estrangeiras que demonstram as oportunidades de ganhos econômicos ao investir em sustentabilidade, ora devido à resistência e ausência de uma cultura consolidada no meio empresarial brasileiro, especialmente no universo de pequenas empresas. De todo modo, as práticas de gestão para a sustentabilidade precisam ser aprimoradas e desenvolvidas. Cabe aos empresários fazerem a escolha pela sustentabilidade que traz, sim, lucro.

Fernando de Barros é engenheiro civil, especialista em Planejamento e Gestão Ambiental, mestre em Engenharia de Edificações e Saneamento e responsável técnico da Master Ambiental. www.masterambiental.com.br

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Celulose Irani recebe prêmio por gestão ambiental



Troféu Onda Verde e Certificado de Sustentabilidade serão entregues na próxima sexta

A Celulose Irani, empresa do setor de papel para embalagens e embalagem de papelão ondulado, recebe no próximo dia 16 o Troféu Onda Verde no 20º Prêmio de Ecologia na categoria Gestão Ambiental durante o Fórum de Gestão Sustentável 2013.

O prêmio é o reconhecimento de um projeto da empresa que contempla a gestão ambiental  que foi construída ao longo dos últimos anos por meio de uma estrutura com pessoas e  investimentos focados no objetivo de manter o equilíbrio entre os  impactos dos processos industriais, meio ambiente e comunidades de entorno.

Para Leandro Farina, gerente de gestão para excelência da Celulose Irani, o Troféu Onda Verde reafirma a missão da IRANI de construir relações de valor, buscando a prosperidade dos clientes, o desenvolvimento das pessoas e lucros admiráveis com equilíbrio entre meio ambiente e sociedade. Para Farina, ainda há pontos a serem superados. “Manter a adequação às novas legislações ambientais é um desafio a ser vencido constantemente”, afirma o gerente da IRANI.

A empresa também receberá o Certificado de Sustentabilidade por obter o melhor desempenho entre os 93 participantes da 9ª Pesquisa de Gestão Sustentável, no tema “Meio Ambiente” da ISO 26000. 
“O Certificado é um reconhecimento da prioridade que a IRANI dá a temas que envolvem ações e projetos focados para dar mais sustentabilidade ao negócio”, completa Leandro Farina. Para o gerente da Celulose Irani, o resultado reforça a certeza de que a companhia mantém práticas de gestão adequadas. “Vale ressaltar que a importância do Certificado de Sustentabilidade é verificada pela análise geral a que a empresa é submetida. Consideram-se as perspectivas: financeira, de cliente, de processos internos, aprendizado e crescimento, com destaque para o case social Grupo de Teatro Flor do Mato e Coral”, afirma.

Certificado pelo Ministério do Meio Ambiente como o principal do país no segmento, o prêmio teve 193 cases inscritos nesta edição. O Fórum reúne as principais empresas líderes em sustentabilidade na região sul e conta com palestras e apresentação de cases socioambientais de corporações que colaboram com o desenvolvimento sustentável da região.


O evento de entrega do Troféu Onda Verde e do Certificado de Sustentabilidade ocorre na Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, em Florianópolis a partir das 13h30. 

10° Fórum Nacional de Compras & Sourcing



Com novidades e referências internacionais, Inbrasc realiza Fórum Nacional de Compras & Sourcing

Evento que será na capital paulista, apresenta novos formatos de discussão e possibilita uma participação mais efetiva dos profissionais de Supply Chain

O CENESP receberá entre os dias 08 e 09 de Outubro, o 10° Fórum Nacional de Compras & Sourcing, promovido pelo Inbrasc (Instituto Brasileiro de Supply Chain), que este ano trará diversas novidades em sua programação. O evento contará com dois dias de Congresso, além de um Workshop que será realizado na Academia de Experiências Febracorp, ministrado pelo canadense Guy Cabana. O especialista é referência mundial no setor, e traz um seminário inédito, em que serão utilizadas ferramentas de simulação e RPG (role playing game). Oportunidade única em vivenciar o tema negociação com um dos maiores experts do mundo.

Serão mais de 400 profissionais com credibilidade no mercado mundial, que entre diversas palestras sobre os mais variados temas, terão ainda a palavra do norte-americano Ed Brodow, eleito pela revista Forbes como um dos principais negociadores do mundo. No Fórum, Brodow abordará a criação de uma atmosfera de lealdade e confiança com os fornecedores em tempos de turbulências.

O Inbrasc permanece com o compromisso de sempre trazer algo novo, e além das palestras internacionais com tradução simultânea, as 'Sessões de Negociação' será um momento que deve elevar uma das principais características do Fórum: a interatividade. O formato permite praticar técnicas de persuasão que podem gerar expressivos ganhos em uma aquisição. Trata-se de uma estratégia inovadora que foi desenvolvida para negociar através do conhecimento e da inteligência coletiva.

- Com o mercado cada dia mais competitivo, as empresas buscam qualificar seus profissionais em grandes eventos, já que podem exercitar um enorme benchmarking e proporcionar uma melhor visão em 360 graus. Este evento do Inbrasc mais uma vez promete ser um enorme sucesso, já que traremos referências internacionais que vão agregar experiências ao nosso mercado – destacou Henrique Gasperoni, diretor de Marketing do Inbrasc.

O Congresso terá mais uma novidade. Trata-se de uma entrevista com teor mais descontraído, mediada por um executivo da Inbrasc. O talk show este ano será com Marcelo Abib, diretor de compras e contratos da GVT, que vai bater um papo sobre sua trajetória de sucesso.

Entre os cases que serão apresentados no congresso, estão à redução de custos, TCO, gestão de fornecedores e gestão da área, além de debates que levam ao palco discussões sobre compras vs. finanças e gestão de categorias – momento ímpar aos que desejam se relacionar com toda essa rede e discutir os principais cases de compras, novidades e tendências de cada segmento.

SERVIÇO:

CONGRESSO:
Data: 08 e 09 de Outubro (terça e quarta-feira)
Horário: 8h às 18h
Local: Centro de Eventos Panamby – CENESP - Av. Maria Coelho Aguiar, 215 - Bloco G
2º andar - São Paulo – SP.

WORKSHOP
"A Construção de pontes como fator chave de uma negociação" com Guy Cabana
Data: 10 de Outubro (quinta-feira)
Horário: 9h às 17h

Local: Academia de Experiências Febracorp - Av. Dr. Cardoso de Melo, 1340 - 1º Andar - São Paulo – SP.



quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Edição 34 - Moda Sustentável: Somos o que vestimos!

Sustentabilidade: vista essa camisa você também!

Um tema de capa que tratasse do negócio de vestuários já estava “na fila” há muito tempo em nossa editora. Nesse período, sempre imaginávamos tratar o tema de forma bem ampla, demonstrando toda a cadeia produtiva desse setor, abordando as iniciativas e as inovações para redução dos impactos socioambientais.

Na condição de consumidores, geralmente temos a impressão de que é um setor que não gera muitos resíduos no momento do pós-consumo. Não vemos, por exemplo, muitas campanhas recomendando destinação adequada dos resíduos de roupas, como geralmente encontramos nas campanhas dos resíduos de plásticos (sacolinhas e embalagens) ou até mesmo de celulares (aparelhos e baterias). Será que destinamos adequadamente nossas roupas depois do uso? Será que o processo de doação, bazar ou reuso evita que esses resíduos sejam mais expressivos e impactem no meio ambiente? Será que somos conscientes do destino dos resíduos de nossas roupas?

Apesar de não existirem campanhas específicas e demonstração dos impactos gerados no pós-consumo, esses resíduos existem sim e muitas iniciativas já são positivas nesse segmento. Uma das entidades que atua em um processo de consumo consciente, mencionadas nesta edição, é o Instituto Ecotece, o qual demonstra iniciativas de reutilização para evitar a aquisição de novas peças de vestuário ou acessórios. Outras iniciativas positivas são das empresas que procuram inovar na forma de produção, como é o caso da marca paranaense Irmãs Green e da Oceano Surfwear, de Santa Catarina.

Nesta edição, além das iniciativas para produtos mais sustentáveis no setor de vestuário, você encontrará também uma matéria sobre a reciclagem do gesso, por meio de um projeto inovador desenvolvido em Curitiba. No espaço Responsabilidade Social Corporativa, serão apresentadas as iniciativas estimuladas pelo CPCE (Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial) na disseminação do tema sustentabilidade dentro das instituições de ensino superior. A edição traz, ainda, duas matérias que contemplam projetos ligados à área de energia, sendo uma sobre os projetos de smart grid (redes inteligentes) e outra referente às iniciativas de entidades ligadas ao WTC Business Club.

Boa leitura!

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- Capa: Sustentabilidade além da matéria-prima
- Entrevista: Lourival dos Santos e Souza
- Visão Sustentável: Gesso reciclado vira fertilizante para agricultura
- Responsabilidade Social Corporativa: Educando na Sustentabilidade
- Desenvolvimento Local: Eficiência Energética no WTC

Artigos:
- Artigo: O sonho acabou? (Jerônimo Mendes)
- Artigo: Oportunidade e realização (Rafael Giuliano)
- Artigo: O mito do PIB (Daniel Thá)
- Artigo: Água: A crise e a inércia política global (Hugo Weber Jr)
  

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Artigo: Ser Sustentável - Edição 33

Arquitetura sustentável: um processo

Quando nos referimos à arquitetura sustentável, na maioria das vezes e para a maioria das pessoas, chegam-nos à mente imagens de construções de madeira reciclada integradas a ecossistemas ou camufladas sob grandes tetos-jardins. Fato normal, uma vez que as primeiras associações da arquitetura com a sustentabilidade em nosso país confundiam-se com o caos da arquitetura e com a desordem das grandes cidades brasileiras.

Da arquitetura modernista dos anos 30 aos 60 do século passado aos dias de hoje, a ideia de arquitetura sustentável se expandiu, assim como o conceito de sustentabilidade, que, a partir de Strong e Sachs ganhou novas dimensões, além da ambiental e da econômica. Em todo o mundo, percebeu-se, com o passar dos anos, que a ideia da utilização de grandes caixas de vidro nas construções favoreciam a beleza arquitetônica na mesma proporção em que implicavam grande aumento no consumo de energia, principalmente por sistemas de refrigeração do ar. Importante registrar que nada tenho contra o international style das caixas de vidro, mas que elas sejam projetadas e construídas em países menos privilegiados pela energia solar que o nosso. Nossa arquitetura colonial já nos ensinava isso, ao empregar alvenaria e coberturas de barro, em construções bem ventiladas, com seus pés direitos generosos.

No Brasil, desde o período da arquitetura bioclimática e do conforto ambiental proporcionados pelos cobogós cerâmicos de Lúcio Costa ou dos sheds de Lelé Filgueiras aos dias atuais, a noção de sustentabilidade em arquitetura transportou- -se do uso de determinada tecnologia ou do emprego de determinado material reciclado para uma visão de um processo construtivo sustentável. Para isso, vale desde a economia de papel na fase do projeto à redução do deslocamento das pessoas, principalmente nos centros urbanos. 

Sustentabilidade em todas as etapas -

Independentemente do estilo arquitetônico ou do local onde esteja localizada a construção, cada vez mais os profissionais de arquitetura buscam selos de processos produtivos sustentáveis junto aos fornecedores de materiais de construção. A preocupação com a distância entre o endereço do fornecedor e a obra também tem sido uma constante, assim como a contribuição que seus produtos, considerados em toda a sua cadeia produtiva, dão para a sustentabilidade do planeta. Essa é uma tendência mundial e irreversível.

Em alguns países, como a Austrália, há muitos anos, todas as prefeituras exigem que os projetos arquitetônicos sigam normas visando o que chamam de edificações ambientalmente sustentáveis ou do eco design. Há alguns meses, essa preocupação tomou ares mais urbanos, com o planejamento ‘Sidnei 2030’.

É bem verdade que, atendendo a apelos do mercado imobiliário, muitos projetos e construções se dizem sustentáveis apenas por armazenar água pluvial, sem que tenham a menor preocupação com outras dimensões da sustentabilidade. É apenas a presença da lógica do capital e a agilidade do capitalismo em capturar demandas da sociedade se manifestando, mais uma vez, ora na dimensão social da sustentabilidade, como no Programa Minha Casa Minha Vida do governo brasileiro, ora na dimensão ambiental, como no caso de condomínios concebidos como verdadeiros parques.

Uma nova construção, para ser sustentável, deve ter ou oferecer bem mais do que a canalização de águas de chuva para caixas de água de serviço, uso de elementos de vedação feitos a partir das reciclagens de materiais descartados ou mesmo o emprego de painéis solares ou fotovoltaicos para geração de parte da energia. A ideia da sustentabilidade deve estar presente em todas as etapas, desde a concepção do projeto até a liberação da obra para o uso das pessoas.

A atividade dos arquitetos, aliás, já traz grande vantagem nesse aspecto, pois esses profissionais lidam essencialmente com o planejamento, que é um dos pilares da sustentabilidade. A arquitetura sustentável, segundo a arquiteta e professora Joana Gonçalves, é aquela que busca a igualdade social por meio da valorização da eficiência econômica e da maior redução do desperdício e do impacto ambiental causado pela construção, nas soluções encontradas tanto na fase de projeto quanto de construção, garantindo competitividade e melhoria de qualidade de vida aos homens e às cidades. Enfim, que contribua para o desenvolvimento da sociedade.


IVAN DE MELO DUTRA
Arquiteto e Urbanista e
Mestre em Organizações e
Desenvolvimento






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Veja os conteúdos dessa edição:

Matérias:
- Capa: Arquiteto Empreendedor
- Entrevista: Jeferson Navolar
- Espaço Arquitetura
- Construções Sustentáveis: Integração e Sustentabilidade desde a concepção do projeto
- Responsabilidade Social Corporativa: (CPCE Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial) Implantação de projetos socioambientais requer planejamento
- Responsabilidade Ambiental: Cultivando Água Boa
- Desenvolvimento Local: Aliança Paraná Sustentável
- Desenvolvimento Social: CEF apoia empreendimentos habitacionais sustentáveis



Artigos:
- Artigo: Vamos de carro ou de metrô? (Jerônimo Mendes)
- Artigo: Engajando e cultivando talentos (Rafael Giuliano)

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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Desenvolvimento Social - Edição 33

Caixa apoia empreendimentos habitacionais sustentáveis

Redução dos impactos da obra no meio ambiente e educação ambiental dos moradores estão entre os objetivos do Programa Construções Sustentáveis

A Caixa Econômica Federal, como o principal agente financiador no segmento da habitação, promove a expansão de habitações sustentáveis pelo Programa de Construções Sustentáveis. O projeto se baseia no conceito de sustentabilidade dos empreendimentos, que integra aspectos econômico-financeiros, físicos, culturais e socioambientais, ou seja, traz o desafio de construir cidades sustentáveis que proporcionem a inclusão de todos os seus moradores com boas condições de vida.

Entre as variáveis socioambientais, a Caixa busca minimizar os impactos da obra no meio ambiente, aproveitar os recursos naturais do ambiente local, realizar a gestão e economia de água e energia na construção, promover o uso racional dos materiais de construção, arborizar e estimular o plantio de árvores nos terrenos, promover a coleta e a reciclagem dos resíduos sólidos nos empreendimentos, adotar soluções para a melhoria do conforto interno das habitações e promover a educação ambiental dos moradores.

As ações são executadas pelos proponentes de financiamentos habitacionais e se destacam o Selo Casa Azul Caixa e a Ação Madeira Legal.

Selo Casa Azul • 
O Selo Casa Azul é uma metodologia de classificação socioambiental de projetos de empreendimentos habitacionais financiados pela Caixa. O Selo é o primeiro sistema de classificação da sustentabilidade de projetos habitacionais ofertado no Brasil e desenvolvido para a realidade da construção habitacional brasileira.

São 53 ideias sustentáveis que podem ser incorporadas aos projetos na sua concepção. Para a concessão do selo, a Caixa analisa critérios agrupados em seis categorias: Qualidade Urbana, Projeto e Conforto, Eficiência Energética, Conservação de Recursos Materiais, Gestão da Água e Práticas Sociais. O Selo possui três níveis de graduação: bronze, prata e ouro. O Selo é voluntário e pode ser pleiteado por construtoras, prefeituras, incorporadoras, companhias de habitação, associações e cooperativas.

Madeira Legal • 
A ação Madeira Legal é um conjunto de medidas articuladas que objetivam o monitoramento do uso de madeiras de origem legal em obras e empreendimentos habitacionais financiados pela Caixa. O projeto visa estimular o uso de madeiras nativas oriundas de áreas licenciadas pelo órgão ambiental competente e evitar o uso de madeiras vindas de áreas ilegais.

A ação consiste na exigência de apresentação, até o final da obra, do Documento de Origem Florestal (DOF) das madeiras nativas utilizadas nas obras de empreendimentos habitacionais financiados
pela Caixa. O projeto foi resultado de parceria entre a Caixa, o IBAMA e o Ministério do Meio Ambiente e teve inicio em janeiro de 2009. 

Linha de crédito Ecoeficiência Empresarial • 
Em encontro à postura de responsabilidade socioambiental, a Caixa criou uma linha de crédito abrangente, composta por vários produtos de crédito PJ com o objetivo de financiar o setor empresarial para melhorar os seus processos produtivos, economizando matérias-primas e insumos, principalmente, água e energia, além de financiar projetos de geração de energias sustentáveis, transporte eficiente e gestão de resíduos.

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Veja os conteúdos dessa edição:

Matérias:
- Capa: Arquiteto Empreendedor
- Entrevista: Jeferson Navolar
- Espaço Arquitetura
- Construções Sustentáveis: Integração e Sustentabilidade desde a concepção do projeto
- Responsabilidade Social Corporativa: (CPCE Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial) Implantação de projetos socioambientais requer planejamento
- Responsabilidade Ambiental: Cultivando Água Boa
- Desenvolvimento Local: Aliança Paraná Sustentável



Artigos:
- Artigo: Vamos de carro ou de metrô? (Jerônimo Mendes)
- Artigo: Engajando e cultivando talentos (Rafael Giuliano)
- Artigo: Arquitetura Sustentável: um processo (Ivan Dutra)

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Ações da Faber-Castell auxiliam no Combate à Poluição Industrial


São Paulo, agosto de 2013 – No dia do Combate à Poluição Industrial, comemorado em 14 de agosto, a Faber-Castell mostra que é possível alinhar produção e desenvolvimento sustentável em suas fábricas. A empresa, que foi uma das primeiras no mundo a se preocupar com projetos de cunho socioambientais, acredita que uma empresa sólida se constrói com políticas de minimização de poluentes industriais, aproveitamento integral dos recursos naturais além de investimentos na proteção à comunidade e ao meio ambiente.

A Faber-Castell controla rigorosamente a emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE): o inventário de 2010 de GEE da empresa revelou que a Faber-Castell capturou 8,10 vezes mais do que a quantidade de CO2 emitida em todas as operações controladas pela matriz brasileira. O relatório aponta, ainda, um aumento de 6,3% em relação ao resultado obtido em 2008, ano do primeiro inventário, quando a captação de gases nocivos ao meio ambiente chegou a 7,23 vezes a quantidade de gases emitidos. Com isso, o volume de gases capturados desde o ano de 2008 é suficiente para cobrir as operações da empresa pelos próximos 21 anos – se mantidas as emissões atuais. O material leva em consideração a norma ISO 14064-1 e segue as orientações do GHG – Greenhouse Gas Protocol Initiative.

No final 2012, a empresa ficou em primeiro lugar no Índice Corporativo de Energia Renovável (CREX, da sigla em inglês), ranking que aponta as companhias que mais utilizam fontes renováveis alternativas de energia consumida em 2011 na sua produção. Elaborado pela Bloomberg New Energy Finance (Bnef), o ranking brasileiro é inédito e tem como base um levantamento realizado com as 200 maiores empresas do País em valor de mercado. Foi considerado o consumo total de energia elétrica das companhias e o volume gerado por meio de fontes alternativas renováveis, que incluem pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), solar, eólica, biomassa, como cana-de-açúcar e madeira de reflorestamento.

Florestas sustentáveis

No Brasil, a Faber-Castell trabalha exclusivamente com madeira reflorestada: este projeto teve início nos anos 80, na cidade de Prata (MG), onde a empresa fomentou o plantio para a produção de EcoLápis. Os EcoLápis da Faber-Castell são feitos com 100% de madeira plantada e certificada pelo FSC (Forest Stewardship Council).  E todas as árvores usadas na produção do EcoLápis são totalmente aproveitadas. Os resíduos viram adubo, a serragem que sobra depois do corte é utilizada para a geração de energia na própria fábrica, o excedente da madeira é comercializado para a produção de chapas de MDF, OSB, entre outros. 

Há dois anos e meio, a Faber-Castell trabalha com o novo conceito de Floresta Orgânica, cujo processo elimina ao máximo o uso de produtos químicos. Este conceito de manejo somado a benefícios genéticos e nutrição, gera um ganho de 30 a 35% na utilização da planta para a produção de madeira.

Sobre a Faber-Castell
Líder mundial na produção de EcoLápis de madeira plantada, a história da Faber-Castell se confunde com a própria criação do lápis. Fundada em 1761 na Alemanha, hoje a empresa possui escritórios em mais de 100 países. No Brasil, onde está presente desde 1930, três fábricas (São Carlos-SP, Prata-MG e Manaus-AM) e 9.600 hectares de floresta cultivada (também em Prata-MG) são as responsáveis pela produção de 1,9 bilhão de EcoLápis por ano. Com mais de 69 mil postos de venda no Brasil, exporta também para mais de 70 países. Seu portfolio inclui: EcoLápis de cor e de grafite, giz de cera, tintas escolares, canetinhas hidrográficas, apontadores, borrachas, canetas, lapiseiras, kits criativos, produtos artísticos, instrumentos e acessórios de luxo para a escrita. Seu projeto de plantio  e seus EcoLápis são certificados pelo FSC (Forest Stewardship Council). Em 2004, o processo produtivo da Faber-Castell também recebeu o certificado ISO 14001, conquistando a recertificação em 2010.

Em 2012 a  Faber-Castell estabeleceu uma parceria com a TerraCycle e lançou um programa de coleta que permite a transformação de instrumentos de escrita em matéria prima reciclada que substitui o material virgem que seria utilizado e evita o descarte de resíduos no meio ambiente. O consumidor pode ajudar se inscrevendo no Programa de Coleta e na Brigada de Instrumentos de Escrita Faber-Castell gratuitamente, por meio do site (http://www.terracycle.com.br/pt-BR/brigades/brigada-de-instrumentos-de-escrita-faber-castell.html). 

Faber-Castell
SAC: 0800-7017068