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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Edição 36: Certificação LEED - Emisa Plaenge

Sustentabilidade aplicada à construção de fábricas com certificação internacional

Responsável por duas obras com certificação LEED, a Emisa Plaenge é líder em soluções sustentáveis para construção industrial

Prêmios e certificações. Em todos os âmbitos da sociedade, em nossa vida pessoal, empresarial ou social, o justo reconhecimento pelos esforços e primor de nossas atividades reforçam as convicções de que estamos no caminho certo, e nos impulso para continuarmos nos esmerando em nossos ofícios ou ações. Melhor ainda é quando o reconhecimento não se faz meta principal do que fazemos (Foto: Fábrica da Geo Energética, em Tamboara/PR. Além de internacionalmente certificada, a obra foi planejada para obter o máximo de eficiência energética).

Se o reconhecimento é gratificante, mais ainda o é quando parte de um âmbito não apenas regional, mas internacional, ou seja, numa gama maior de trabalhos ou ações similares realizados. Vale ressaltar que a intensidade da satisfação na premiação ou certificação é diretamente proporcional à rigidez do processo de avaliação. Quanto mais difícil, mais doce é a conquista.

É nessa situação que se encaixa a Emisa Plaenge, responsável pelas construções industriais, que vêm se consolidando em exemplo de empresa responsável pelo oferecimento de soluções sustentáveis no setor de construção civil empresarial. 

Não à toa, a empresa já acumula duas certificações Leadership in Energy and Environmental Design, conhecido pelo acrônimo LEED (veja a origem da certificação no boxe), concedidas pela representante brasileira da ONG americana US Green Bulding Council, a Green Building Council do Brasil (GBC Brasil), concedidas para empreendimentos que demonstram excelência em edificações sustentáveis.

Em 2012, a Emisa Plaenge conquistou uma das certificações mais altas do LEED, o Selo Gold, com a entrega da fábrica da Geo Energética, em Tamboara (PR). Além de internacionalmente certificada, a obra, planejada para obter o máximo de eficiência energética, gera um retorno de investimento proveniente da redução do consumo de água e energia.  É com esse espírito de oferecer soluções responsáveis ambientalmente e, acima de tudo, que promovam redução de custos operacionais, que a empresa ruma agora para a obtenção do terceiro selo da entidade.

Para a Gerente de Novos Negócios, Stella Marys Rossi Boiça, o sucesso deve-se não apenas ao comprometimento da empresa e dos clientes em buscarem um empreendimento sustentável, que proporcione menor impacto ambiental no decorrer do tempo e maior conforto e usabilidade para os ocupantes dos imóveis e para a comunidade que o cerca, mas também a toda a estrutura pessoal da Emisa Plaenge.

A responsabilidade ambiental e preocupação em primar nos empreendimentos o bem-estar das comunidades em que ele estará inserido e com as pessoas que farão uso desse empreendimento no seu dia a dia sempre foi preocupação da empresa. Mas o que torna isso possível, realmente, é a sinergia com que todos os nossos funcionários atuam com relação a essa política, comprometendo-se e partilhando dos mesmos ideais, conquistando, assim, a excelência da Emisa Plaenge, afirma Stella.


Na primeira certificação, um aprendizado da Emisa Plaenge e da GBC Brasil

A expertise em empreendimentos com soluções sustentáveis vêm desde sua fundação em 1975. Na década de 1980, na construção da fábrica da Coca-Cola, em Nova Iguaçu (RJ), um sistema de coleta das águas das pias e chuveiros para reuso das chamadaságuas cinzas. Na década de 1990, a Emisa Plaenge foi responsável pela fábrica da Spaipa, em Marília (SP), com um sistema para captação da água das chuvas além do reuso daságuas cinzas.

Sua atuação sempre foi de vanguarda. Em 2004, por exemplo, a empresa obteve um recorde de construção do maior piso protendido do Brasil. Em 2009, com a entrega da obra da Matte Leão, em Fazenda Rio Grande (PR), a empresa um salto rumo ao sucesso e conquista a primeira certificação LEED da América Latina, com a construção da primeira fábrica verde do Brasil. (Foto: Fabrica da Mate Leão – Fazenda Rio Grande/PR)

No entanto, a conquista não foi fácil, já que o pioneirismo dificultou o processo de certificação, uma vez que não havia parâmetros constituídos para as avaliações do projeto.A certificação leva em conta vários aspectos, mas os principais são: energia, água e ambiente construído. Computar, por exemplo, a redução do uso de água em prédios residenciais e comerciais é possível, uma vez que uma média consolidada de consumo. No entanto, o mesmo não ocorre em fábricas, cujo uso da água varia de acordo com o processo produtivo, afirma Stella.


Na segunda certificação, a conquista do selo Gold do LEED confirma o aprendizado

Se na primeira certificação a falta de parâmetros e o pioneirismo dificultaram o trâmite para conseguir a certificação, na segunda, com a construção do prédio da Geo Energética, em Tamboara (PR), a curva de aprendizado com o processo deu uma vantagem à Emisa Plaenge, que conseguiu reduzir o tempo para conseguir a certificação de três para um ano.

Além disso, conhecendo o caminho das pedras e todos os critérios de avaliação da GBC Brasil, a empresa conseguiu direcionar todo o projeto, desde a sua idealização, para aperfeiçoar as ações com o objetivo de garantir o máximo possível de pontuação, uma vez que, com planejamento direcionado, pode-se conseguir dupla pontuação com apenas uma ação. 

No tema espaço sustentável, por exemplo, cada item garante uma quantidade de pontos. Se você coloca um ponto de ônibus em frente à fábrica, você está facilitando a vida dos funcionários e da comunidade, e isso gera pontuação. Se a construção promove um desenvolvimento para as pessoas que residem ao seu entorno, também pontuação, afirma Stella.

A Geo Energética é uma empresa paranaense que inicia suas atividades em 2001, e hoje é um destaque nacional na produção de biogás obtidos a partir de resíduos da indústria sucroalcooleira. A empresa atua na reciclagem de resíduos orgânicos, com um modelo único e patenteado, sendo uma solução economicamente viável e ambientalmente sustentável para a transformação de seus resíduos em riquezas.

Tendo em vista o comprometimento da Geo Energética na obtenção de energia de forma sustentável, que a Emisa Plaenge, em 2012, finaliza o empreendimento no interior do Paraná, permeado de soluções que geram o mínimo de impacto ambiental e promove a redução de consumo de energia e água.

Não à toa, a obra para a Geo Energética conseguiu a marca de 60 pontos no sistema de avaliação da GBC Brasil, atingindo 46% de redução no consumo de energia elétrica, com relação ao padrão mínimo. A média brasileira na pontuação do LEED é de 56 pontos.


Parceria: eficiência energética e o retorno de investimentos

Apesar do surgimento constante de novas soluções para a área de construção civil, principalmente no que diz respeito ao uso de elementos recicláveis, renováveis ou sustentáveis, os gastos investidos em construções que atendam aos critérios para a certificação LEED ainda são superiores aos de construções tradicionais. (Foto: Profissionais da Emisa Plaenge: Stella Marys Rossi Boiça, Gerente de Novos Negócios e Ednelson Ivantes, Gerente Comercial)

No entanto, a diferença tende a diminuir conforme o know-how da empresa no processo de certificação. No caso da Emisa Plaenge, entre o primeiro e o segundo empreendimentos com certificação LEED, houve a redução dos custos de investimentos na obra para conquistar os pontos na avaliação de mais de 4%, caindo de 10,81% para 6,10%.

Portanto, um empreendimento que se pretenda ser sustentável a ponto de obter a certificação deve ser também viável financeiramente.Parto do ponto de vista de que você tem que avaliar o projeto sob dois ângulos, sendo o primeiro pela sustentabilidade, se o ambiente construído oferece conforto, entre outros aspectos do tema, na segunda perspectiva, o fator a ser avaliado é o econômico. Ou seja, não basta ser sustentável apenas no conceito de construção, tem que ser também do ponto de vista do investimento, buscando sempre um equilíbrio que possibilite o desenvolvimento do empreendimento, pondera Stella. 

Mesmo com o acréscimo para atender a certificação, segundo Stella, dependendo do projeto, o retorno dessa diferença é abatida no decorrer do tempo, com, por exemplo, a redução do consumo de energia.O prédio que tem o consumo energético menor terá um custo operacional menor. Consequência disso é  a redução nos gastos mensais na indústria.

Um terceiro projeto executado pela empresa está em análise e deverá em breve receber a certificação. Enquanto aguarda o resultado, a Emisa Plaenge comemora o desempenho energético da obra de Tamboara.

Com um sistema inteligente que desliga o ar condicionado quando as janelas são abertas, o projeto da Geo Energética possibilita a redução de 73% do consumo energético. Os cálculos de pay back do empreendimento aponta que, com a redução dos custos de consumo de água e energia, em 10 anos o investimento adicional é zerado.Dessa forma, além de proporcionar menor impacto ao meio ambiente e promover espaços mais agradáveis aos seus ocupantes e comunidade do entorno, as obras com a certificação LEED também proporcionam retorno financeiro em médio prazo, em virtude do seu desempenho em relação aos custos operacionais, aponta Stella.


Selo LEED (Liderança em Energia e Design Ambiental)

Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), ou Liderança em Energia e Design Ambiental, é um selo de certificação e orientação ambiental para edificações, sendo o de maior reconhecimento internacional, presente em mais de 140 países.  No Brasil, o selo é oferecido pela Green Building Council Brasil (GBC), integrante do World GBC, que é a união dos Conselhos Nacionais de Green Building de todo o mundo. 

Para conseguir a certificação, o empreendimento passa por um rigoroso sistema de avaliação baseado em pontos. De um total de 110, é necessário atingir ao menos 40 pontos para garantir a certificação mínima. São quatro os tipos de certificações: básico, silver, gold e platinum. 

Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), ou Liderança em Energia e Design Ambiental, é um selo de certificação e orientação ambiental para edificações, sendo o de maior reconhecimento internacional, presente em mais de 140 países.

No Brasil, o selo é oferecido pela Green Building Council Brasil (GBC), integrante do World GBC, que é a união dos Conselhos Nacionais de Green Building de todo o mundo. A certificação LEED analisa, entre outros itens, os custos operacionais de água e energia, além de vislumbrar o aumento da qualidade interna do imóvel, incentivando a transformação dos projetos, obra e operação das edificações, com foco na sustentabilidade.

Os critérios de análise giram em torno das temáticas: Sustentabilidade do Espaço, Racionalização do Uso da Água, Eficiência Energética, Qualidade Ambiental Interna, Materiais e Recursos, Inovação e Processos de Projeto e Créditos Regionais. Para conseguir a certificação, o empreendimento passa por um rigoroso sistema de avaliação baseado em pontos. De um total de 110, é necessário atingir ao menos 40 pontos para garantir a certificação mínima. São quatro os tipos de certificações: básico, silver, gold e platinum.  O LEED é uma iniciativa da ONG USGBC, que, em 1998, buscou nas empresas o comprometimento de edificações com princípios de sustentabilidade para a construção civil durante todo o processo da obra. Em 1998, o LEED foi aplicado em mais de sete mil projetos nos Estados Unidos e mais 30 países. Atualmente, cerca de 15 mil projetos estão em fase de aprovação do selo. Em 2012, o Brasil ocupava a quarta colocação na lista de países com certificação LEED, ficando atrás apenas dos EUA, da China e dos Emirados Árabes.


Acesse abaixo a versão digital da edição 36 completa!



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